Diário da Região

24/05/2017 - 00h00min

Manchester

Governo inglês eleva nível de alerta e teme novos ataques

Manchester

Peter Bryne/Associated Press Policiais fazem a segurança e preservam as imediações da Manchester Arena em Manchester, na Inglaterra, onde uma explosão durante show causou a morte de 22 pessoas e feriu outras 59. Governo elevou o nível de alerta de
Policiais fazem a segurança e preservam as imediações da Manchester Arena em Manchester, na Inglaterra, onde uma explosão durante show causou a morte de 22 pessoas e feriu outras 59. Governo elevou o nível de alerta de "grave" para "crítico", temendo ocorrer novos atentados

O governo da Inglaterra elevou de anunciou na noite desta terça-feira, 23, o nível de alerta terrorista de “grave” para “crítico”, significando risco de ataque iminente. O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque terrorista em Manchester, na saída do show da cantora Ariana Grande na Manchester Arena. O grupo fez uma declaração on-line no Telegram, afirmando que "um soldado do califado" plantou um dispositivo explosivo improvisado no local para "aterrorizar os politeístas", em vingança pela "agressão aos países muçulmanos". 

Segundo o Estado Islâmico, a Manchester Arena, local que hospedou o show de Ariana Grande, é um lugar "despudorado". A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, confirmou que 22 pessoas morreram e 59 ficaram feridas após o ato terrorista. Segundo a polícia britânica, um homem de 23 anos foi detido no sul de Manchester por conexão com o ataque.

Autor

Salman Abedi, identificado pela polícia britânica como autor do atentado da Manchester Arena que deixou na noite de ontem 22 mortos e 59 feridos, nasceu nessa cidade inglesa e é filho de um casal de refugiados líbios que fugiram da ditadura de Muamar Al Kaddafi, disseram nesta terça-feira (23) à Agência Efe fontes de Segurança de Trípoli.

Segundo tais fontes, Abedi, de 22 anos, nasceu em 1994 em Manchester e é o segundo filho do casal de refugiados líbios Samia Tabal e Ramadan Abedi. Antes de se mudar para o sul de Manchester, onde reside há mais de uma década, o pai de Salman, Ramadan Abedi, que trabalhava no setor de segurança, viveu em Londres durante algum tempo, disseram as fontes líbias.

Identificação

O chefe da polícia de Manchester, Ian Hopkins, afirmou em um comparecimento perante os meios que as forças de segurança tentam agora determinar se Abedi atuou sozinho ou contou com uma rede de colaboradores. O policial indicou que os restos de Abedi ainda não foram reconhecidos de forma oficial por um juiz forense, por isso recusou-se a dar mais detalhes sobre ele nesta etapa da investigação.

Segundo a rede britânica BBC, Abedi tinha pelo menos dois irmãos, também britânicos. O núcleo familiar vive em diversos domicílios no bairro de Fallowfield, ao sul de Manchester, onde a polícia realizou hoje uma batida, informou o canal público. Vizinhos do imóvel onde ocorreu a inspeção disseram à BBC que a família ondeava bandeiras líbias em certas ocasiões.

Ian Hopkins confirmou que ocorreram batidas em dois domicílios na área de Manchester e em um deles aconteceu uma explosão controlada para poder acessar ao local. A detenção de um jovem de 23 anos no sudoeste de Manchester é até agora a única prisão relacionada com o ataque, que ocorreu ao término de um show da norte-americana Ariana Grande.

O chefe da polícia advertiu, além disso, sobre as "especulações" nas redes sociais sobre os nomes das vítimas da explosão. "Pedimos às pessoas que deixem que a polícia e o juiz forense publiquem os nomes", afirmou. Até a tarde desta terça-feira, há apenas três vítimas fatais identificadas: uma menina de 8 anos, Saffie Rose Roussos, uma jovem estudante de 18, Georgina Callander, e um jovem de 26, John Atkinson.

(com Agência Brasil e AP)

 

Pedro Cortez e Elaine - 24052017 Pedro Cortez, com a mulher Elaine e o filho Lorenzo, na Inglaterra

‘Clima bem está tenso’, diz rio-pretense

O atentado na Manchester Arena, no Reino Unido, onde a cantora Ariana Grande se apresentou na noite de segunda-feira, dia 22, assustou a família do rio-pretense Pedro Cortez, 29 anos. O jovem, que trabalhava em uma lanchonete de fast food há um ano, conta que sentiu alívio e apreensão pelos amigos que moram na cidade. Atualmente, ele se mudou com a mulher Elaine Cortez, 33, e o filho Lorenzo, de 1 ano 10 meses, para Liverpool, distante 55 quilômetros de onde ocorreu o atentado. “Eu trabalhava na Arena Manchester até o meio do ano passado. Isso assustou familiares nossos no Brasil, em Rio Preto e Campinas. 

O clima está bem tenso. Estamos a 30 minutos de Manchester,  então este ataque teve um impacto muito grande também”, afirmou Pedro acrescentando que a rotina dos moradores mudou. “As pessoas estão comentando que irão evitar locais de aglomeração. Hoje (ontem) teremos um show grande na Echo Arena. Pediram o cancelamento do show, mas as autoridades decidiram por manter e aumentar o policiamento já que se fala muito em continuar a vida normal após a tragédia.” Pedro mudou para a Inglaterra há dois anos e meio e o filho dele nasceu em Manchester. 

Na visão dele, a atual cidade, Liverpool,  tem policiamento mais ostensivo do que em Manchester. “Trabalhei no Arena Manchester logo que cheguei  na Inglaterra, em uma unidade do Mc Donald's dentro da estação Victoria, localizada na saída do Arena, exatamente onde aconteceu o atentado. Graças a Deus, por reforma, esta loja está fechada e no momento não estava operando. Houve muita comoção, postagens de alguns amigos que trabalhavam conosco. Senti muita tristeza pelas pessoas que lá estavam e alívio por nossos amigos.” Os familiares que estão no Brasil se preocuparam ao tomar conhecimento do atentado. “A mãe da minha esposa mandou mensagem desesperada assim que soube, meu pai o mesmo.” 

 

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