Diário da Região

24/11/2015 - 00h00min

Vírus Zika

Velho conhecido, nova ameaça

Vírus Zika

Guilherme Baffi Luciana, grávida de gêmeos, vai viajar para Pernambuco
Luciana, grávida de gêmeos, vai viajar para Pernambuco

A histórica infestação do mosquito Aedes aegypti deixa Rio Preto vulnerável a duas novas ameaças: a febre zika e a microcefalia. O alerta oficial foi feito pelo Ministério da Saúde (MS) aos médicos de Rio Preto que lidam diretamente com gestantes. A determinação é que notifiquem imediatamente caso alguma grávida tenha bebê com microcefalia - doença sem cura em que a cabeça e o cérebro das crianças são menores que o normal para a sua idade, influenciando o seu desenvolvimento mental.

A preocupação tem justificativa. Primeiro porque Rio Preto tem alta incidência do Aedes. O mosquito é o transmissor da febre zika e há uma possível relação dos diagnósticos de microcefalia com gestantes que foram infectadas pelo vírus. Segundo motivo: a maior concentração de zika e de microcefalia está no Nordeste, um dos principais destinos turísticos dos rio-pretenses. Um caso importado pode disseminar o vírus zika na região.

O comunicado de alerta emitido pelo Ministério da Saúde foi enviado ao município na semana passada. “Estamos atentos para qualquer caso que possa ser identificado”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Terezinha Pachá. A febre zika tem sintomas semelhantes aos da dengue, porém com menor intensidade e menos riscos à saúde. Mas os médicos começaram a desconfiar que a doença tenha colaborado para uma explosão de casos de microcefalia.

 

Arte - Zika - 24112015

Doença até então considerada rara, a microcefalia atingiu no Brasil 399 bebês neste ano, a maioria nos últimos três meses. Só em Pernambuco, foram 268 casos, número 29 vezes maior do que a média anual do período de 2010 a 2014. Os outros casos foram em Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Ceará e Bahia. Em 80% dos casos, as gestantes apresentaram febre, coceiras e manchas pelo corpo. Exames identificaram a presença do zika vírus em líquido amniótico coletados em dois fetos com microcefalia da Paraíba, o que reforça a tese de que o vírus pode causar a microcefalia.

Em Rio Preto, apesar de ainda não ter sido confirmado caso de zika, a preocupação é grande devido à infestação que a cidade vive do transmissor, o Aedes aegypti. Por enquanto, o mosquito é responsável por infectar neste ano 21.608 pessoas apenas com o vírus da dengue, causando a segunda maior epidemia da história da cidade.

“O MS informou que pesquisadores da Fiocruz detectaram a presença de zika no líquido amniótico de duas mães com microcefalia. A simples detecção do vírus não significa que ele está causando a doença. Muitos estudos ainda precisam ser feitos", explica o virologista Maurício Nogueira, do Laboratório de Pesquisas em Virologia da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp).

Não engravidem

Enquanto ocorrem pesquisas para saber o motivo no aumento de casos de microcefalia, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, pediu para que as mulheres evitem engravidar por enquanto e, se o fizer, que procurem um médico para planejar a gravidez. Apesar da declaração de Castro, o ginecologista Luiz Rodrigues Simões Júnior, da Famerp, afirma que não existe motivo para pânico em Rio Preto, já que não foram confirmados casos de zika. Mas ele não recomenda que mulheres gestantes viagem para o Nordeste.

“Ainda não tem nada confirmado e em Rio Preto não temos casos, porém, por garantia, é melhor evitar ir para o Nordeste. O problema é alguém viajar para lá e trazer o vírus na volta. Isso sim é preocupante”, disse. Quem também orienta as gestantes a não viajarem para o Nordeste é a doula Danieli Fernandes, 34 anos. Ela é administradora de um grupo no Facebook com 620 mulheres de Rio Preto. “Estamos falando para evitar viajar para lá. A zika pode ser assintomática, por isso é perigoso. As que forem, oriento usaram bastante repelente”, disse.

Repelente para espantar o mosquito

Grávida de gêmeos, a administradora de empresa Luciana Moreti, 34 anos, está preocupada. No dia 16 de dezembro ela tem viagem marcada para Pernambuco, estado que registrou a maioria dos casos. “Li bastante sobre isso e vi que o problema é no início da gestação. Quando viajar estarei no final. Mesmo assim estou apreensiva e vou passar muito repelente e andar de calça e camiseta de manga longa”, afirmou.

Quem também vai recorrer aos repelentes é a professora Simone Aparecida Viana Pinto, 24 anos. Grávida de cinco meses, ela vai para Fortaleza no dia 20 de dezembro. “Marquei dermatologista para saber qual o melhor repelente e ainda vou conversar com meu médico. Vamos viajar em família, por isso fica complicado cancelar. Vou fazer o máximo que puder para ficar protegida”, disse. 

 

 

 

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