Diário da Região

27/11/2015 - 11h24min

Agressão doméstica

Menina de 10 anos é agredida pela mãe e pede ajuda a vizinho

Agressão doméstica

Uma menina de 10 anos que teria sido agredida pela própria mãe pediu ajuda ao vizinho e precisou ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, na noite de quinta-feira, dia 26, em Rio Preto.

De acordo com o boletim de ocorrência, a criança, que mora com a mãe na Estância Alvorada, apareceu na casa do vizinho, um servente de 62 anos, chorando, usando somente calcinha e lesões aparentes pelo corpo. A menina pedia ajuda, dizendo que havia sido agredida pela mãe.

"Conheço a menina desde que nasceu. Eu e minha esposa ajudamos a criar. Tanto é que todo dia após as aulas, a menina vem aqui em casa para tomar café. Neste dia que apanhou da mãe, ela apareceu aqui em casa, com o corpo todo marcado. A mãe usou a planta espada de São Jorge para bater nela. Não precisava exagerar. Sei que ela é muito nova pra namorar, mas bater não vai adiantar", diz o servente.

O servente e a mulher dele deram um banho na criança e a levaram à UPA Norte, onde a criança recebeu atendimento médico e foi liberada.

Quem buscou a menina foi o pai, um entregador, de 28 anos, que mora em Mirassol. Ele foi orientado pela polícia a comparecer à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para representar contra a mãe da criança.

À polícia, a mãe, uma auxiliar de produção, de 29 anos, disse que apenas deu uma correção na filha, que está passando por problemas na escola e envolvida em um namoro, fato relatado à mãe pela direção da própria escola.

"Professores e até a diretora da escola tinham me chamado duas vezes na escola para falar que minha filha foi vista beijando escondido um outro aluno. Eu já tinha dando uma bronca nela. Como vi que conversar não resolve, então eu bati. Sei que posso ter exagerado", diz a mãe.

Segundo a auxiliar de produção, apesar de ter apenas dez anos, a filha aparenta já ter 14 anos, com corpo de adolescente. Preocupada com amadurecimento precoce da menina, a mãe diz que tem medo que a filha abandone os estudos em troca dos namoros.

"Agora é momento dela se dedicar totalmente aos estudos, para ela ter um futuro melhor. Não quero proibí-la, mas permitir que ela comece a namorar, depois que estiver preparada emocionalmente e fisicamente. Depois que eu tiver explicar tudo, será o tempo dela namorar", diz a mãe.

Por determinação do Conselho Tutelar da Zona Norte, a menina terá a guarda provisóriamente transferida da mãe para o pai, que mora em Mirassol. O caso será repassado para o juiz da Vara da Infância e da Juventude, Evandro Pelarin, que vai decidir se a mãe será punida e quando ela poderá retomar o convívio com a filha.

A ocorrência foi apresentada à Central de Flagrantes pela Guarda Municipal. 

Colaborou Gabriel Vital

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