Diário da Região

20/09/2017 - 00h00min

MUSEU

Silva rompe fronteiras e mostra suas obras pelo Facebook

MUSEU

Mara Sousa Romildo Sant’Anna, diretor do Museu de Arte Primitivista José Antônio Silva, está investindo na tecnologia para expadir alcance
Romildo Sant’Anna, diretor do Museu de Arte Primitivista José Antônio Silva, está investindo na tecnologia para expadir alcance

A arte ao alcance de todos se torna uma realidade cada vez mais possível com as novas tecnologias. Elas quebram fronteiras físicas e de tempo, permitindo que qualquer um com acesso à internet chegue a essas obras. É um novo mundo de possibilidades que o Museu de Arte Primitivista José Antônio Silva está sabendo aproveitar. Há dois anos, o diretor do museu, Romildo Sant’Anna, criou uma página no Facebook para o espaço e o cadastrou no Google, com fotos e informações disponíveis a qualquer um que quisesse acessá-las.

Desde então, o acesso às redes do museu só vem crescendo, atingindo um pico no último mês de agosto, quando apenas no Google ele foi pesquisado por mais de 56 mil pessoas e acumula uma avalição de quatro estrelas. “Um museu moderno não pode ser apenas uma porta aberta e um local de exposição e conservação de objetos artísticos. Hoje em dia, ele deve se modernizar como os principais museus e bibliotecas do mundo têm feito. Estive recentemente na Europa e mesmo as bibliotecas mais antigas e importantes estão nesse caminho.

Fui à biblioteca da Universidade de Coimbra, que possui em torno de 70 mil volumes em seu acerto, e todos estão digitalizados. O Louvre, o Hermitage, são todos museus que você encontra em diversas mídias”, conta Romildo. Segundo o diretor, aumentar a presença do museu nas mídias digitais é atuar em consonância com a transformação tecnológica que nos é oferecida. “Logo que tomei posse do museu novamente, em 2012, já em sua sede atual, na rua Voluntários de São Paulo, procuramos digitalizar todas as obras. Anteriormente, elas ficavam guardadas dentro do site da Prefeitura de Rio Preto, mas o acesso é muito difícil. Então, uma forma mais direta foi criar uma página no Facebook.”

Nessa página (www.facebook.com/map.jasilva), Romildo expõe as obras que fazem parte do acervo do museu, como os 67 quadros pintados por Silva, além de cinco filmes sobre o artista, que são exibidos durante as visitas, e esculturas. O espaço também é usado para divulgar todas as atividades realizadas no espaço, como palestras, mostras de cinema, lançamento de livros e uma série de ações para atrair a população ao museu. E os resultados da página, que acumula mais de 1,4 mil curtidas, têm agradado o diretor. “Tem sido muito bom o retorno em curtidas e visitação da página”.

Ela também aumenta a interação com o público visitante, que é fotografado e tem suas imagens publicadas no espaço. “Isso desperta o interesse em entrar na página do museu para pegar suas fotos, o que ajuda a alastrar nosso trabalho com intensidade”, completa. Mas não é um benefício apenas do museu, garante Romildo. “Com a divulgação nas redes sociais, abrimos um espaço para que o público consiga acessar esse material para pesquisa sobre o artista. Lá estão obras, bibliografia, cronologia, tudo disponível. E isso está funcionando de uma maneira que não me surpreende, mas que é bem interessante de se ver.”

Google

Os acessos pelo Google, que ainda disponibiliza imagens do museu em suas versões Maps e Earth, é o que mais surpreende o diretor do museu. “Recebemos relatórios mensais e tivemos 56.130 visitas apenas em agosto. Se contar isso em dias corridos de um mês, dá 1.800 pessoas por dia, uma quantidade que seria inviável do ponto de vista físico. É extraordinário”, comemora.

E o melhor de tudo, segundo ele, é que são visitas espontâneas. Todos os números conquistados pelo Museu do Silva nas redes sociais é orgânico, sem nenhum investimento financeiro por parte dos responsáveis pelo espaço. “É uma maneira de você divulgar intensamente e, ao mesmo tempo, enriquecer e pegar carona nas novas tecnologias. Trabalhando diariamente ali, não conseguiríamos um milésimo desse número em pessoas físicas”, compara. Atualmente, a estimativa é de que o espaço receba entre 800 e 1 mil visitantes por mês.

Romildo cita o poema de João Cabral de Melo Neto, Tecendo o Amanhã, para descrever o trabalho de formiga que vem sendo feito, ou melhor, de galo. “São gritos de galos, um grita para o outro, que grita para o outro e assim nasce a manhã. O resultado tem sido esse, uma bola de neve de aceitação.”

Agora, o trabalho é manter e melhorar os índices, sem deixar que o interesse pelo espaço e pelas obras do artista caia. “Essas mídias, do mesmo modo que divulgam com uma velocidade imensa, elas também tornam as coisas esquecidas com a mesma velocidade. Por isso a necessidade de alimentá-las diariamente. Não deixar o conteúdo envelhecer, ter sempre novidades.”

 

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