Diário da Região

22/11/2015 - 00h00min

Proteja-se

O inimigo está onde você nem imagina

Proteja-se

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O Aedes aegypti está cada vez mais oportunista e preparado para se adaptar às circunstâncias favoráveis que surgem no dia a dia. O mosquito transmissor da dengue aproveita o descuido dos moradores com a limpeza para se reproduzir até em lugares incomuns, como box de banheiro, pingadeira de bebedouro, umidificador e motor de geladeira. Em um passado recente, se reproduzia normalmente do lado externo das casas, quintais e terrenos baldios. Os objetos preferidos sempre foram pneus velhos, garrafas pet, sacolas de supermercado e plásticos - ainda são os mais comuns.

Só que agora esse visitante indesejado avançou para dentro das moradias. Sim, o inseto utiliza qualquer lugar onde exista água acumulada, por menor que seja a quantidade, para providenciar a reprodução, que se não for controlada a tempo gera números estratosféricos de mosquitos. A estratégia garante a preservação da espécie e a proliferação, o que resulta, em última instância, em epidemias e até mesmo mortes – somente neste ano, 11 pessoas morreram da doença e 21 mil acabaram contaminadas em Rio Preto. Uma questão que exige medida enérgica.

A segunda reportagem da série ‘É Nossa Responsabilidade’, criada pelo Diário em parceria com o Rotary Club e Prefeitura, mostra que o morador precisa agir como agente de saúde da própria casa, se quiser se ver livre, ou pelo menos afastar esse verdadeiro mal do século 21. O tema dengue será discutido pelo jornal nos próximos três meses. Há outra questão. Quem mantiver criadouros em casa pode ser multado. Neste ano, 30 multas foram aplicadas, com valor total de R$ 85 mil. Os infratores contumazes são as pessoas que abandonam piscinas cheias de água.

Antes da autuação, são notificados a resolver o problema no prazo de 24h (situação grave) a cinco dias. “O mosquito está se adaptando a várias situações e agora se reproduz até em lugar inusitado. Com clima favorável, água à disposição e densidade populacional, a proliferação fica intensa. As pessoas precisam redobrar os cuidados em suas próprias casas. Todos ganham com isso”, afirma Abner Henrique Alves, gerente da Vigilância Ambiental de Rio Preto. O Aedes é originário da vida silvestre, mas encontrou no ambiente urbano lugar favorável para se reproduzir. 

A fêmea, que vive um mês em média, é capaz de dar vida a 300 descendentes - metade fêmea, ou seja, a responsável por transmitir a doença aos humanos. Imagine o exército que nasce a cada 30 dias. A desova ocorre, preferencialmente, em criadouros com água limpa e parada. Em Rio Preto, os ovos se tornam mosquitos no intervalo pouco inferior a uma semana. É justamente nesse período que o rio-pretense precisa agir. De que forma? Providenciando a limpeza de pontos estratégicos da residência. Isso interrompe o círculo de criação e diminui a quantidade do inseto.

“Pelo menos uma vez por semana, é importante lavar com água sanitária objetos onde exista água e que possa ser usado como criadouro. Acabar com o Aedes é utopia, mas se redobrarmos os cuidados, com a colaboração de todos, a população de mosquitos vai ficar baixa em Rio Preto”, explica Alves. Ele explica também que os agentes de saúde, que providenciam a visitação casa a casa, sempre trazem ‘novidades’ quando retornam do trabalho em campo. Já encontraram larvas até em um copo cheio de água, que uma senhora colocou aos pés do santo de devoção. “Não queremos acabar com a fé de ninguém. Só pedimos para a água ser trocada todos os dias.”

Outros exemplos que chamaram a atenção foi pingadeira de bebedouro, pia ao lado da churrasqueira, geladeira e até mesmo nos vasos sanitários que não são usados - na página, há exemplos de criadouros e o que fazer para evitar o desenvolvimento. Cuidar de forma adequada desses pontos críticos com água parada e evitar sujeira no quintal é meio caminho andado para expulsar o temido Aedes aegypti do seu imóvel. A campanha do Diário quer incentivar a população a aumentar a prevenção, unir a força das mais variadas instituições, além da sociedade civil, e divulgar ações inspiradoras.

