Diário da Região

29/03/2017 - 00h00min

Pré-Estreia

Uma heroína chamada Scarlett

Pré-Estreia

Divulgação Escolha da atriz para um papel oriental foi criticada, mas ela é garantia de sucesso
Escolha da atriz para um papel oriental foi criticada, mas ela é garantia de sucesso

Quem somos? Qual é o nosso propósito? O que é consciência? Perguntas profundas, que abrem espaço para debates filosóficos extensos, são a base de Ghost in the Shell, animação japonesa lançada em 1995 que se tornou um marco dentro da ficção científica e ponto de referência para o gênero. Se você gosta de Matrix, com seus questionamentos, visuais e cenas de ação mirabolantes, tem muito o que agradecer a Ghost in the Shell. O anime foi uma das maiores influências para a trilogia estrelada por Keanu Reeves.

Mas Ghost in the Shell não se resume a um filme e nem começou ali. O nome representa toda uma marca, que nasceu lá na década de 1980, em mangás, e se expandiu para longas-metragens de animação, séries animadas para a televisão e jogos de videogame. E como Hollywood não poderia ficar de fora dessa brincadeira, Ghost in the Shell agora ganha sua versão em carne e osso estrelada por Scarlett Johansson.

Sob o título A Vigilante do Amanhã no Brasil, o filme chega a Rio Preto em pré-estreia nesta quarta-feira, 29, antes de entrar em cartaz oficialmente na quinta. Entretanto, o caminho até aqui não foi rápido nem fácil. A adaptação norte-americana levou quase dez anos para sair do papel desde que Steven Spielberg e sua produtora Dreamworks adquiriram os direitos do material. Vários roteiristas passaram pelo projeto, e protagonistas e diretores foram especulados até que, em 2014, Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador) foi anunciado como o responsável por levar Ghost in the Shell às telonas.

Com um diretor, faltava o elenco. Segundo especulações, em um determinado ponto da produção, Margot Robbie, a Arlequina de Esquadrão Suicida, esteve em negociação para o papel principal, mas não houve acordo por causa do contrato da atriz com o longa dos vilões da DC Comics. Dois anos depois, Scarlett entrou no jogo. No entanto, a contratação da atriz para protagonizar o longa não veio sem receber uma boa leva de críticas.

A razão de toda a controvérsia foi a escolha de uma intérprete branca e ocidental para uma personagem originalmente oriental. Para controlar a situação, a Paramount, estúdio responsável pela distribuição do filme, recorreu a Mamoru Oshii, diretor da animação, na tentativa de acalmar os fãs. Eles divulgaram um vídeo de Mamoru visitando os sets onde o filme era gravado e dizendo que Scarlett havia excedido todas as suas expectativas para o papel.

 

 

Garantia de sucesso

E, sinceramente, não há muita surpresa da escolha. Vocês acham mesmo que um estúdio de Hollywood, cuja principal preocupação é fazer dinheiro, iria investir em um filme caro protagonizado por alguém sem apelo nas bilheterias? Claro que não. Eles não confiam apenas na força do material, e Scarlett é o nome perfeito no momento. Se há uma atriz que consegue atrair o público e se destaca em papéis de ação é ela.

Para se ter uma ideia, ela foi eleita pela Forbes a atriz mais rentável de 2016 somando o retorno de seus dois filmes lançados no ano passado, Capitão América: Guerra Civil e Ave, César!. No total, foram arrecadados US$ 1,2 bilhão. E, mesmo que você argumente que esses são filmes em que há um conjunto de atores de destaque, não podemos esquecer de Lucy, filme de ação de orçamento modesto (US$ 40 milhões) estrelado por Scarlett e lançado em 2014 que arrecadou mais de US$ 463 milhões em todo o mundo sem o peso de uma franquia ou grande campanha de marketing.

Polêmicas de lado, tudo o que foi divulgado até o momento mostra que A Vigilante do Amanhã seguiu bem de perto a animação original, pelo menos no que diz respeito ao aspecto visual. Agora, o resultado final ninguém sabe. Até o fechamento dessa matéria, nenhuma crítica havia sido divulgada sobre o longa, o que é, no mínimo, estranho. Normalmente, as primeiras opiniões saem, no mínimo, uma semana antes da estreia. Não costuma ser um bom sinal quando um estúdio opta por impedir que os críticos publiquem seus textos até a véspera ou o dia do lançamento.

Atriz é uma ‘máquina de combate’ futurista

Para quem não conhece, em A Vigilante do Amanhã, Scarlett Johansson interpreta a Major, uma máquina de combate, ciborgue-humana-híbrido, única de sua espécie, que lidera uma unidade de inteligência de elite: a Sessão 9. Dedicados a capturar os criminosos mais perigosos e extremistas, a Sessão 9 é confrontada com um inimigo que tem como único objetivo acabar com os avanços tecnológicos da Hanka Robotic. Além de Scarlett, estão no elenco Michael Pitt, Juliette Binoche, Pilou Asbæk, Kaori Momoi, Rila Fukushima, Chin Han, Danusia Samal, Lasarus Ratuere, Yutaka Izumihara e Tuwanda Manyimo. 

 

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso