Diário da Região

26/01/2017 - 00h00min

HOJE TEM PALHAÇADA

Circo do Só Êu abre o Janeiro Brasileiro da Comédia

HOJE TEM PALHAÇADA

Daniel Santos/Divulgação Ésio Magalhães, do Barracão Teatro, de Campinas, interage com o público no solo Circo do Só Êu
Ésio Magalhães, do Barracão Teatro, de Campinas, interage com o público no solo Circo do Só Êu

Muita palhaçada na abertura do festival Janeiro Brasileiro da Comédia, que começa nesta quinta-feira, 26, às 19h, no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto com o espetáculo Circo do Só Êu, da companhia Barracão Teatro, de Campinas. A peça é a primeira das cinco apresentações que compõem a edição de 2017 do festival até o dia 30 de janeiro. O espetáculo já serve para determinar o tom que a Secretaria de Cultura queria imprimir no festival, que é o de apresentações que tragam para dentro do teatro a linha de humor feito para as ruas, como explicou o assessor da Secretaria, o ator e diretor Jorge Vermelho.

“O primeiro espetáculo da edição deste ano, Circo do Só Êu, retrata a relação direta do palhaço com o espectador, numa tentativa frustrada de realização de uma apresentação. A improvisação é um dos elementos pertencentes ao universo do palhaço e estará presente nesta estreia do JBC. O riso é uma reação ao que reconhecemos. O palhaço é um espelho de todos nós. Uma lente de aumento sobre nosso ser humano e patético”, argumenta.

Circo do Só Êu conta a história do palhaço Zabobrim, que vai assistir a um espetáculo circense, mas, quando já está lá, fica sabendo que o show foi cancelado. Revoltado e para que o público não fique sem a apresentação que foi ver, ele assume o palco para um show de um homem só. Esio Magalhães dá vida ao palhaço e também foi o responsável por criar e dirigir o espetáculo, que nasceu nas ruas de Buenos Aires em janeiro de 2003

“Sempre digo que o Circo do Só Êu nunca estreou, ele foi sendo construído e adaptado de acordo com as necessidades que eu encontrava pelas ruas de Buenos Aires. Fui morar em um circo na Argentina na época, mas nunca me apresentei no circo. Meu espetáculo era na rua, por isso a natureza do humor de rua tradicional está tão presente ao resultado final”, conta Esio.

Esse trabalho de adaptação casa muito bem com a proposta de interatividade do espetáculo, explica Esio. “Ele é interativo do começo ao fim, mas é uma interação muito delicada, não é algo que oprime ou constrange o espectador. Por isso que sempre falo. O texto me permite a liberdade de improvisar e a responsabilidade, afinal, é um jogo, eu movo uma peça, a plateia move outra, e assim vamos. Se não houver essa interação e esse retorno da improvisação, o espetáculo não anda.”

E esse acordo de interação entre o artista e o público contribui para que o clima de teatro de rua fique ainda mais claro. “Essa é uma das principais diferenças entre a comédia de rua e outros gêneros dos palcos. Aqui, no espetáculo de rua, você está envolvido, o espetáculo atravessa o espaço do público, vai e volta constantemente. Quando não há essa interação, o espectador é pedido apenas para acreditar naqueles personagens e histórias. Aqui, ele faz parte”, afirma o palhaço.

Coisas simples

Segundo Esio, a proposta de Circo do Só Êu é fazer rir com as coisas simples da vida. “É levar o humor àquilo que todo mundo faz, que é tentar levar a vida da melhor forma possível diante das dificuldades apresentadas.” A apresentação conta com números de equilíbrio de pratos, macacos em monociclo, hipnose, mágica, acrobacia, música e muito mais. Porém, o palhaço causa muitas confusões nesse esforço imensurável de realizar sozinho o espetáculo de uma companhia inteira.

Grupo

O Barracão Teatro nasceu em 1998 como espaço de investigação e criação cênica, por Esio Magalhães e Tiche Vianna. A característica fundamental de seus trabalhos é o teatro popular com base na máscara teatral, no palhaço, na commedia dell’arte, na improvisação e no aprofundamento da atuação como veículo de expressão cênica. Os ingressos para a apresentação serão distribuídos gratuitamente uma hora antes do espetáculo.

Serviço

  • Janeiro Brasileiro da Comédia, de 26 a 30 de janeiro, no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto, às 19h. Ingressos gratuitos distribuídos uma hora antes do espetáculo

Programação

Espetáculos

  • Dia 26, quinta-feira, 19h - Circo do Só ÊU - Barracão Teatro - Campinas/SP
  • Dia 27, sexta-feira, 19h - Mazzaropi - Um Certo Sonhador - Cia. Arteiros das Águas - Ibirá/SP
  • Dia 28, sábado, 19h - Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru - Mamulengo da Folia - São Paulo/SP
  • Dia 29, domingo, 19h - Auto da Compadecida - Grupo Vírus da Arte - Rio Preto/SP
  • Dia 30, segunda-feira, 19h - Os Mequetrefe Parlapatões, Patifes e Paspalhões - São Paulo/SP
  • Local: Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto

Oficinas

  • Dias 26, 27 e 28/1, quinta, sexta e sábado, das 14h às 18h - Iniciação ao Clown, com Linaldo Telles - Cia Policarpo de Teatro - Rio Preto/SP
  • Dia 29, domingo, das 9h às 12h e das 14h às 18h - Palhaçaria e Comicidade Física, com Fernando Sampaio e Filipe Bregantim - LaMínima Teatro e Circo - São Paulo/SP
  • Local: Casa de Cultura “Dinorath do Valle”

Intervenção

  • Dias 26 a 30 de janeiro, das 18h às 19h - Doce Espera - Com Gisele Lançoni, da Escola Palhaçaria, e Anderson Niels, da Cia. Livre, Rio Preto
  • Local: Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto

Menos peças e mais discussões

O Janeiro Brasileiro da Comédia começa nesta quinta-feira, 26, e vai até o dia 30, com um espetáculo de humor por dia, assumindo um formato mais enxuto que em anos anteriores, quando ele era composto por dez dias de apresentações. A razão para a mudança está ligada ao pouco tempo para a organização e também ao corte de custos pela Secretaria da Cultura de Rio Preto, como explicou o secretário Pedro Ganga. “Claro que gostaria de fazer dez dias como em outros anos, mas diante da correria tivemos de abrir mão. 

Seria muito mais trabalho, com menos tempo de produção e um orçamento muito maior.” Junto com os espetáculos diários, o Janeiro Brasileiro da Comédia também contará com oficinas e o Escuta, o Fórum de Cultura de Rio Preto, que reunirá a classe artística e interessados de qualquer área para debater a situação da cultura na cidade e os caminhos que podem ser tomados para uma revitalização do setor. “A ideia com o Fórum é ouvir todo mundo junto para compartilharmos os questionamentos e as sugestões”, disse Ganga. 

Mas o projeto não para por aí, afirma o assessor da Secretaria de Cultura, Jorge Vermelho. “O Fórum não se limitará a fazer um levantamento do que está ruim e como melhorar. A discussão tem que ir além, tem que ser uma reflexão do próprio indivíduo na cidade e como isso reverbera na nossa vida.” Tanto os espetáculos quanto o fórum serão realizados no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Já as oficinas serão na Casa de Cultura Dinorath do Valle.

História

O Janeiro Brasileiro da Comédia começou em 2003 com três objetivos, conta Jorge Vermelho. “Na época, comemorar o aniversário de 30 anos do Teatro Municipal, proporcionar uma programação de qualidade no mês de janeiro, que comumente é um mês de férias e tínhamos pouca programação, e investigar o gênero do humor, que muitas vezes é considerado um gênero menor.” 

 

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