Diário da Região

10/03/2017 - 00h00min

MÚSICA E MOVIMENTO

A Gigantea faz duas apresentações no Sesi

MÚSICA E MOVIMENTO

Toi Moi/Divulgação Com dez anos de estrada, peça franco-brasileira recorre a uma narrativa sem palavras
Com dez anos de estrada, peça franco-brasileira recorre a uma narrativa sem palavras

Partindo de inspirações diversas, como as obras do pintor holandês Hieronymus Bosch, os contos primitivos do francês Henri Gougaud e temáticas atuais como a falta de água e crianças soldados, o espetáculo A Gigantea, que será apresentado no Sesi de Rio Preto neste fim de semana, conta uma jornada de luta e esperança de maneira lúdica e poética, sem diálogos, investindo em música e movimento.

O título do espetáculo faz referência à planta Byblis gigantea, símbolo da vida que brota em terras áridas e encontra-se em vias de extinção. A história se passa em uma região desértica de um país imaginário onde o menino Makou vive com sua mãe. Todos os dias, mãe e filho saem à procura de água. Certa manhã, Makou é sequestrado por um tirano, líder de um exército de seres híbridos, que o recruta à força e o transforma em um menino soldado.

“Essa planta é uma metáfora da vida, que traz esperança por ser capaz de fornecer a água mesmo em um ambiente tão inóspito e árido como o deserto”, afirma Eros P. Galvão, que dirige o espetáculo junto com Alejandro Nunez Flores. As obras de Bosch, com seu universo lúdico e apocalíptico repleto de detalhes, é referência para a concepção da história, dos cenários e dos bonecos.

“Ele tem uma visão do final dos tempos, da natureza se rebelando contra o homem, algo que está representado em A Gigantea”, explica Eros. Já o trabalho de Gougaud foi base para a sonoridade do espetáculo. “Ele é um etnólogo, um contador de histórias, pesquisador que recuperou vários contos perdidos e, com sua escrita, ajudou a perpetuar a história da oralidade.”

Produzido pela companhia franco-brasileira Les Trois Clés e criado na França em 2007, A Gigantea já acumula dez anos de estrada e mais de 350 apresentações internacionais. Mas, como toda remontagem, a versão brasileira, apesar de manter a mesma dramaturgia, traz algo novo. “Como todo espetáculo vivo, uma nova equipe traz uma nova abordagem. Um novo ator sempre traz um pouco dele para o papel, o que significa pequenas mudanças.”

Segundo a diretora, a intenção nunca foi a de fazer uma peça geográfica, presa a um ritmo que determinaria ou delimitaria o conteúdo a um determinado país ou continente. “Queríamos que ela invocasse tanto o Oriente quanto o Ocidente, que a sonoridade africana se misturasse com a brasileira e com a europeia.” “A música atinge a emoção, nos dá ritmo e vai narrando. Não ter a palavra não é uma deficiência. Com o visual e o musical, atingimos em outro nível o espectador, um nível que vai além do intelectual”, conta.

Serviço

  • A Gigantea. Hoje e amanhã, às 20h, no teatro do Sesi Rio Preto. Gratuito

 

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