Diário da Região

24/08/2017 - 00h00min

CAMINHO TORTUOSO

Adaptação de A Torre Negra, de Stephen King, chega aos cinemas

CAMINHO TORTUOSO

Divulgação/Sony Pictures Idris Elba dá vida ao protagonista da história, o pistoleiro Roland Deschain
Idris Elba dá vida ao protagonista da história, o pistoleiro Roland Deschain

Com um autor como Stephen King, um dos mais influentes e importantes do nosso tempo, e sua significativa e prolífica produção, fica difícil apontar um só grande livro em sua carreira. Entre as mais de 50 publicações de ficção estão marcos na literatura como Carrie, O Iluminado, Louca Obsessão, À Espera de um Milagre e It: A Coisa. Mas A Torre Negra é considerada por muitos como a sua “magnum opus”, do latim que significa grande obra.

Estamos falando de uma série em que King trabalhou durante 33 anos que rendeu oito obras com mais de 4 mil páginas no total – além de diversos projetos paralelos – que incorporam uma infinidade de gêneros, como fantasia, ficção científica, terror e faroeste, para contar a história do pistoleiro Roland Deschain e sua jornada em direção à Torre Negra do título.

A obra também é um trabalho expansivo, em que King faz referências e conexões com mais uma infinidade de livros seus publicados. É aquele conceito que Hollywood mais procura hoje em dia em suas adaptações, o universo compartilhado. Livros como A Dança da Morte, Os Olhos do Dragão, Insônia e A Hora do Vampiro, por exemplo, de alguma forma acabam afetando ou influenciado a história de A Torre Negra.

Por isso, não é surpresa para ninguém que Hollywood está de olho em uma adaptação da série de livros há anos. Na verdade, dez anos separam o anúncio oficial de que A Torre Negra se tornaria um filme e a estreia do longa, que chega aos cinemas de Rio Preto nesta quinta-feira, 24.

Tudo começou em 2007, quando o próprio autor anunciou que havia vendido os direitos de adaptação da obra para Damon Lindelof e J.J. Abrams, dupla responsável pela criação da série Lost. No entanto, dois anos depois, eles abandonaram o projeto afirmando que não conseguiam descobrir uma forma de adaptar a série de livros fazendo jus ao material criado por King.

O próximo capítulo da saga veio em 2010, quando a Universal Pictures anunciou um projeto ambicioso que previa uma trilogia de filmes conectada a uma minissérie na televisão, tudo dirigido por Ron Howard, o homem responsável por filmes como Uma Mente Brilhante e O Código Da Vinci. Não levou mais que um ano para que os planos fossem abandonados e A Torre Negra voltasse para o limbo das produções que nunca saíram do papel.

Muitas especulações sobre elenco, formatos e inspirações depois, em 2015, a Sony Pictures anunciou que finalmente a obra ganharia as telonas. O diretor dinamarquês Nikolaj Arcel, do longa O Amante da Rainha, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2013, foi contratado para dirigir e escrever a adaptação.

Idris Elba é contratado para estrelar o longa como o pistoleiro e Matthew McConaughey assume o papel do Homem de Preto. Tudo parece caminhar para o sucesso, com um diretor iniciante com grande potencial e um elenco de peso. Mas não é o que aconteceu.

O primeiro sinal de que as coisas não estavam caminhando muito bem foram as constantes mudanças na data de estreia do longa, previsto inicialmente para chegar aos cinemas no início de 2017 , mas adiado três vezes.

Depois veio a demora em realizar qualquer tipo de divulgação. Faltando apenas três meses para a estreia nos Estados Unidos, que foi no dia 4 de agosto, o estúdio ainda não havia divulgado nenhum trailer e só algumas poucas fotos. E quando o primeiro trailer chegou, a recepção não foi nada boa.

A cereja no topo do bolo veio quando a publicação norte-americana Variety divulgou, dias antes da estreia, que os bastidores da produção não foram nada agradáveis, com brigas entre diretor e estúdio e exibições testes fracassadas. Quando as primeiras críticas foram publicadas, o receio dos fãs se confirmou.

Com uma história que serve como adaptação de diversos elementos de todos os livros e ainda funciona como uma espécie de continuação da criação de King, o filme foi recebido com desprezo, acumulando apenas 16% de aprovação no site Rotten Tomatoes, que compila críticas e faz uma média que vai de zero a 100%.

O último prego no caixão do que poderia ser uma franquia grandiosa veio nas bilheterias, com uma arrecadação de apenas US$ 19 milhões no fim de semana de estreia, se tornando mais um fracasso em um ano sofrido para o cinemão hollywoodiano.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso