Diário da Região

Marco Antonio dos Santos Por causa da sífilis, o bebê de Maria nasceu com problemas
Por causa da sífilis, o bebê de Maria nasceu com problemas

Primeiro amor, primeira relação sexual e duas notícias dada pelo médico, uma boa e outra ruim: "a gravidez vai bem, mas você tem sífilis e a criança poderá ter sequelas". O diagnóstico de Maria (nome fictício), 23 anos, foi dado no sétimo mês de gestação. E o filho nasceu com paralisia no lado esquerdo do corpo. Esse tipo de diagnóstico não é incomum nos consultórios de Rio Preto. Em média, a cada semana uma gestante fica sabendo que está contaminada por sífilis.

A doença tem cura, mas pode deixar severas sequelas no bebê. De 2014 a abril deste ano, 122 grávidas tiveram sífilis em Rio Preto. E o número de registros cresceu 34% de 2014 para 2015. Foram 46 registros em 2014 e 62 no ano seguinte. Moradora da zona norte de Rio Preto, Maria descobriu apenas no fim da gestação que tinha sífilis congênita. Neste caso, sempre há risco de transmissão da mãe para o feto, segundo os médicos.

“Quando o médico me contou durante a consulta, eu fiquei sem reação. Fui falar com meu marido, que na época ainda era namorado. Ele negou que tivesse passado para mim, mas de quem eu peguei isto se ele foi meu primeiro amor?”, relata a jovem, que engravidou após as primeiras relações. Com a paralisia do lado esquerdo do corpo, a criança vai ter de fazer tratamento pelo resto da vida.

“Meu filho ainda tem dificuldade para falar. Diz poucas palavras”, afirma a mãe, que tem de segurar sempre a criança enquanto caminha, para evitar a queda. Doença Sexualmente Transmissível (DST), a sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Entra no corpo por meio de qualquer minúsculo corte na pele ou pelas membranas mucosas.

Prevenção

Ginecologista com 30 anos de experiência, Eurico Medeiros Júnior diz que a sífilis tinha regredido na década de 1980, pela preocupação com a contaminação da Aids. Mas nos últimos anos, a juventude tem esquecido a prevenção. “Com advento dos coquetéis de medicamento para tratamento do HIV, criou-se a sensação de que DSTs não matam, e os jovens pararam de usar camisinhas. Terrível situação”. Segundo Medeiros, é muito alto o risco da sífilis congênita passar para as crianças. 

A doença pode deixar sequelas como deformações nos dentes, surdez, dificuldades de visão e de aprendizagem, retardo mental e deformidades ósseas. “Se diagnosticada em tempo, há tratamento para a sífilis. Os dois, homem e mulher, precisam se tratar juntos e evitar as relações sexuais, até que a doença seja curada”. O tratamento é feito com medicamento à base de penicilina que pode ser aplicado em injeção ou ingerido como pílulas.

 

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Diário da Região

Esperamos que você tenha aproveitado as matérias gratuitas!
Você atingiu o limite de reportagens neste mês.

Continue muito bem informado, seja nosso assinante e tenha acesso ilimitado a todo conteúdo produzido pelo Diário da Região

Assinatura Digital por apenas R$ 1,00*

Nos três primeiros meses. Após o período R$ 16,90
Diário da Região
Continue lendo nosso conteúdo gratuitamente Preencha os campos abaixo e
ganhe + matérias!
Tenha acesso ilimitado para todos os produtos do Diário da Região
Diário da Região Digital
por apenas R$ 1,00*
*Nos três primeiros meses. Após o período R$ 16,90

Já é Assinante?

LOGAR
Faça Seu Login
Informe o e-mail e senha para acessar o Diário da Região.
Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para acessar o Diário da Região.