Diário da Região

23/05/2017 - 00h00min

TERRA ANCESTRAL

Exposição reúne esculturas e telas de artistas brasileiros e portugueses

TERRA ANCESTRAL

Mara Sousa 22/5/2017 Ao todo, são 21 telas e cinco esculturas de bronze. Seleção de artistas em Portugal coube à curadora brasileira Maria dos Anjos, que se divide entre São Paulo e Lisboa
Ao todo, são 21 telas e cinco esculturas de bronze. Seleção de artistas em Portugal coube à curadora brasileira Maria dos Anjos, que se divide entre São Paulo e Lisboa

O velho e o novo mundo, Portugal e Brasil se encontram entre conexões e diferenças na exposição Terra Ancestral, que apresenta telas e esculturas de artistas plásticos portugueses e brasileiros em cartaz no shopping Iguatemi até o dia 31 de maio. A exposição é parte do projeto Namoro com a Literatura, que tem como intuito integrar as artes plásticas com a literatura, desenvolvido em parceria com o Núcleo de Economia Criativa da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp) e a Academia Rio-Pretense de Letras e Cultura (ARLC).

A coordenação do projeto é da artista plástica Norma Vilar, que atua também como curadora da exposição em parceria com Maria dos Anjos, artista plástica que igualmente expõe neste projeto e faz a conexão com Portugal. “Tenho boa relação com a Maria, que possui ateliê e galeria em Portugal. Ela que fez o intercâmbio, trazendo artistas de lá que ela já conhece há anos e que são destaque no país e no mundo”, conta Norma.

Ao todo, são 21 telas e cinco esculturas de bronze. Entre os artistas presentes estão Maria dos Anjos (Brasil/Portugal), Santos Lopes (Portugal), Silvia Vale (Portugal), Carolina Ramos (São Paulo/Brasil) e Elza Oliveira (Portugal). Já Maria Helena Curti, Victor Fogaça, Luiz Dino Vizotto e Norma Vilar representam Rio Preto e região.

Sem uma temática específica, a proposta da exposição é deixar o talento de cada um dos artistas falar por si. “Fui convidada a levar a Rio Preto alguns desses artistas de expressão nacional e internacional. Poderiam ser mais, mas achamos que o importante é marcar presença com qualidade, independentemente da quantidade de artistas ou obras. Preferimos não apresentar temática. Fizemos questão, sim, de apresentar boas obras e artistas talentosos, deixando que falassem cada um por si”, explica Maria.

A abertura dada pelas curadoras permite que tendências artísticas e muita diversidade façam parte da exposição, mostrando bem semelhanças e diferenças entre os estilos dos artistas brasileiros e portugueses.

“Os pontos em comum, digamos, ficam evidentes na qualidade. Estar bem representado: essa preocupação é constante. Os artistas portugueses, e porque vivem na Europa - coração do mundo em se tratando de cultura -, são cuidadosos e muito seletivos quando se trata de pesquisa, enquanto no Brasil somos mais versáteis e coloridos, talvez por ser o Brasil, o País do novo mundo, com muita luz, alegria, versatilidade e desprendimento, sem, no entanto, deixar de se preocupar com a qualidade”, expõe Maria.

Segundo ela, as obras dos portugueses permitirão que o público observe a estética e a preocupação de um certo traço clássico, seguindo algumas regras e linhas ditadas pelas escolas de Belas Artes europeias. “Brasileiros e portugueses são artistas do mundo e a Terra é o ateliê de todos. Convidamos alguns para aqui mostrarem suas tendências artísticas ricas e diversificadas, numa confraternização entre si e a sociedade”, complementa.

Ainda assim, as coisas caminharam para uma unidade, garante Norma. “A ideia com o tema livre era permitir que cada artista pudesse trazer o que fosse mais significativo para eles, mas tudo se alinhou para um encontro que permite um intercâmbio cultural.”

6658_WEB Além de participar da exposição, a artista plástica Norma Vilar coordena o projeto Namoro com a Literatura, que une a tinta ao texto

Texto

Como parte do projeto Namoro com a Literatura, a mostra Terra Ancestral também traz um texto que apresenta a visão literária das obras expostas. O responsável por esse trabalho é o escritor e historiador Lelé Arantes, que ocupa a cadeira número oito na Academia Rio-Pretense de Letras e Cultura (ARLC).

Foi seu texto, inclusive, que deu nome à exposição. “Foi uma sugestão do Lelé intitular a exposição assim. Seu texto dialoga com as obras e nossas origens e serviu como ponto de partida para a formação do todo que será visitado pelo público”, afirma Norma.

Para Lelé, que tem ascendência portuguesa, escrever esse texto foi uma oportunidade de olhar para o passado e sua própria história. “Não tenho muita ligação com esse tipo de arte, gosto, aprecio, mas não tenho conhecimento acadêmico sobre elas. Por isso, minha abordagem foi com um esse olhar de ancestralidade. Escrever a partir de uma espécie de lembrança de algo que não vivi, a partir da memória que está no meu sangue, no sangue da minha família”, afirma.

Sua abordagem foi, então, sonhar com algo intangível, que não poderia ser tocado, apenas sentido. “É uma viagem sentimental, nostálgica, mas com algo que não pude vivenciar.”

Serviço

Terra Ancestral, no Espaço Cultura do Iguatemi, até o dia 31 de maio. Visitação gratuita durante o horário de funcionamento do shopping

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