Diário da Região

05/04/2017 - 00h00min

SUCESSO IMPROVÁVEL

Completando dez anos de estrada, os Barbixas voltam a Rio Preto

SUCESSO IMPROVÁVEL

Divulgação Os humoristas Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna formam o grupo Os Barbixas, responsável pelo espetáculo Improvável
Os humoristas Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna formam o grupo Os Barbixas, responsável pelo espetáculo Improvável

Da vontade de trabalhar com os amigos e de fazer improvisação nasceu, em 2007, o espetáculo Improvável. Despretensiosamente, os Barbixas, grupo formado por Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna, foram conquistando o público com seu humor rápido e interação com o público em um formato de comédia que, na época, ainda era pouco difundido aqui no Brasil. Agora, comemorando dez anos de estrada com o espetáculo, o trio desembarca em Rio Preto no próximo fim de semana para três apresentações, duas no sábado, 8, às 19h e 21h, e outra no domingo, 9, às 18h.

“Nunca pensamos que faria esse sucesso todo. Como a maioria dos projetos, o Improvável nasceu na despretensão completa. Tínhamos umas pautas do teatro para estrear espetáculos anualmente. Começou a chegar o fim do ano, lá em 2007, e a gente não tinha escrito nada, só tínhamos a vontade de trabalhar com amigos e de fazer improvisação. Foi daí que nasceu o espetáculo, unindo o útil ao agradável e ao necessário”, conta Elidio Sanna, em entrevista ao Diário.

O público abraçou a ideia, pediu mais e eles foram fazendo até que chegaram a essa marca de dez anos. “A gente trabalha para que o espetáculo se renove, que traga novidades, mesmo sendo algo improvisado, levando a quem acompanha sempre algo novo. Mas o principal responsável por durar tanto é o público, que gosta do que a gente está apresentando”, avalia. O Improvável foi inspirado no programa de televisão britânico Whose Line is It Anyway? e nos espetáculos brasileiros de improvisação teatral Zenas Emprovisadas (ZE) e Jogando no Quintal. 

Nele, um mestre de cerimônias apresenta as regras dos jogos, a plateia sugere os temas e os atores improvisam as cenas na hora e sem nenhuma preparação prévia. Assim, nunca uma apresentação é igual à outra. “O Whose Line is It Anyway? foi o programa que nos apresentou a improvisação. Aqui, no Brasil, na época, não era uma linguagem muito comum. Pelo contrário, era muito difícil encontrar gente que utilizasse a improvisação como linguagem no teatro, diferentemente dos Estados Unidos, Canadá e Europa, onde ela já era estabelecida desde a década de 1970. O Improvável foi nossa tentativa de fazer no teatro aquilo que a gente via no programa”, recorda Sanna.

 

 

Sem medo de errar

Mas não foi só ter uma ideia e subir no palco esperando que desse certo. O trio de comediantes foi buscar informações. Foi nesse momento que conheceram Marcio Ballas, especialista na linguagem do improviso. “Ele foi nosso primeiro professor no gênero e nos abriu a porta para esse universo, um universo repleto de diálogos, teoria, prática, treino e exercícios”, diz. Ainda assim, o início foi, como o próprio Sanna descreve, bem cru. Mas, com o preparo e a dedicação, conseguiram fazer o Improvável se transformar, evoluir e inovar dentro de suas limitações ao longo desses dez anos.

“Éramos improvisadores iniciantes, então fomos estudar para nos tornarmos melhores, para conseguirmos levar as histórias que inventamos para os lugares mais improváveis, com o perdão do trocadilho, e, depois, começamos a chamar convidados, que também trabalhavam com improvisação. Estamos sempre em busca de novidades”, conta. Por mais assustador que possa soar para o público entrar em um palco sujeito às ideias mais loucas da plateia, Sanna garante que é muito tranquilo. “É engraçado. Às vezes as pessoas perguntam se não dá medo de entrar sem saber o que vai fazer ou acontecer. Eu sempre digo que não fico nervoso em um espetáculo de improvisação como fico em um espetáculo roteirizado. 

Na improvisação, não tem como você errar, porque não tem nada escrito, nada determinado. Tudo que você fizer é o que deveria ser feito.” E olha que já aconteceu de tudo, relembra Sanna. Já teve gente que vomitou, já teve pedido de casamento, já entrou pomba, morcego e barata no teatro. “Mas a gente sempre consegue contornar e aquilo ganha vida no espetáculo. Vira um conteúdo muito rico para trabalharmos.” Além disso, a presença dos outros membros do grupo traz segurança. “Eles estão ali para nos ajudar. Então, a improvisação é exatamente isso. Você não está sozinho, se você se jogar para trás, terá alguém para te segurar.”

Serviço

  • Improvável, com os Barbixas. Sábado, às 19h e 21h, e domingo, às 18h, no Teatro Paulo Moura. Ingressos pelo guicheweb.com.br ou nos pontos de venda

 

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