Diário da Região

04/01/2017 - 19h45min

MOANA

Nova ‘princesa’ da Disney escapa aos estereótipos do estúdio

MOANA

Divulgação Protagonista polinésia de cabelo enrolado, pele morena e corpo atlético está bem longe dos padrões comuns às animações da Disney. Longa estreia nesta quinta-feira, 5, em Rio Preto
Protagonista polinésia de cabelo enrolado, pele morena e corpo atlético está bem longe dos padrões comuns às animações da Disney. Longa estreia nesta quinta-feira, 5, em Rio Preto

Já não se fazem princesas da Disney como antigamente. Ainda bem. Foi-se o tempo em que as protagonistas das animações do estúdio eram mulheres indefesas, com vestidos longos bufantes em busca de um príncipe que às completasse e desse sentido a suas vidas. A tendência do estúdio de atualizar suas protagonistas começou há algum tempo - Pocahontas e Mulan são bons exemplos -, mas se intensificou nas produções recentes, com destaque para A Princesa e o Sapo, Enrolados, Frozen e, agora, Moana, nova animação que estreia nesta quinta-feira, 5, nos cinemas de Rio Preto e que eleva essa tendência ao máximo.

Moana foge de todos os padrões comuns às produções da Disney. A protagonista, que dá nome ao filme, não tem interesse amoroso, não passa por nenhuma transformação visual para deixá-la “mais bonita”, não tem dueto romântico e, acima de tudo, é uma líder do seu povo. Ou pelo menos está se preparando para ser. Uma mulher forte e independente. Mas não é só isso. A nova “princesa” do estúdio também representa mais um passo em direção a produções mais diversas, com uma protagonista polinésia de cabelo enrolado, pele morena e corpo atlético bem longe dos padrões europeus antes tão comuns às animações da Disney. 

Alguém que realmente parece preparada para enfrentar o mar e seus desafios, como pede a trama. No longa, Moana é a filha do chefe de uma tribo na Polinésia e descendente de navegadores. Ela é escolhida pelo próprio oceano para uma missão. Para isso, zarpa em busca de Maui, um semideus lendário que poderá ajudá-la a cumprir sua jornada e salvar seu povo. Uma jornada pelo oceano pacífico que rende, segundo os críticos, um dos filmes mais belos que a Disney já fez, o que era de se esperar, afinal, se tem algo que o estúdio não descuida jamais é da qualidade de suas animações, sempre feitas impecavelmente, mesmo que a história não acompanhe.

Outro destaque é a trilha sonora, só com canções originais escritas para o longa por Lin-Manuel Miranda, a mente por trás de um dos musicais de maior sucesso da história na Broadway, Hamilton. Tanto que o filme já garantiu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor canção original, pela faixa How Far I’ll Go, e é dado como aposta certa para o Oscar na mesma categoria. Moana também é um sucesso comercial. A animação estreou nos Estados Unidos no último fim de semana de novembro, durante o feriado de Ação de Graças, e teve a segunda melhor arrecadação para os cinco dias do fim de semana prolongado, com US$ 81,1 milhões, atrás apenas de Frozen, também da Disney, com US$ 93,6 milhões.

Até o momento, Moana já arrecadou US$ 214,2 milhões apenas nos Estados Unidos e ultrapassou a marca de US$ 400 milhões em todo o mundo. A direção do filme ficou a cargo de Ron Clements e John Musker, mentes mais que familiarizadas com o universo Disney, afinal, eles são os responsáveis por alguns clássicos do estúdio, como A Pequena Sereia, Aladdin e Hércules, em parceria com Don Hall e Chris Williams, que juntos já haviam feito Operação Big Hero para o estúdio. Dwayne “The Rock” Johnson empresta sua voz para o semideus Maui na versão original do longa, enquanto Moana é dublada por Auli’i Cravalho, uma atriz havaiana que faz sua estreia no cinema com o filme.

 

 

Brasil

Moana tem um toque brasileiro em sua produção. O filme contou direta e indiretamente com oito profissionais de animação do País em sua equipe. Sete deles, Eric Araujo (animador de efeitos), Ivan Oviedo (animador), Victor Hugo Queiroz e Pedro Conti (desenvolvimento de look), Vitor Vilela (animador), Natalia Freitas (desenvolvimento de look) e Renato dos Anjos (supervisor de animação) trabalharam no filme, enquanto um, Leo Matsuda, foi o diretor do curta Trabalho Interno, exibido antes do longa nos cinemas.

Trabalho Interno foca na eterna luta interna entre o emocional e o racional. O curta acompanha a batalha entre os órgãos de Paul, um burocrata que vive uma rotina entediante, ditada por seu cérebro, mas que dá indícios do desejo de algo mais divertido, seguindo seu coração. Com Trabalho Interno, o Brasil tem sua chance de Oscar. O curta está na lista de finalistas para uma vaga na categoria de melhor animação em curta-metragem. Os indicados serão revelados no dia 24 de janeiro.

 

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