Diário da Região

05/10/2015 - 15h33min

4 VÍTIMAS

'Foi o pior dia da minha vida', diz vítima de maníaco da calcinha

4 VÍTIMAS

Guilherme Baffi Mulher estava com uma amiga quando foi abordada pelo maníaco. (Foto: Guilherme Baffi)
Mulher estava com uma amiga quando foi abordada pelo maníaco. (Foto: Guilherme Baffi)

A Polícia Civil de Rio Preto tenta identificar o homem que vem aterrorizando mulheres na cidade. O "maníaco da calcinha" já fez, pelo menos, quatro vítimas, todas da mesma forma. Ele aborda a mulher na rua, entrega a ela uma tesoura e, ameaçando-a com uma arma, ordena que lhe entregue a calcinha que está usando. A tesoura é usada para cortar as laterais da peça íntima, facilitando a ação do criminoso.

Uma das vítimas fez um desabafo no portal do Diário da Região. Ela relatou, em um comentário na página, que foi abordada pelo criminoso na esquina das ruas Santos Dumont e Américo de Freitas, quando saía de um bar onde havia acabado de comemorar seu aniversário, no dia 25 do mês passado.

A data, que era para ser especial, se tornou um pesadelo. "Foi o pior dia da minha vida", disse a operadora de caixa de 33 anos. Ela estava com uma amiga, também de 33 anos, quando foi abordada pelo maníaco. Como estava de saia, logo entregou a calcinha ao criminoso. "Ele apontava a arma para mim. Na hora, tive muito medo, só pensei nos meus filhos", contou a vítima, que tem dois filhos, um de 9 e outro de 5 anos.

Para a amiga dela, a situação foi ainda mais complicada. De calça, a mulher usava duas calcinhas, pois estava menstruada. O maníaco entregou à vítima uma tesoura e ordenou que ela cortasse as laterais da peça íntima. Ela obedeceu, tirou a calcinha e entregou ao criminoso.

"Ele perguntou se eu também estava menstruada e veio para passar a mão em mim. Foi então que eu gritei e um senhor que passava pela rua foi a minha salvação", contou a operadora de caixa. Ao perceber que estava sendo visto pelo idoso, o maníaco fugiu, mas não sem antes ameaçar a testemunha. "Você não viu nada. Se falar alguma coisa eu te pipoco", é o que ele teria dito ao idoso que viu a cena, segundo relato da vítima.

O maníaco, que a polícia suspeita ser a mesma pessoa, já havia atacado outra mulher, uma vendedora de 19 anos, no bairro São Judas Tadeu, em maio deste ano, e o crime mais recente aconteceu na madrugada de sábado, dia 3.

No último caso, o mais grave até agora, o maníaco não se contentou em pedir a calcinha da vítima, uma vendedora, de 23 anos, que saía para trabalhar por volta das 5h30 de sábado, dia 3. Ela foi obrigada a abaixar as calças e ficar de frente para uma parede, na esquina das ruas Pedro Amaral e Prisciliano Pinto.

Sob a ameaça de uma arma de fogo, a moça relatou à polícia que ouvia o homem dizer que iria se masturbar ali mesmo, no meio da rua. Enquanto isso, por diversas vezes o homem pedia para que ela pegasse uma tesoura para cortar as laterais da calcinha.
Ela não chegou a entregar a peça íntima. Isso porque um carro apareceu na rua, afugentando o maníaco, que estava de moto e fugiu. Ainda assim, este foi o único caso registrado como tentativa de estupro.

Os outros casos, como o da jovem de 19 anos que foi abordada enquanto caminhava até a casa de uma colega, no São Judas Tadeu, e o caso das duas amigas atacadas pelo homem ao sair de um bar, foram registrados como roubo.

Os três casos estão sendo investigados pela polícia, que trabalha com a hipótese de o autor ser a mesma pessoa. "É possível que seja a mesma pessoa, porque o modo de agir é muito parecido em todos os casos", disse a delegada Cristina Spir, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Até o momento, não ha pistas do suspeito. As vítimas descrevem o homem como sendo pardo, estatura média e aparentando ter entre 30 e 40 anos, no entanto, segundo uma das mulheres atacadas pelo maníaco, ele não tem nenhuma característica marcante. A vítimas foram orientadas a comparecer à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para tentar reconhecer o suspeito em álbuns fotográficos.

Colaborou Gabriel Vital

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