Diário da Região

28/01/2017 - 00h00min

JANEIRO DA COMÉDIA

Bonecos mamulengos no palco do Municipal

JANEIRO DA COMÉDIA

Divulgação Comandado pelo artista popular pernambucano Danilo Cavalcante, o grupo Mamulengo da Folia tem como missão levar o teatro de animação genuinamente brasileiro para pessoas das mais diferentes idades
Comandado pelo artista popular pernambucano Danilo Cavalcante, o grupo Mamulengo da Folia tem como missão levar o teatro de animação genuinamente brasileiro para pessoas das mais diferentes idades

Reconhecido como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o mamulengo, como é conhecido o teatro popular de bonecos do Nordeste, faz parte da vida do artista pernambucano Danilo Cavalcante desde a adolescência. “Já trabalhei com outras linguagens dentro do teatro, mas o mamulengo é a razão da minha arte”, comenta. Cavalcante botou a mão em um mamulengo pela primeira vez quando tinha 14 anos, depois de assistir a uma apresentação no sítio onde morava, no distrito rural de Taruassu, município de Canhotinho. 

“Foi amor à primeira vista. Desde então, nunca mais larguei desses bonecos.” Morando em São Paulo há mais de duas décadas, ele fundou, em 2005, o grupo Mamulengo da Folia, que tem como missão levar esse teatro de animação genuinamente brasileiro para pessoas das mais diferentes idades. Atração deste sábado, 28, do festival Janeiro Brasileiro da Comédia, o Mamulengo da Folia apresenta em Rio Preto o espetáculo Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru, o segundo de seu repertório, que já foi levado para todo o País e também para Portugal.

No espetáculo, Seu Mané Pacaru celebra o casamento de sua filha Marieta com o vaqueiro Benedito. Para o acontecimento, uma grande festa será realizada. E eis que o conflito se estabelece: o coisa ruim, como é chamado o diabo, invade a festa, impedindo o casamento e obrigando Marieta a se casar com ele. “Por ser um brinquedo de rua, o mamulengo permite muito o improviso. O contato com a plateia é estabelecido a todo momento. Brincadeiras sempre são inventadas na hora, no calor da apresentação”, destaca Cavalcante.

A brincadeira segue um roteiro estabelecido, porém o desfecho é sempre compartilhado com o público, que opina e participa, dando mais sabor e colorido ao espetáculo. O grupo paulistano conta com mais dois espetáculos de mamulengos em seu repertório: As Pelejas de Benedito com o Boi Surubim na Fazenda do Coronel Libório e A Festa da Rosinha Boca Mole.

Conforme Cavalcante, apesar de ser uma arte popular característica do Nordeste, o mamulengo serve de inspiração para inúmeros grupos teatrais do País. “Essa arte existe nos quatro cantos do Brasil, mas se apresenta com nomes diferentes”, sinaliza. Para o Iphan, o teatro popular de bonecos do Nordeste não é um brinquedo ou um traço do folclore. Ele envolve, sobretudo, a produção de conhecimento criativo, artístico e com uma forte carga de representação teatral.

Serviço

  • Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru. Neste sábado, 28, às 19h. Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Gratuito (retirada de ingressos uma hora antes da apresentação)

 

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