Diário da Região

15/06/2016 - 00h00min

O HOMEM DE BEM

Curta de ficção premiado no Nelson Seixas discute preconceito

O HOMEM DE BEM

Mara Sousa “Estamos num momento cultural, social e político em que há muito a ser falado pelo artista. Precisamos de mais gente pensando”, diz Vinicius. Seu primeiro curta de ficção é uma alegoria ao preconceito e os efeitos do poder e o dinheiro sobre as relações
“Estamos num momento cultural, social e político em que há muito a ser falado pelo artista. Precisamos de mais gente pensando”, diz Vinicius. Seu primeiro curta de ficção é uma alegoria ao preconceito e os efeitos do poder e o dinheiro sobre as relações

Sangue novo que corre nas veias do audiovisual de Rio Preto, Vinicius Dall’Acqua prepara-se para dirigir seu primeiro curta de ficção. As cenas de O Homem de Bem, cujo roteiro também é assinado por ele, serão gravadas no final deste mês, no pub Vila Dionísio. Envolvido no universo do audiovisual desde 2009, quando foi fisgado por essa arte ao participar de uma oficina do Sesc, o diretor já concebeu dois vídeos no formato videoarte.

O primeiro deles, o experimental Untitled (sem título), venceu a edição 2009 do Festival do Minuto, enquanto o outro, Normal, integrou a programação dos festivais Breu, do Sesc, em 2015, e Arena Cacilda, neste ano. “Meus dois primeiros trabalhos têm uma pegada mais experimental, em que exploro possibilidades de representação da imagem. O Homem de Bem será meu primeiro trabalho com um formato mais de cinema”, explica ele, que foi contemplado em edital do Programa Cultura para Todos/Nelson Seixas com o projeto do curta.

Para o diretor e roteirista, a história contada em O Homem de Bem é uma alegoria sobre o preconceito e as marcas que o poder e o dinheiro podem imprimir nas relações humanas. “Estamos num momento cultural, social e político, em que há muito a ser falado pelo artista. Tem muita coisa ruim acontecendo no País e muita gente não anda fazendo nada enquanto artista”, reflete ele, que recorre em seu curta a temas caros para a atualidade, como a violência, a desigualdade social e a intolerância.

Potencial

Apesar dos inúmeros desafios na produção de audiovisual na cidade, Dall’Acqua destaca a iniciativa dos diretores independentes e o grande potencial de atores da cena local como pontos positivos. Para dar vida aos personagens do primeiro curta, ele convidou os atores Ícaro Negroni, Maurício Gomes e Harlen Félix. “Precisamos de mais gente pensando. Há uma carência principalmente de produtores para audiovisual”, sinaliza o diretor e roteirista, que cita como alternativa o projeto de formação Cinexpresso, encabeçado por ele e outros artistas, como o arquiteto e ator Ricardo Zammarian, que atua como produtor de O Homem de Bem.

Como produtor, Zammarian aponta como desafio a dificuldade na captação de apoios e patrocínios no setor privado local, até mesmo por ser uma linguagem artística pouco comum na cidade. “Somente com os recursos do edital de fomento não dá para produzir o filme. 

É preciso recorrer a outros apoiadores”, cita ele, que conseguiu para o projeto o apoio do Vila Dionísio, que cedeu seu espaço para as gravações, o restaurante Grindélia, responsável pela alimentação da equipe, e a Ataluz, que forneceu equipamentos de iluminação. A equipe de O Homem de Bem ainda conta com José Vitor Gomes (direção de fotografia), Jeff Telles (captação de som) e Leonardo Bauab Aissa (direção de arte). Dez alunos do projeto Cinexpresso vão participar na figuração do curta.

Em busca de novos talentos

Núcleo de estudo e desenvolvimento de obras audiovisuais, o projeto Cinexpresso completa dois meses de realização, envolvendo 25 alunos. Com encontros realizados na Oficina Cultural Regional Fred Navarro, o Cinexpresso foi idealizado por Vinicius Dall’Acqua, Ricardo Zammarian, José Vitor Gomes e Alice Ferreira para despertar novos talentos do audiovisual na cidade.

“Já estamos gravando nosso primeiro curta, que tem o Teatro Municipal como locação. O pessoal está bastante motivado, e já é possível identificar potenciais em áreas como produção”, conta Zammarian. Mais dois curtas serão produzidos ao longo do projeto, que será encerrado, em outubro, com a mostra Cinexpresso. “Exibiremos os curtas produzidos pelos alunos, além de trabalhos de diretores locais e de outras localidades”, explica.

Conforme Dall’Acqua, a proposta do Cinexpresso é fazer com que os participantes vivam a experiência do audiovisual. No entanto, os idealizadores buscam estimular um efeito social e cultural na cidade, com o surgimento de novas pessoas criando nesse segmento. 

 

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