Diário da Região

29/01/2017 - 00h00min

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Fomento ajuda a fortalecer a produção de quadrinhos

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Reprodução O Sinal, de Orlandeli, contemplado por programa de fomento
O Sinal, de Orlandeli, contemplado por programa de fomento

O Brasil está longe de ser um Japão, onde o hábito de consumir histórias em quadrinhos (HQ) praticamente faz parte do DNA das pessoas, mas tem registrado números cada vez mais expressivos nesse segmento editorial, impulsionado principalmente pela produção dos artistas independentes. De acordo com levantamento anual realizado pela Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB), o mercado brasileiro registrou 1,4 mil lançamentos de histórias em quadrinhos em 2014. 

No ano seguinte, houve um crescimento de 20%, com duas mil obras lançadas. Ainda não há números sobre 2016, mas, segundo o cartunista José Alberto Lovetro, o Jal, presidente da ACB, essa tendência de crescimento foi mantida. O bom desempenho do mercado de HQs está no foco das comemorações do Dia Nacional dos Quadrinhos, celebrado nesta segunda-feira, 30. E são muitos os fatores que colaboram para que a produção desse segmento editorial mantenha o pique mesmo em um momento de crise econômica.

Editais de fomento

Em São Paulo, o Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria de Estado da Cultura, vem contribuindo para que muitos quadrinistas independentes lancem obras no mercado brasileiro. Desde 2008, os editais do ProAC voltados às HQs já apoiaram o desenvolvimento de mais de 100 projetos, totalizando um investimento de aproximadamente R$ 3,8 milhões. “Consideramos importante o apoio à produção de HQs por se tratar de uma vertente promissora do segmento artístico, que envolve um público ávido por novidades”, comenta Aldo Valentim, coordenador da Unidade de Fomento e Economia Criativa da Secretaria de Estado da Cultura.

Contemplado no ProAC em 2016 com o projeto da novela gráfica O Sinal, o ilustrador e cartunista Walmir Orlandeli, que integra a equipe do Diário, reconhece a importância dos editais de fomento para os autores que ainda não contam com uma editora. No entanto, ele ressalta que o artista não pode ficar preso somente a esse tipo de apoio. “Os editais são um meio importante para entrar no mercado, mas não podem ser a única alternativa”, sinaliza.

Por outro lado, Orlandeli destaca que fomentos como o do ProAC ajudam a manter o mercado editorial aquecido e a formar novos leitores de histórias em quadrinhos. “É uma maneira para o autor produzir com mais tranquilidade, sem ficar se preocupando em meios para custear os gastos da produção”, diz.

Super-heróis na telona

Para o ilustrador rio-pretense, o cinema também tem contribuído para impulsionar o mercado nacional de quadrinhos, principalmente no que se refere ao lançamento de obras ligadas a super-heróis. Como exemplo, ele cita Doutor Estranho, personagem que tradicionalmente sempre pertenceu ao segundo escalão da Marvel. “Com o lançamento do filme, no ano passado, foram feitos vários lançamentos de histórias em quadrinhos dele, que tiveram boa aceitação no mercado.”

 

Plataforma Social Comics - 28012017 Usuários pagam mensalidade de R$ 19,90 para ter acesso a acervo com 2 mil títulos

Social Comics, a ‘Netflix das HQs’, é brasileira

Plataforma conhecida como a ‘Netflix dos quadrinhos’, a Social Comics é uma excelente oportunidade para quadrinistas independentes serem vistos pelos leitores. Por meio de um serviço de assinatura, usuários da Social Comics pagam uma mensalidade de R$ 19,90 para ter acesso ilimitado a um acervo com mais de 2 mil títulos. Além dos trabalhos de autores independentes, o streaming de HQs também conta com obras de editoras consagradas, como Devir, Valiant e Dark Horse Comics.

O ilustrador e cartunista rio-pretense Walmir Orlandeli é um dos autores que integram o acervo da Social Comics. Segundo ele, esse serviço tem contribuído até mesmo na venda de exemplares físicos de suas novelas gráficas. “Na Comic Con do ano passado, vendi vários exemplares do livro Eu Matei o Libório para pessoas que já haviam lido a obra no aplicativo Social Comics”, conta. Quadrinistas independentes podem submeter suas criações gratuitamente na Social Comics.

Uma vez publicado, o autor poderá acompanhar o acesso e as quantidade de páginas lidas de seus títulos. O sistema de monetização é baseado em páginas lidas e não por título. O ticket médio da página lida em 2015, quando a plataforma iniciou suas atividades, foi de 11 centavos. Por outro lado, o trabalho submetido na Social Comics é avaliado por uma equipe de curadores antes de ser liberado para os internautas. Em caso de reprovação, o autor recebe uma espécie de avaliação de sua obra.

Dia do Quadrinho

Em 1869, o cartunista Ângelo Agostini publicou, no dia 30 de janeiro daquele ano, a primeira tirinha brasileira, chamada “As aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma viagem à corte”, na revista Vida Fluminense. A data passou a demarcar então o Dia do Quadrinho Nacional

 

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