Diário da Região

03/05/2016 - 18h28min

MAIS UMA DOENÇA

Homem de Bady Bassitt morre com suspeita de febre amarela na região

MAIS UMA DOENÇA

Aícro Júnior/Editoria de Arte NULL
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Atualizada às 22:20h

Além de conviver com a gripe suína, a dengue, a zika e a chikungunya - os três últimos transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti - a região passa a lidar agora com mais uma ameaça grave: a febre amarela. Um homem morreu em Bady Bassitt com suspeita da doença. A Secretaria Estadual de Saúde mandou técnicos à cidade na terça-feira, dia 3, para investigar a suspeita de a febre amarela ser a causa da morte. A vítima é um operário de 38 anos. O nome é mantido em sigilo pela prefeitura local.

 

Arte - Febre Amarela - 04052016 Clique na imagem para ampliar

O caso é preocupante, porque a doença é infecciosa e pode ser transmitida também pelo Aedes aegypti. O mosquito é o transmissor na área urbana. No ambiente silvestre, o transmissor é o mosquito Haemagogus. Ambos transmitem a doença quando estão contaminados pelo vírus Flavivirus. O operário teria morrido no dia 8 de abril, mas somente nesta terça, dia 3, exames do Instituto Adolf Lutz, detectaram indícios da doença no homem, que é morador de Indiaporã.

Novos testes serão feitos para confirmação da febre amarela. Segundo o prefeito de Bady Bassitt, Edmur Pradela, o operário era funcionário de uma construtora responsável pela construção de escola municipal. “Na terça-feira, vieram equipes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e da Vigilância Sanitária, que se reuniram com nossa equipe de saúde para discutir a investigação desse caso e como serão combatidos focos do transmissor”, disse o prefeito. 

A coordenadora de Vigilância Sanitária do município, Lilian do Nascimento, afirma que há suspeita de que o operário tenha sido contaminado por febre amarela silvestre, ao andar pela zona rural da cidade. “Estamos verificando as matas que ele frequentou para ver se localizamos focos do mosquito transmissor”, diz a coordenadora.

Novo risco epidêmico

O professor de Epidemiologia da Faculdade de Medicina de Catanduva Ricardo Santaella Rosa afirma que, apesar de a febre amarela estar extinta na zona urbana desde a década de 1940 no Brasil, é preciso muito cuidado com o risco de o mosquito urbano ser contaminado com vírus da doença. “Se uma pessoa é picada pelo Haemagogus contaminado, a doença pode ser transmitida caso a mesma pessoa seja picada pelo Aedes aegypti. A partir deste ponto, há o risco de uma epidemia urbana”, explica o professor.

Fernandópolis registra 2º caso de zika em gestante

A prefeitura de Fernandópolis confirmou na tarde de terça-feira, dia 3, o segundo caso de zika em gestante. A mulher tem 23 anos e está na 39ª semana de gestação. Segundo a Secretaria de Saúde do município, ela passa bem. Ligia Barreto, secretária municipal de Saúde, afirma que a confirmação se deu por meio do resultado do exame realizado pelo Instituto Adolfo Lutz.

“Já estamos cuidando desta gestante, que contará com todos atendimento da prefeitura. Ela passa muito bem e a criança não apresenta alterações”, disse a secretária. Na semana passada, uma gestante de 19 anos também foi diagnosticada com zika na cidade. Os dois casos estão sendo socorridos no Centro de Atendimento às Doenças Infectocontagiosas.

A secretária de Saúde afirma ainda que a suspeita é que os casos sejam autóctones, ou seja, as duas mulheres podem ter sido contaminadas em Fernandópolis. Por isso, a Secretaria informou que será feita varredura nos bairros para eliminação de focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Em Rio Preto, neste ano, já foram registrados 57 casos de zika, sendo 12 deles em gestantes e o restante na população geral. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, em nenhum caso foi detectado microcefalia no feto.

 

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