Diário da Região

14/04/2016 - 00h00min

Parceria

Flávio Guimarães e Netto Rockfeller no palco do Sesc

Parceria

Estalin Rosetes/Divulgação Juntos, Netto Rockfeller e Flávio Guimarães já lançaram os discos Nice and Easy e Soundtracks
Juntos, Netto Rockfeller e Flávio Guimarães já lançaram os discos Nice and Easy e Soundtracks

Um dos embaixadores do blues no Brasil, o gaitista Flávio Guimarães volta a Rio Preto hoje (14) para compartilhar com o público canções que dão vida aos dois álbuns concebidos por ele em parceria com o guitarrista Netto Rockfeller. O gaitista da banda Blues Etílicos acumula uma série de parcerias em sua carreira solo. E o encontro dele com Rockfeller deu-se no ano passado, quando eles entraram no Papagaio Records, estúdio comandado pelo guitarrista em São Carlos, para gravar as músicas do álbum Nice and Easy.

A troca de figurinhas entre os dois músicos foi tão produtiva que rendeu mais um álbum, o recém-lançado Soundtracks, cuja sonoridade tem como inspiração as trilhas sonoras dos filmes norte-americanos. “O Nice and Easy é um disco de blues mais tradicional. Já o Soundtracks explora canções que poderiam servir de trilha para filmes de ação ou de faroeste. A gaita é um instrumento muito usado pelo cinema norte-americano, e quisemos brincar um pouco com isso. Se o (Quentin) Tarantino nos pedisse uma música para um filme, como ela seria? 

Foi a partir de questões como essa que criamos as canções do disco”, comenta Guimarães, em entrevista ao Diário. Mantendo um clima dançante e bem humorado, a parte rítmica do segundo álbum de Guimarães e Rockfeller passeia pelo surf rock, country, bolero, blues, reggae e até maracatu. A gravação dos dois discos contou com a participação do baterista Bruno Marques, que também integra o show. Já o guitarrista Thiago Cerveira, que integrou o time de Nice and Easy, foi substituído por Lucas Baltieri no segundo álbum. “O Thiago mudou-se para Brasília, e o Lucas entrou para tocar guitarra barítono e nos acompanhar nos shows.”

 

 

Trinta anos

Pioneira na difusão do blues no Brasil, a banda Blues Etílicos completou três décadas de trajetória em 2015, algo considerado raro para uma banda cujo gênero não está entre os mais populares do País. Para Guimarães, o principal motivo de toda essa longevidade é a liberdade que os integrantes da Blues Etílicos têm para realizar trabalhos paralelos. “Isso contribuiu para nos tornarmos mais versáteis enquanto músicos.”

Outro aspecto destacado pelo gaitista é a pegada autoral que sempre pautou a trajetória da banda, que nasceu em 1985 e eternizou álbuns como Água Mineral (1989), San Ho Zay (1990) e Salamandra (1994). O disco New York (1989) recebeu elogio do músico norte-americano Lou Reed (Velvet Underground), que o classificou como um livro onde se ia lendo capítulo por capítulo.

“Hoje em dia, boa parte das bandas de blues do Brasil trabalha apenas com releituras, não ousa em criar algo autoral. Acho que isso também é um mérito da Blues Etílicos, que popularizou o gênero no País fazendo canções próprias”, orgulha-se o gaitista.

Serviço

  • Show de Flávio Guimarães e Netto Rockfeller. Hoje, às 21h30, no Sesc Rio Preto. Gratuito.

 

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