Diário da Região

28/05/2015 - 00h52min

IN MEMORIAM

O rei dos gráficos Antônio Muffa morreu de acidente

IN MEMORIAM

Arquivo Antônio Muffa morreu de acidente
Antônio Muffa morreu de acidente

Há 77 anos morria em São Paulo o gráfico e tipógrafo Antônio Muffa. Tinha 47 anos de idade e ganhou o apelido de ‘rei dos gráficos de Rio Preto’, pela destreza e perfeição na composição das páginas. Outro apelido era ‘homem-máquina’, pelas mesmas razões. Muffa morreu de acidente, contado pelas filhas Maria Aparecida Conceição Muffa Costa  e Tusnelda Muffa Martinelli: ele tinha ido à Estação da Luz, em São Paulo, buscar a mulher e filhas que voltavam de uma viagem a Rio Preto. 

Um primo, criança, atravessou a rua, e Muffa correu para salvá-lo de um bonde que não conseguiu parar e matou os dois. “Ele era loiro, cabelos lisos, olhos castanhos. Um homem simples e calado, que vivia a profissão 24 horas por dia. Além do trabalho intensivo noite adentro, levava para casa laudas de provas para corrigir. Era o faz-tudo dos jornais e tipografias, onde trabalhou, inclusive de revisor,” contavam as filhas.

Ele ajudou a fundar o jornal O Rio Preto com o advogado Mário de Azevedo, em 1920. Foi o segundo jornal com esse nome e nada tinha a ver com o primeiro, fundado em 1907 por José Portugal Freixo para concorrer com O Porvir. Mário Azevedo era “brilhante escritor de letra pátria e vibrante jornalista, com longa folha de serviços prestados ao País e à coletividade”, segundo o Álbum da Comarca 1927-1929. O Rio Preto 2 foi desativado em 1926.

 Muffa foi também gerente do Diário de Rio Preto (1922-1924), tipógrafo da Tipografia Eden (1924-1928) e do jornal A Notícia (1928-1936). Na revista A Phalena (1925) e no jornal A Época (1930) ocupou o cargo de gerente, e foi editor de O Quarto Poder (1925). Ele mereceu um capítulo completo no livro Jornais de Rio Preto, de Dinorath do Valle:“Por sua destreza e perfeição no compor, a imprensa dos anos 20 deu-lhe o título de rei dos gráficos.”

Pelo que se lê da época, ele era um sonhador, como está no Álbum da Comarca: “A conclusão a que chegamos sobre o ‘homem-máquina’, o Muffa, é que todo o seu trabalho é dinamizado por um feixe de nervos desagregados do cérebro, e daí a lógica circunstância de ele andar sempre de Herodes para Pilatos, com as malas na mão e os bolsos vazios.(...) São louváveis então a nobreza do seu caráter e a inesgotável vontade de trabalhar para o que se acha sempre disposto.”

Quem foi:

:: Nascimento: Porto Ferreira, São Paulo
:: Data: 20 de janeiro de 1891
:: Morte: São Paulo
:: Data: 28 de maio de 1938
:: Atividades: fundou e gerenciou jornais e revistas de Rio Preto no início do século 20

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