Diário da Região

19/08/2017 - 00h00min

ROCK SANTEIRO

Guitarrista se divide entre o rock e a restauração de arte sacra

ROCK SANTEIRO

Mara Sousa 18/8/2017 Rubens na igreja matriz de Bady Bassitt, uma das restauradas por ele e seu chefe, Mário Caviquio Neto
Rubens na igreja matriz de Bady Bassitt, uma das restauradas por ele e seu chefe, Mário Caviquio Neto

Rock, restauração de arte sacra e psicologia. Três mundos que parecem distantes uns dos outros, mas que exercem a mesma importância na vida de Rubens Leandro Campos da Silva, atualmente, guitarrista e vocalista na banda Mazelo.

A música é uma paixão antiga, vem da adolescência, quando começou a tocar guitarra e a integrar suas primeiras bandas. O trabalho como restaurador veio anos depois, de “supetão”, como ele conta, assim como a psicologia, carreira escolhida pelo perfil questionador de Rubão, como é conhecido entre os amigos.

“O trabalho com arte sacra foi de supetão. Eu tinha saído de um emprego, onde fiquei um ano e meio, e um colega meu que trabalhava com o Mário (Caviquio Neto, o artista responsável) perguntou se eu não estava interessado em fazer um bico com eles. Acabei indo e peguei bastante afinidade com o Mário. Esse meu amigo saiu depois de um tempo e ficou só eu e ele”, conta.

Nisso, já são seis anos trabalhando como assistente na restauração das mais variadas obras relacionadas a esse universo religioso. “O trabalho começou a ganhar espaço a partir da reforma que fizemos na igreja matriz de Bady Bassitt (cidade da dupla). Fomos contratados para fazer a restauração e o resultado agradou. Isso começou a abrir portas para o nosso trabalho”, diz Rubens.

Depois disso, já foram mais de dez igrejas em toda a nossa região. Entre elas, as igrejas de Cedral e de Urupês, duas das que tomaram mais tempo de Rubens e Mário. “Em Urupês, ficamos dois anos fazendo a restauração por seu uma igreja grande e com muita pintura interna. É um processo bem complexo e trabalhoso para que o resultado fique bom e um serviço minucioso, essa é a palavra que melhor define a restauração. Um trabalho detalhista, cuidadoso e caprichado.”

Mas o que realmente atrai Rubens no trabalho com arte sacra é lidar com a história por trás desses locais e imagens. “Tem muita história envolvida. Tem igreja que já passou pelas mãos de dois, três artistas diferentes. E a gente vai lá e deixa a nossa marca. Além disso, é muito interessante acompanhar o processo. Você chega lá e está tudo degradado. Quando sai, está tudo novo. E ver a reação das pessoas daquela comunidade também é muito interessante. Há um carinho muito grande das pessoas que frequentam essas igrejas pela arte que existe nelas.”

O trabalho com arte sacra, inclusive, possibilitou que Rubens fizesse sua faculdade de psicologia, outra área de sua vida que deu certo a partir de uma decisão meio que impulsiva.

“Antes de psicologia, comecei a fazer direito. Tranquei, voltei no outro ano. Fiz uns dois bimestres e percebi que aquilo não era para mim. Era um pensamento muito travado. Sempre gostei de ir um pouco mais além, de saber o porquê da questão, o porquê do ser humano. Então acabei escolhendo psicologia meio de supetão, algo que é muito comum na minha vida. Muita coisa vai de supetão e acaba dando certo”, afirma.

Agora fica a dúvida, seguir restaurando artes sacras ou se dedicar à psicologia. “Estou sem saber ainda. Muita gente que estudou comigo saiu naquela correria para arrumar emprego na área. Eu não tive essa pressa justamente por estar trabalhando com uma coisa que gosto, o que torna um pouco mais difícil chutar o balde e correr atrás de outra coisa”, analisa.

Música

Entre as duas carreiras está a música. O interesse de Rubens em tocar um instrumento e ter uma banda começou quando ele tinha uns 15 anos, junto com seu amigo de infância Pablesson, hoje baterista da banda Mazelo. “Com o sucesso de algumas bandas de rock como Linkin Park, começamos a sonhar em ter uma banda, tocar algum instrumento. Curiosamente, na época, eu falava que queria aprender a tocar bateria e ele, guitarra”, recorda.

Nos quase dez anos entre o início do envolvimento com a música e a formação da Mazelo, há um ano e meio, a música era uma diversão para os fins de semana, na garagem de casa.

“A gente só tocava em casa, por diversão, covers de blink-182. Vimos que o resultado estava legal e resolvemos levar mais a sério e investir em uma banda cover, fazer alguns shows na região. Mas a gente não tinha pretensão de fazer música autoral”, conta.

Só que no processo de ensaio dos covers, a primeira música autoral surgiu, À Mercê. Eles foram trabalhando nela até que resolveram gravar. “Estava bem interessante. Depois fizemos um clipe e deu 50 mil visualizações no You Tube. Ficamos bem surpresos. De repente, surgiu uma nova música, Insano, cujo clipe foi lançado há uns dois meses.”

Agora o projeto de cover ficou para segundo plano, um meio de sobrevivência enquanto eles criam seu trabalho autoral, afirma Rubens.

A mais recente conquista da banda foi participar da última edição do Planeta Rock, na semana passada. “Ficamos felizes da vida, mesmo não passando para a final. É um projeto bem recente, bem novo, e a gente está trilhando um caminho legal”, comemora.

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