Diário da Região

13/01/2017 - 00h00min

EMPREENDEDORISMO

Região tem 4 das 50 maiores franqueadoras brasileiras

EMPREENDEDORISMO

Guilherme Baffi Franquia de máquinas para cartão quer dobrar unidades em 2017
Franquia de máquinas para cartão quer dobrar unidades em 2017

Levantamento divulgado nesta quinta-feira, 12, pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), mostra que a região de Rio Preto tem quatro das 50 maiores franqueadoras do País. Ao todo as empresas com berços ou sedes por aqui possuem espalhadas pelo país 1.550 unidades de suas marcas. A que está mais bem colocada no ranking, em 32º lugar, é a Chiquinho Sorvetes, com 424 unidades em 24 Estados brasileiros. A história da marca começou na década de 1980 em Frutal, Minas Gerais, quando Isaias Bernardes de Oliveira abriu a loja com o apoio do pai, Francisco Olímpio de Oliveira, o Chiquinho.

Após cinco anos, veio a expansão para franquias. Em 1998 implantou as máquinas de sorvete soft e desenvolveu uma receita própria, o diferencial da empresa. Segundo Isaias, em 2017 a intenção é abrir 100 novas unidades. "Trabalhamos com a internacionalização da marca. Até o meio do ano abriremos unidades fora do país, a começar por Miami", comenta. Hoje a sede da empresa está em Rio Preto. Em segundo, na 34ª posição, aparece a Microlins, com 401 unidades em todos os estados brasileiros. 

Fundada em 1991 em Lins, tem sede em Campinas. Rio Preto é sua maior unidade, com mil alunos, tendo formado pelo menos 20 mil no município ao longo cerca de 20 anos. O grupo começou como escola de informática, mas no momento o carro-chefe é o curso de inglês. A vertente profissionalizante é essencial para os negócios. "A gente só não quebrou até hoje por causa disso. A grande missão da nossa empresa é transformar a vida dos nossos alunos através da educação", afirma o diretor de operações Anderson Peteck.

Segundo ele, a estimativa é que a Microlins amplie em 50 a 100 o número de unidades franqueadas. Lançada em 2015 em Rio Preto, em 3º lugar na região e 36º na classificação geral, aparece a Acqio Franchising, franquia de pagamentos eletrônicos de cartões de crédito e débito que fechou o ano com 387 unidades em todos os Estados brasileiros, segundo a ABF. A empresa contabiliza 540. "Levamos crédito para o pequeno e médio lojista", afirma Kawel Lotti, diretor executivo. 

As franquias vendem a máquina, que aceita os dois cartões mais populares no Brasil, para os pequenos empresários, que podem então parcelar as compras do cliente em até doze vezes. Segundo ele, a expectativa é atingir as mil unidades em 2017. Para isso, pretende apostar em comunicação forte e estrutura com quatro diretorias regionais. Com 338 unidades pelo Brasil, a Igui Piscinas aparece em quarto lugar regional e 41º no geral. 

Nascida em 1995 e presente em 40 países, a empresa tem fábricas espalhadas pelo Brasil, Argentina, México, Paraguai e Portugal. "O carro-chefe da empresa são piscinas e seus equipamentos, os acessórios básicos", afirma o fundador Luis Filipe de Souza Sisson, que trabalha no ramo há 36 anos. A primeira fábrica foi montada em Gravataí, no Rio Grande do Sul. A segunda foi em Cedral, onde atualmente está a sede da empresa.

Presente em todos os Estados brasileiros com revenda, o plano a Igui é abrir de uma a três fábricas no exterior e no Ceará. "O sistema de franchising nos ajudou. Nós pudemos investir bastante em publicidade por causa do rateio", acredita Luis Filipe. O investimento em cada uma dessas franquias custa a partir de R$ 210 mil (Chiquinho Sorvetes), R$ 16,6 mil (Microlins), R$ 4,9 mil (Acqio) e R$ 150 mil (Igui).

Cidade é berço de 35 redes

Os últimos dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), divulgados em 2016, apontam que em 2015 Rio Preto possuía 223 redes e 467 unidades de franquias. A maior parte das unidades, 116 delas, são do ramo de alimentação. O município é berço de 35 redes associadas à ABF. Juntas elas tinham 2.889 unidades pelo Brasil e faturamento estimado de R$ 1,815 bilhão.

Segundo dados ABF, o setor de franchising brasileiro teve faturamento de R$ 150,7 bilhões em 2016, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. São 142 mil unidades e 3.039 redes que geram R$ 1,2 bilhão de empregos - 2,90% a mais que no ano anterior. A projeção é que em 2017 o faturamento cresça de 7% a 9% e o número de unidades de 4% a 5%. 

Estima-se que serão gerados de 2% a 3% mais empregos, mas que a quantidade de novas redes permaneça a mesma. Em 2016, esse número caiu 1,10% em relação ao ano anterior. As 50 maiores franqueadoras, divulgadas nesta quinta-feira, 12, somam 41.679 unidades. Deste total, 36% pertencem ao ramo de alimentação.

análise

Mercado é promissor, mas exige cuidados

O mercado de franquias acaba sendo muito promissor porque, quando você compra uma franquia, está comprando um negócio que já foi testado.

Infelizmente alguma marcas não têm intenção de crescimento, de escalar. Na verdade o cara quer ganhar a taxa de franquia e te abandona. Não tem a experiência de mercado, não testou o produto ou o serviço, o negócio. Isso infelizmente tem crescido no país e inclusive em Rio Preto.

Só que não dura muito tempo. Em um ou dois anos acaba desaparecendo a marca. Quando você faz uma pesquisa e compra uma franquia com procedência, com recomendação dos franqueados, minimiza o risco do investimento.

Muitos potenciais franqueados vão apenas atrás do dinheiro. Esse é o primeiro erro. Tem que buscar, fazer uma pesquisa sobre mercados promissores, mas não pode se esquecer que é você que vai estar à frente daquilo. Apesar de esse negócio dar dinheiro, será que vai ter afinidade com isso? Já buscou informações sobre a rotina desse mercado de trabalho?

A segunda coisa é conversar com os franqueados e os ex-franqueados.

Toda franqueadora é obrigada por lei a entregar ao interessado um documento chamado Circular de Oferta de Franquia (COF). Dentro desse documento um dos itens é a relação dos franqueados e ex-franqueados com nome, telefone e cidade. Aí você tem a oportunidade de ligar para o máximo de franqueados e ex-franqueados e visitar alguns inclusive para ver a rotina da operação para descobrir se a franqueadora te dá suporte, orientação, acompanha o crescimento, ajuda nas dificuldades operacionais e de gestão do negócio.

Artur Shoiti, consultor de negócios do Sebrae Rio Preto

 

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