Diário da Região

05/08/2017 - 00h00min

EMPATIA

Kilotones solta peso das guitarras em show no Sesc

EMPATIA

Nátaly Schiavon/Divulgação Os irmãos Pedro, AJ e JP Barrionovo, do Kilotones: banda se diz guiada pelo desejo de olhar e refletir sobre o mundo à sua volta
Os irmãos Pedro, AJ e JP Barrionovo, do Kilotones: banda se diz guiada pelo desejo de olhar e refletir sobre o mundo à sua volta

Empatia é a palavra que guia a banda Kilotones e o primeiro trabalho oficial da banda, o EP Campo Minado, lançado em setembro de 2016. O projeto tem como função unir e fazer refletir sobre a condição humana, um conceito levado também para os palcos durante os shows e que poderá ser conferido ao vivo em Rio Preto neste sábado, 5, na apresentação deles no Sesc Rio Preto como parte do Projeto (Im)Pulso. “A função do artista hoje em dia é olhar para os lados, ver o que as pessoas estão conversando, o que está sendo noticiado e o que é relevante na sociedade como um todo. Tudo isso é reflexo do que as pessoas estão vivendo. 

E esses são os assuntos que a gente aborda no disco”, conta o guitarrista da banda, JP Barrionovo, em entrevista ao Diário. O EP é fruto de uma série de transformações que JP e os irmãos AJ Barrionovo (vocalista e baixista) e Pedro Barrionovo (baterista) promoveram em suas carreiras. E eles têm muito a agradecer a um fã que acabou se tornando a grande inspiração para que o projeto tomasse a forma que tomou. Antes mesmo de serem Kilotones, o trio estava fazendo um show e, neste show, eles se descreviam no palco. Diziam como eram, as roupas que usavam e como era a logomarca da banda.

“Um cara chamado Eduardo entrou em contato com a gente dizendo que havia achado demais o que fizemos. Disse que éramos a primeira banda que ele conseguia enxergar a logomarca, que ele conseguia ver como éramos fisicamente. Papo vai, papo vem, meses depois, ele disse que era deficiente visual”, recorda JP. Essa experiência resultou na faixa Campo Minado, que dá nome ao EP, onde eles resolveram falar sobre empatia, sobre o que é, às vezes, estar de olho aberto e não conseguir enxergar. “E essa música veio para dar todo o conceito visual do disco e do show. No show, temos um momento, antes de tocar Campo Minado, em que apagamos todas as luzes e nos descrevemos. É irado, a galera arrepia.”

Curiosamente, Campo Minado foi a última e a mais experimental de todas as músicas a entrarem no EP. Quando as cinco outras faixas já estavam prontas, o produtor Paulo Vaz, da banda Supercombo, pediu para que o trio fizesse uma jam session e que ele gravaria. “Entramos no estúdio e começamos a fazer riffs de guitarra, brincar. Disso saiu uma música, que a gente achou que seria só instrumental, inclusive. Mas ele disse para fazermos uma letra”, diz JP. A faixa ainda conta com o uso de tambores, algo inédito na sonoridade da banda, que acabou se tornando uma referência para as apresentações ao vivo. 

 

 

“Começamos a pensar: ‘não vamos levar os tambores para tocar só uma música’. Então, resolvemos incrementar o show inteiro, baseado em sons eletrônicos, com uma base de baixo, bateria e guitarra pesados, e os tambores junto.” Mas os tambores são só alguns dos elementos novos no som da Kilotones. Em busca de sair do convencional, eles investiram em combinações de timbres, afinações alternativas para guitarra, batidas pulsantes, contratempos inesperados, baixos com distorções e uma voz rasgada e suave ao mesmo tempo. A capa do disco também foi inspirada por Eduardo. O título do EP é escrito em braile como uma forma de questionar, afirma JP. “Na verdade, quem são os cegos? São as pessoas que estão sem formação, sem informação.”

Lollapalooza

Há 15 anos tocando juntos na noite, a formação da Kilotones veio de uma vontade de fazer algo diferente na carreira. O trio foi para São Paulo, fez contato com produtores, buscou temas nunca abordados, sons nunca feitos e, de repente, percebeu que se tratava de um novo projeto. “Então, não fazia sentido carregar um nome que não condizia com algo que era novo. Resolvemos, então, montar uma banda nova, e foi assim que nasceu a Kilotones, há pouco mais de um ano”, conta JP.

A intenção era pegar o aprendizado e as influências de todos os anos como músicos para criar algo inédito em suas carreiras. Essa nova etapa na carreira dos três irmãos veio com uma série de metas, algo que eles nunca haviam determinado antes. Uma dessas metas era tocar em grandes festivais, sendo o Lollapalooza um deles. “Inicialmente, estabelecemos um prazo de dois anos para chegar ao Lolla, mas ele veio com dez meses.”

A Kilotones subiu no palco do festival em março deste ano para um momento que eles descrevem como incrível. “Tivemos contato com o que é o padrão e a estrutura de um festival internacional. Além disso, o Lolla tem algo muito legal que é o público aberto a conhecer coisas novas. Tivemos muito contato de gente que foi e assistiu ao nosso show. A repercussão dura até agora. Somos convidados para tocar em outros festivais por causa do Lolla.”

Conselho: ‘Meta o pé na porta’

A Kilotones se apresenta no projeto (Im)Pulso, cujo intuito é dar potência e espaço para que as bandas iniciantes e independentes de Rio Preto e região ganhem força e cresçam. Ps participantes, a dica da Kilotones é: pé na porta. “É, realmente, tirar a bunda da cadeira, chegar com o pé na porta e não se acomodar. Nossa música Pé na Porta fala justamente sobre isso. Saia da zona de conforto e, se alguma coisa está te oprimindo, mete o pé na porta e vai para cima. Acredite no que você está fazendo, porque tem muita gente que vai acreditar com você. E é isso que a gente tem feito. Chegamos com o pé na porta e tem muita gente acreditando no que a gente faz”, aconselha JP.

 

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