Diário da Região

04/03/2017 - 00h00min

CINEMA INDEPENDENTE

Curta com Nicette Bruno estreia no dia 18

CINEMA INDEPENDENTE

Divulgação Atriz Nicette Bruno em momento das gravações de Luiz. Com os atores Marcelo Matos e Luciana Curtiss
Atriz Nicette Bruno em momento das gravações de Luiz. Com os atores Marcelo Matos e Luciana Curtiss

O curta-metragem Luiz, dirigido por Alexandre Estevanato, de Rio Preto, ganhou data de lançamento. O filme será exibido pela primeira vez no dia 18 deste mês, em Uchôa, no Café da Colônia, onde foram gravadas cenas importantes da história. Com a atriz Nicette Bruno no elenco, o filme estreia neste mês com o objetivo de ter tempo útil e uma maior participação em festivais nacionais e internacionais de cinema.

Estevanato explica que a grande janela de exibição para diretores independentes como ele são os festivais de cinema. O curta-metragem #apaixonadinho, por exemplo, participou de mais de 70 festivais no mundo todo e, mesmo depois de dois anos, ainda é selecionado para outros festivais, como o de Lajeado, no Rio Grande do Sul, onde ele vai representar o filme ainda este mês durante três dias.

“A intenção é fazer com que durante pelo menos dois anos o curta-metragem Luiz percorra o Brasil e o mundo”, explica. No próximo dia 24, o curta será exibido em Rio Preto, na Unilago, faculdade em que Alexandre Estevanato é professor nos cursos de comunicação social. Após as duas exibições, o cineasta conta que estará a disposição para fazer sessões de Luiz em escolas, faculdades e empresas.

“Basta entrar em contato comigo para agendar.” Luiz conta a história de um garoto de 9 anos chamado Luís, que tem um amigo imaginário, também chamado Luiz. A mãe do garoto não gosta nenhum pouco do fato do filho ter o tal amigo imaginário. A notícia de que a avó do garoto, dona Laura, estaria doente, faz com que a família resolva fazer uma viagem para visitá-la. Nessa viagem, alguns sentimentos esquecidos pela família virão à tona.

“Luiz é um filme que faz um resgate a certos sentimentos familiares, aqueles que deixamos de lado cotidianamente”, revela Estevanato. Além de Nicette, que interpreta a avó de Luís, o elenco é formado por Gabriel Freire, Rafael Santos, Marcelo Matos e Luciana Curtiss. O diretor conta que trabalhar com a atriz de 83 anos foi muito tranquilo. “Ela colaborou 100% com seu profissionalismo e acima de tudo sua humildade e generosidade no set de gravação.

Sempre tivemos a ideia de que ela era um docinho de pessoa, e isso logo se confirmou quando eu e Cintia Sumitani (roteirista do curta-metragem) fomos buscá-la no aeroporto.” Estevanato conta que enviou o roteiro para que ela pudesse ler e entender as falas antes das gravações. “Ela fez a lição de casa e chegou com tudo fresquinho na memória. Passamos o texto algumas vezes antes de gravar e foi ali que realmente percebi que estávamos diante de uma diva e um monstro da dramaturgia.”

“Houve uma cena que refizemos 38 vezes, em virtude de mosquitos. Ela não perdeu a compostura por um segundo sequer e se manteve firme, educada, paciente”, elogia. A música Trem Bala, de Ana Vilela, é tema do filme. A canção conquistou famosos como Gisele Bündchen e Luan Santana e contabiliza mais de 4 milhões de visualizações do clipe no Youtube. O cineasta diz que, após ouvir a canção, ele entrou em contato com a agente e o advogado da cantora.

“Explicamos que se tratava de um filme independente, sem patrocínios e feito na raça. Creio que essa transparência foi fundamental para que conseguíssemos os direitos autorais da música sem custos. A Ana também se encantou pelo projeto do filme.” O processo de criação durou um ano. As gravações aconteceram em Rio Preto e em Uchoa. “Foi um trabalhão, pois o filme foi todo ambientado na década de 1990.

A direção de produção e arte, liderada pela Flávia Facin, trabalhou muito para caracterizar as casas e toda a ambientação do filme, mas valeu a pena, o resultado ficou incrível.” O orçamento do curta era de R$ 25 mil. No entanto, o diretor teve dificuldade em encontrar patrocínio. Ele chegou a tentar apoio por meio de crowdfunding (vaquinha virtual), mas conseguiu apenas R$ 280. Sem investimento financeiro, ele conseguiu apoio de serviços e trabalhos de algumas empresas.

Sem patrocínio, Estevanato e Cintia, roteirista do curta e também sua esposa, custearam o filme. Eles enxugaram o orçamento e investiram R$ 10 mil do próprio bolso. Mesmo com as dificuldades, Estevenato não desiste. O cineasta já tem um novo projeto em vista. Trata-se de um novo curta-metragem que vai abordar o câncer de mama. “Pensamos em trazer novamente uma atriz global para a produção. O nome provisório é Espelho Meu. Interessados em patrocinar o filme, podem entrar em contato comigo”, afirma.

 

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