Diário da Região

05/08/2017 - 00h00min

Música

Banda Miolo Mole faz show em Rio Preto no Teatro do Sesi

Música

Edu Marin/Divulgação Sem falsas pretensões: quando sobem ao palco, Danilo Moraes, Wandi Doratiotto e Swami Jr. querem só se divertir. Manifesto do trio Miolo Mole visa combater o egocentrismo que impera hoje na música
Sem falsas pretensões: quando sobem ao palco, Danilo Moraes, Wandi Doratiotto e Swami Jr. querem só se divertir. Manifesto do trio Miolo Mole visa combater o egocentrismo que impera hoje na música

“O ovo, o cacto, o abacate (não se iluda com o caroço), a Terra, os homens, o abacaxi, o pão, a ostra, o queijo brie - enfim, todos têm o miolo mole. Podíamos alinhavar mais uma dezena de exemplos, mas esses bastam, por ora!” É assim que começa o Manifesto Miolo Mole, uma obra escrita pelo ator, apresentador, escritor e músico Wandi Doratiotto como forma de conduta para o grupo Miolo Mole, do qual faz parte junto com os músicos Swami Jr. e Danilo Moraes. Os três desembarcam em Rio Preto para fazer o show de lançamento do novo álbum deles, Atendendo a Perdidos, aqui neste sábado, 5, às 20h, no Sesi Rio Preto.

O manifesto, e a banda, pedem para que não nos tornemos indiferentes, preconceituosos ou fechados para o novo como resultado de uma rotina dura e maçante na luta pela sobrevivência constante que acaba nos “embrutecendo, até”. “Inspirado por aqueles meninos de Pernambuco, entre eles o Chico Science, que fizeram aquele manifesto de verdade, profundo, sobre o mangue beat, eu, brincando comigo mesmo, resolvi fazer um manifesto jocoso, mas que acredito que reflita minha crença. Vim da geração tropicália, tenho tanto apreço pelos costumes que foram quebrados.

Quis tirar um pouquinho desse peso exagerado que se dá para as coisas hoje, essa seriedade com que se leva tudo hoje em dia. De fato, nós todos que fazemos música só queremos nos divertir, fazer o melhor possível”, conta Wandi em entrevista ao Diário. Além disso, o manifesto é uma resposta ao egocentrismo que cerca a música atualmente, garante Wandi. “Hoje, surgem cantores e cantoras - não estou questionando o talento, imagina - que vêm embalados por uma embalagem um pouco falsa, exagerada.

Eu, que apresentei o Bem Brasil por 18 anos, recebia os releases de certas bandas que parecia que eu estava diante dos Beatles, dos Rolling Stones. Não que não tivesse que ter atribuição de valor, mas não é para tanta falação. Então, quis minimizar um pouquinho, dizer ‘vamos nos divertir’.” E diversão é o que eles prometem para o show, mas não uma diversão sem conteúdo. “A intenção sempre é relaxar, não achar que vamos mudar o mundo com um CD, um show. Mas isso não quer dizer que não vamos colaborar com essa estética, com essa coisa libertária”, diz Wandi.

Na apresentação, que resgata o bom humor ao satirizar os flagrantes da vida cotidiana, a banda cria uma atmosfera que integra diversão e qualidade musical e dialoga com a literatura, por meio da inserção de poemas e causos entre as músicas. “Os poemas foram escolhidos a partir da temática. Há, ainda, alguns casos que apresentam um aparente distanciamento, mas tudo tem uma ligação estética, ética, rola uma atmosfera favorável.” E os causos também, promete Wandi. Segundo ele, as histórias, captadas durante as viagens pelo Brasil, passeiam entre coisas muito profundas e coisas bem simplesinhas para divertir, como se a apresentação fosse quase um stand-up musical.

É um espetáculo que transita por diferentes linguagens na busca por leveza e consciência. Wandi e Swami são amigos há mais de 35 anos e sempre fizeram trabalhos juntos. Já Danilo é filho de Wandi. Ele toca com o pai desde seus dez anos e acabou se tornando um músico profissional. Fechando o círculo que prova que tudo está em família no grupo, Swami foi o primeiro professor de violão de Danilo. “Juntamos gerações. Conosco, é quase como assoviar, e está todo mundo junto. O Danilo tem um estúdio na casa dele e foi onde fizemos tudo, só nós três, sem nada mais, e concebemos um som em sintonia com a modernidade, utilizando as ferramentas que a tecnologia nos fornece, mas sem deixar os instrumentos de lado”, conta Wandi.

O trabalho conta com cavaquinho, baixo, violão de seis e de sete cordas, ukelele, teclado e guitarra, tudo tocado pelo trio, que também divide os vocais nas canções. “Foi tudo feito organicamente no estúdio por nós três. É nossa brincadeira estética, e ficou muito legal. Não tem concessões visando execução em rádio, não fizemos nada visando mercado. A ideia era apenas pegar o fluxo da modernidade, sobretudo com a internet, que ajuda, mas nada de pensar que uma música seria voltada para trabalho, para tocar”, explica Wandi. Atingir uma visão artística da maneira como ela fosse se formando, naturalmente, sem nenhuma preocupação extra, essa era a preocupação, afirma o músico. “Foi muito confortável, sem crise, sem ego. Colaboração de verdade.”

Serviço

  • Grupo Miolo Mole, neste sábado, 5, às 20h, no Sesi Rio Preto. Entrada gratuita. Reserva de ingressos pelo sistema Meu Sesi (www.sesisp.org.br/meu-sesi)

 

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