Os bons exemplos serão alvo de reportagens nas próximas semanas. É uma maneira de mostrar que é possível, senão acabar definitivamente, ao menos reduzir os casos de forma drástica. Mande fotografias, vídeos e relatos para o jornal pelo WhatsApp, no número (17) 99129-7019. Acabar com o inimigo número 1 de Rio Preto é dever de todos.

 

 

Veja os locais onde podem haver as larvas da dengue

 

 

Arte Box Banheiro - 22112015
 
 
Box de banheiro

As larvas encontram lugar ideal para reprodução no trilho do box, onde geralmente fica uma pequena quantidade de água parada

O QUE FAZERJogue água sanitária no box pelo menos uma vez por semana. Isso é suficiente para quebrar o ciclo de reprodução

 

 

 

 

Arte Bebedouro - 22112015
 
Pingadeira de bebedouro

O compartimento do bebedouro, que represa a água que cai da torneira na hora de abastecer o copo, já foi descoberto pelo Aedes

O QUE FAZER – Retire a pingadeira uma vez por semana para lavar com água e detergente. A limpeza rotineira é suficiente para remover todos os ovos e, portanto, evitar o desenvolvimento do mosquito

 

 

 

Arte Ralo - 22112015

 

Ralo de banheiro

O segundo banheiro da casa pode causar problema com a dengue. Pela falta de uso, normalmente os cuidados são reduzidos

O QUE FAZER – Deixe o ralo tampado. A limpeza do local deve ser feita semanalmente com água sanitária. O vaso sanitário deve permanecer fechado e receber o mesmo tratamento de limpeza

 

 

 

Arte Calha - 22112015
 
 
Calha

Folhas secas, galhos velhos e toda sorte de lixo podem entupir parcial ou totalmente a calha. Isso resulta em água parada

O QUE FAZER – Limpe a calha sempre, mas principalmente antes do verão, a partir de 21 de dezembro. Nessa estação, com chuvas e sol forte de forma frequente, o número de mosquitos cresce

 

 

 

 

Arte Ar Condicionado - 22112015
 
 
 
Ar Condicionado

Muita gente em Rio Preto posiciona balde ou recipientes para recolher a água que cai do ar-condicionado

O QUE FAZER – Esvazie o balde pelo menos uma vez por semana. Cuidado simples, mas que muitas vezes é ignorado

 

 

 

 

 

Arte Geladeira - 22112015
 
 
Degelo de geladeira

Geladeiras frost free são equipadas com evaporador no motor. A água do degelo pinga e fica parada, até evaporar. Nesse ínterim, o mosquito pode aparecer

O QUE FAZER – Pingue no recipiente três gotas de detergente toda semana. É suficiente para resolver o problema

 

 

 

 

Arte Umidificador - 22112015

 

 
Umificador

O umidificador, que tem importante uso na região, não pode ser guardado com resto de água em seu interior. O mosquito pode entrar no eletrodoméstico, aproveitar e começar a se reproduzir

O QUE FAZER Retire toda a água e faça a secagem do aparelho

 

 

 

 

Arte Xaxim - 22112015
 
 
 
Prato de Xaxim

O ideal é não ter em casa, em razão do risco de armazenar água

O QUE FAZER - Se for usá-lo, tenha um cuidado: coloque areia até a borda do prato. Não deixe espaço vazio. É nessa área ‘descoberta’ do prato que a fêmea do mosquito coloca seus ovos

 

 

 

 

Arte Caixa Da Água - 22112015
 
 
Caixa D'água

Qualquer abertura basta para o mosquito entrar

O QUE FAZER – Promova uma inspeção na caixa. Observe se a tampa não se encontra rachada, quebrada ou desnivelada. A regra: fechar totalmente a caixa d’água. Outra dica é instalar redinha no vertedouro, o popular ‘ladrão’. Assim, evita-se a entrada do mosquito

 

 

 

 

Arte Pneus - 22112015

Pneu

Não deixe pneu no quintal. Pode se tornar importante criadouro do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue

O QUE FAZER - Se for usá-lo na jardinagem, é fundamental fazer furos ao seu redor – para evitar água retida. O mesmo cuidado deve ser adotado se o pneu é feito de parachoque na garagem

DICA – Se você é pessoa física, descarte pneus nos 16 pontos de apoio de Rio Preto. Caso seja pessoa jurídica, vá ao ecoponto, avenida Cenobelino de Barros Serra, número 1.480, Parque Industrial. É de graça

 

 

 

 

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