Diário da Região

22/01/2017 - 00h00min

NEGÓCIOS PROMISSORES

Conheça as melhores opções para abrir o próprio negócio em 2017

NEGÓCIOS PROMISSORES

Johnny Torres Rafael Luiz Cardoso, com Larissa Verza, no food truck de comida saudável
Rafael Luiz Cardoso, com Larissa Verza, no food truck de comida saudável

A reeducação alimentar levou Bruna Cardoso abrir o próprio negócio. Bruna percebeu a carência de comidinhas light diante das ofertas dos food trucks e lançou, em sociedade com o irmão, o então segurança Rafael Luiz Cardoso, o trailer Integral Comida Saudável há três meses. O negócio funciona próximo à praça do Vivendas, ponto de quem busca qualidade de vida e pratica caminhada ou corrida. No cardápio há sucos e sanduíches naturais, além de pizza com massa integral e arroz integral. 

“Foi um investimento de R$ 50 mil. Ainda não recuperamos, mas a cada dia nosso negócio é mais conhecido e estamos animados com o futuro”, conta Rafael. A ideia dos irmãos tem tudo para dar certo e credencia ainda mais a pesquisa do Sebrae sobre os negócios promissores para 2017. O segmento de alimentos e bebidas encabeça a lista do estudo, feito com base no perfil de novas empresas em anos anteriores e no comportamento da economia nacional.

 

Arte - Tendência para o ano 01 - 22012017 clique na imagem para ampliar

A pedido do Diário, o consultor Artur Shoiti, do Sebrae em Rio Preto, esmiuçou a pesquisa e trouxe para realidade da nossa região. De fato, para quem deseja empreender em 2017, é preciso olhar para as carências da cidade, como no ramo da alimentação, bebidas e vestuário, ou então oferecer soluções para o período de crise, como reparos e serviços que possibilitam a redução dos custos operacionais e o aumento da sua eficiência produtiva. “A comida de rua ganha mais espaço no mercado porque consegue oferecer um bom produto, com um custo menor e rapidez”, sugere Artur. 

“A gourmetização dos alimentos e das bebidas está crescendo muito e tende a aumentar." O consultor financeiro e empresarial Valdecir Buosi acrescenta que, no ramo de alimentos, há oportunidades como a de Bruna e Rafael. “As pessoas têm uma vida corrida e não conseguem se alimentar direito. Quando chegam em casa estão cansadas, sem ânimo para preparar o alimento e acabam comendo qualquer coisa e saindo da dieta. Portanto, se uma empresa envia exatamente o que ele precisa comer, fica mais fácil seguir a dieta”, opinou Buosi.

Embora Rio Preto e região sejam polo de confecção, há espaços no segmento de vestuário, segundo Artur. É o segundo na lista do Sebrae, após alimento e bebidas. Existem diversas lojas atacadistas e varejistas, porém, a cidade ainda de carece outlets e atacarejos. Outro caminho, apontado por Buosi, é atrair o cliente que procura por roupa sob medida.

 

Arte - Tendência para o ano 02 - 22012017 clique na imagem para ampliar

Fruto da crise

Para quem anseia abrir um negócio, em 2017, além dos ramos de alimentos, bebidas e vestuário, o Sebrae listou os serviços de saúde e reparação. Clínicas populares são possibilidades para quem perdeu o emprego e o benefício do plano de saúde. Assim como a ascensão econômica até 2014, sobretudo das classes C e D, possibilitou um boom na compra de eletrodomésticos e eletrônicos, além de automóveis e residências. “

A população continua crescendo e, mesmo em tempo crise, ela não deixa de consumir esses produtos e serviços. As pessoas buscam alternativas mais baratas, mas o consumo permanece. É importante o empresário acompanhar esse movimento da economia para ter mais sucesso”, comentou ao final da pesquisa o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

 

economia_ArturShoiti - 22012017 Shoiti: valor agregado

Consumidor está exigente

Rio Preto reúne 446,6 mil habitantes, segundo estimativas do IBGE, e 57,1 mil empresas ativas. Proporcionalmente, para cada oito moradores há um negócio na cidade. Artur Shoiti, consultor do Sebrae, adverte que o grande desafio das empresas é conseguir agregar valor ao negócio. Segundo ele, muitas empresas encerram atividades, não porque não têm mercado, mas porque eram réplicas.

“O consumidor da nossa região amadureceu muito nos últimos anos. Não basta apenas ser persuasivo na hora da venda, as empresas precisam agregar valor naquilo é que intangível, ou seja, manifestar o valor agregado através da excelência na prestação do serviço”, afirma o consultor do Sebrae.

“Os produtos em geral, estão se tornando commodities, ou seja, todas as empresas vendem os mesmos produtos, das mesmas marcas, com preços muitos semelhantes. Quando isso ocorre, o cliente percebe e acaba simplificando decisão de compra, buscando o melhor preço ou a melhor forma de pagamento.” 

 

Leonardo Menezes - 22012017 Leonardo Menezes: sonhe grande, mas comece pequeno

Conheça as armadilhas que surgem no caminho

Antes de se lançar em um negócio, o candidato tem que se preparar para uma bateria de questionamentos internos, estudar o público-alvo, a localização e traçar o seu planejamento. No entanto, a alta do desemprego deu vida ao empreendedor por necessidade, o que é um grande risco, na visão do consultor e economista Leonardo Menezes. “O profissional busca no empreendimento uma fonte de renda. Isto pode dar certo, mas pode ser muito arriscado”, alerta Menezes.

“Para diminuir o risco, sugiro que este empreendedor não deixe de sonhar grande, mas que comece pequeno. Grandes negócios para empresários que não possuem experiências costumam ser mais vulneráveis.” Para esse caso, Menezes sugere que o candidato converse com demais empresários, procure um consultor e pesquise tudo o que puder sobre o negócio e a localização. O consultor Valdecir Buosi ressalta que as empresas devem ser abertas porque o empreendedor encontrou uma oportunidade e não por necessidade. “É preciso fazer um plano de negócio, ou seja, colocar no papel algo que vá acontecer e analisar com muito critério”, diz. 

Esse tipo de empreendedor muitas vezes recorre a empréstimos bancários. Segundo Menezes, começar o negócio com essa dívida torna o futuro mais incerto. “Muitos bancos anunciam que ajudam o empresário no começo do projeto. Na prática estes recursos são bem mais difíceis de sair”, diz. O momento de crise exige atenção redobrada até mesmo daqueles que têm se preparado “Sugiro que o empreendedor tome atitudes preventivas, desde analisar e fazer previsões financeiras, escolher o regime tributário até elaborar contrato que proteja suas ideias e negócios”, disse Menezes.

Tão importante quanto a ideia, a localização do empreendimento é decisiva. Buosi chama atenção para uma outra armadilha. Bairros populosos nem sempre são consumidores. “Tem regiões que são populosas, no entanto elas tem característica de dormitório, ou seja, as pessoas só estão lá para dormir", aconselha Buosi. “É preciso entender o perfil, as necessidades e hábitos de consumo do cliente que se pretende atender. Após essa etapa é que se deve escolher o local, pois muitos negócios têm uma proposta boa e não vingaram porque estavam no local errado.”

 

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