Diário da Região

14/04/2016 - 00h00min

CRISE

Santa Casa quer R$ 400 mil extras por partos do SUS

CRISE

Guilherme Baffi Número de partos subiu de 120 para 260, segundo provedo
Número de partos subiu de 120 para 260, segundo provedo

Com uma dívida de R$ 35 milhões, a Santa Casa de Rio Preto seguiu a recomendação da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) e vai entrar em negociação com a Prefeitura de Rio Preto para não ficar ainda mais endividada e suprir um déficit mensal de R$ 400 mil. Caso não cheguem a um acordo, o hospital ameaça deixar de realizar os partos herdados do Ielar.

Uma circular assinada pelo diretor geral da CMB, José Luiz Spigolon, pede para que os administradores das Santas Casas revejam os contratos com órgãos públicos e que diminuam os serviços que mais causam prejuízos. “É hora de rever os contratos com os órgãos públicos, reduzir os serviços mais onerosos e exigir o justo pagamento pelos que continuarão a ser prestados”, diz trecho do documento que tem como título Futuro nebuloso para a economia brasileira.

O papel faz uma análise do cenário político e econômico e tem como objetivo evitar o fechamento de hospitais filantrópicos. “Quando um hospital quebra e fecha vem toda a investigação para saber se houve má administração. Agora o que ninguém vê é a dificuldade de se manter um hospital com poucos recursos e com valores defasados”, afirmou Nadim Cury, provedor da Santa Casa de Rio Preto.

Pouco recurso

De acordo com o provedor, a Santa Casa de Rio Preto custa por mês cerca de R$ 4,3 milhões. Mas, segundo ele, o hospital recebe R$ 283 mil da Secretaria Estadual de Saúde e R$ 3,7 milhões da Secretaria Municipal de Saúde. “Temos um prejuízo mensal de R$ 400 mil. Queremos pelo menos que a Prefeitura acrescente esse valor no repasse mensal. A medicação subiu 12%, os contrastes (usados em exames) 15% e os antibióticos 20%.

Isso sem contar que em maio tem dissídio coletivo da categoria, que não vai ser menos do que 9%. O problema é que o SUS (Sistema Único de Saúde) não acompanha esses reajustes”, afirmou o provedor. Ainda de acordo com ele, o hospital paga por mês R$ 780 mil a bancos, por financiamentos feitos para quitar as dívidas.

Partos

Outra queixa de Nadim Cury é em relação aos partos herdados do hospital Ielar, que têm dado prejuízo e lotado os quartos e corredores. Desde outubro de 2015, a Santa Casa está atendendo os partos que seriam realizados no Ielar, que fechou sua maternidade. A Santa Sasa realizava em média 120 partos por mês. Com os novos pacientes, a estimativa era que passasse a 170, com um repasse extra de R$ 92 mil mensais do SUS. “Esse era o acordo. No mês passado fizemos 260 partos. 

O aumento foi três vezes mais do que o esperado. A cada cesárea tenho R$ 600 de prejuízo. Esse incentivo não está mais cobrindo meus gastos e não tenho onde mais colocar paciente. Se a Prefeitura não reajustar, teremos de parar com esse serviço”, afirmou Nadim. O provedor solicitou uma reunião com o prefeito, Valdomiro Lopes, e aguarda resposta para negociar um possível reajuste. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição, às 18 horas desta quarta-feira.

 

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