Diário da Região

28/01/2017 - 00h00min

CARTOGRAFIA INTERIOR

Exposição revela a maturidade de Eliara Bevilacqua

CARTOGRAFIA INTERIOR

Johnny Torres Eliara Bevilacqua é natural de Nova Granada e descobriu muito cedo sua vocação para a pintura. Cursou Artes Plásticas e Educação Artística e trabalhou como docente na área de Arte em Campo Grande até se aposentar, em 1998. “Quis ser artista plástica desde sempre. Estudei para isso, mas acabei virando minha carreira para o lado acadêmico. Em 1997, um pouco antes de me aposentar, fiz minha primeira exposição como artista profissional e foi nesse momento que comecei a me dedicar integralmente ao trabalho de artista”, recorda. Ela já recebeu vários prêmios por seus trabalhos em aquarela, inclusive no exterior, em países como Estados Unidos, Canadá, Portugal, Espanha e Inglaterra.
Eliara Bevilacqua é natural de Nova Granada e descobriu muito cedo sua vocação para a pintura. Cursou Artes Plásticas e Educação Artística e trabalhou como docente na área de Arte em Campo Grande até se aposentar, em 1998. “Quis ser artista plástica desde sempre. Estudei para isso, mas acabei virando minha carreira para o lado acadêmico. Em 1997, um pouco antes de me aposentar, fiz minha primeira exposição como artista profissional e foi nesse momento que comecei a me dedicar integralmente ao trabalho de artista”, recorda. Ela já recebeu vários prêmios por seus trabalhos em aquarela, inclusive no exterior, em países como Estados Unidos, Canadá, Portugal, Espanha e Inglaterra.

Quem for visitar a exposição Cartografia Interior, em cartaz na Casa de Criar desde sexta-feira, 27, vai deparar com as emoções da artista Eliara Bevilacqua esparramadas pelas telas. É assim que ela define seu processo de criação usando aquarela para a exposição. “Pego o papel e jogo, literalmente, a tinta nele. A partir daí, vou mesclando cores e esparramando, com liberdade, e deixando que a tinta e o papel me digam qual caminho seguir. É uma forma de vazão para o meu emocional, por isso a exposição se chama Cartografia Interior. Essas peças expostas são como um mapa dos meus sentimentos”, conta.

Estão presentes nas obras o olhar poético da artista, entremeando formas e cores que surgem da relação com o borrar, o escorrer, o amalgamar-se de diversas maneiras. Esperar e retomar são duas ações cruciais no processo. Segundo ela, “há um diálogo cheio de tensão, medo e prazer misturados” nos universos que se compõem, nas cenas, nas imagens evocadas por meio da fruição das obras. Mas a aquarelista nem sempre viu o trabalho com essa liberdade. Completando 20 anos de sua primeira exposição agora em 2017, Eliara viu sua técnica evoluir durante esses anos ao ganhar confiança.

“Quando você está iniciando, você fica muito preso a forma, a regras. Com o tempo, fui partindo para a abstração. Deixei de representar a forma como ela é para deixar que a cor falasse comigo.” Segundo ela, com o tempo, o artista vê que a técnica e a forma não são tudo na criação. “A liberdade de expressão com bons resultados é muito mais importante, mas a aquarela também lhe desafia. Você escolhe o início da arte, mas depois ela te traz surpresas. É um trabalho que tem vida própria.”

E foi justamente por essa liberdade que Eliara imprime em suas obras que ela foi convidada pelo artista visual juny kp!, que fez a curadoria da exposição. “Conversamos sobre eu expor no ano passado, mas acabou ficando para agora apenas. Ele me deixou livre para criar porque, segundo o próprio juny, é justamente a minha liberdade de expressão que o agrada.” “Sua mancha é tão potente quanto é física. Dito isto, a curadoria foi uma das mais tranquilas já realizadas na Casa de Criar. Aproveitei tudo o que ela me apresentou. Fantástico. Quanto à escala, teremos tantos países quanto arquipélagos, formatos médios e formatos diminutos, confirmando a versatilidade da artista e seu domínio na seara da aquarela”, conta juny kp!

Eliara trabalhou com o mínimo e o máximo em mente. As obras principais foram todas criadas a partir do tamanho máximo do papel para a pintura em aquarela, mas o espaço ainda contará com o que ela chama de sobras do trabalho. “São alguns materiais pequenos, resíduos do que produzi e não gostei e acabei criando outras coisas, reinventando essas peças, utilizando outras técnicas, como colagem, lápis de cor, a ponta do compasso, sempre em busca de outros tons e outras formas”, explica a aquarelista.

Discípulas

Além das obras de Eliara, a exposição Cartografia Interior traz trabalhos em aquarela de três novas artistas: Patrícia Batista, Heloísa Rabello e Camila Bertoni. “Elas foram alunas minhas em um curso que ministrei no Sesc sobre aquarela e fico muito feliz de ver que tem sangue novo para dar continuidade à arte da aquarela”, conta a artista.

“Bevilacqua é, ainda, generosa. Desde o primeiro momento teve a ideia de compartilhar espaço com alunas suas. E assim temos a participação de Camila, Heloisa e Patrícia. Deste modo, o papel da Casa de Criar se concretiza ainda mais. Dar visibilidade ao artista autoral e possibilidade de fruição de arte contemporânea ao público de Rio Preto”, complementa juny.

Serviço

  • Exposição Cartografia Interior, na Casa de Criar, rua Presciliano Pinto, 1.355, Boa Vista. Até o dia 3 de março. Visita sob agendamento. Contato: (17) 99131-8500

 

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