Diário da Região

22/03/2015 - 00h02min

Geniais

Os gêmeos da medicina

Geniais

Sidnei Costa Bonitos e engajados nos estudos, Caíque e Carlos Henrique são orgulho para a família
Bonitos e engajados nos estudos, Caíque e Carlos Henrique são orgulho para a família

Eles sabem o que significa companheirismo. Nasceram quase na mesma hora, são idênticos fisicamente e cultivam gostos, manias e sonhos rigorosamente iguais. Os gêmeos Carlos Henrique e Caíque Dosualdo, 18 anos, são apaixonados pelos estudos e agora colhem um saboroso e também raro fruto: foram aprovados juntos no curso de medicina da Famerp, um dos mais disputados do Brasil.

A Faculdade de Medicina de Rio Preto terá gêmeos matriculados simultaneamente no prestigioso curso. Detalhe: cada um eliminou 136 candidatos. A conquista, no entanto, foi ainda maior. Carlos foi aprovado em oito vestibulares de medicina Brasil afora, dos quais sete em universidades públicas. Caíque não deixou por menos e viu seu nome em cinco. Os dois entraram na USP.

Em razão dos próprios méritos, Carlos e Caíque tiveram a oportunidade, o que não é comum quando se fala nesse curso, de escolher em qual instituição vão estudar. Como moram em Rio Preto e admiram a excelência do ensino na Famerp, decidiram ficar em casa e assim ter mais tranquilidade para enfrentar os seis anos de graduação, sem sobressaltos ou qualquer tipo de preocupação. 

Ter um integrante da família aprovado na graduação médica é motivo de orgulho. Imagine dois de uma vez. "A família está muito contente e até mesmo emocionada. Porque eles conseguiram atingir seus objetivos. Para mim, isso é gratificante", conta o pai, o auditor fiscal Carlos Alberto Dosualdo, 53 anos. Ele deixou os filhos à vontade para que fizessem suas escolhas. 

Na infância, Alberto cansou de 'receber' conselhos que versavam sobre a necessidade de incentivar escolhas e comportamentos diferentes entre os gêmeos. Nunca levou em conta esse tipo de sugestão. Deixou que os garotos, com o passar do tempo, escolhessem o melhor caminho. "Não são iguais. Cada um tem uma personalidade diferente." Os irmãos optaram pela proximidade. Estudaram na mesma classe desde o maternal, no Colégio Santo André. "A gente sempre gostou de fazer as coisas juntos. É normal", lembra Caíque. 

Há situações, no entanto, que acontecem sem qualquer explicação lógica. Se um deles pega gripe de manhã, horas depois o outro apresenta o mesmo problema. Se um sente dor de cabeça, fatalmente o outro terá a mesma sensação. Durante a visita da reportagem, os dois estavam vestidos com camisetas pretas. Nem tinham percebido esse detalhe. Disseram que foi apenas coincidência. Tem mais. 

Caíque torce para o Palmeiras. Carlos também. Caíque joga futebol no meio do campo. O irmão, idem. Mesmo sem perceber, cada um enche o seu copo com refrigerante. Rigorosamente, colocam a mesma medida da bebida. Os rostos e cabelos são cópias. Aparece então a pergunta que não quer calar. O que existe de diferente entre ambos? Depois de muito pensar, surge a resposta. Caíque não gosta de uva-passa. 

O interesse pelos estudos é fator de união. A partir do ensino médio, começaram a amadurecer a ideia de enveredar pela direção que os levará até a profissão de médico. Fizeram um ano de cursinho. Estudaram de 12 a 14 horas por dia. Foram aprovados na primeira chamada da USP, mas esperaram. É que Carlos entrou na Famerp. Um mês depois, Caíque foi chamado na instituição. Perdeu 30 dias de estudo? Não. 

Estudou com o irmão em casa e entrou já chegou na faculdade ciente do conteúdo das primeiras aulas. O ingresso no curso superior significa uma realização. "É um sonho nosso que vai virar realidade. Graças ao esforço, os resultados chegaram", disse Carlos. Caíque, é claro, concordou. Para manter a tradição de escolhas, Caíque quer ser cirurgião. Já Carlos Henrique... também.

Eles gostam de aprender

Os irmãos Caíque e Carlos Henrique são verdadeiramente apaixonados por aprender. Eles sempre estudaram juntos, na escola e durante horas em casa. Tanto que Eliane Traldi lembra que já chegou a pedir aos filhos para guardar os livros um pouco para 'respirar' e descansar a cabeça. Segundo Eliane, os filhos ficavam exaustos em razão das muitas horas seguidas que estudavam. O esforço, no entanto, foi recompensado com os excelentes resultados obtidos nos vestibulares de medicina. 

Carlos foi aprovado nas famosas faculdades públicas Famerp, USP (Ribeirão Preto), Famema (Marília), Unesp (Botucatu), Ufscar (São Carlos), UF (Alfenas-MG) e na particular Fameca (Catanduva). Já Caíque passou na Famerp, USP, Ufscar, UFRJ (Macaé) e Fameca. Quando deixaram o ensino médio, os irmãos prestaram poucos vestibulares, mas chegaram a ser aprovados em instituições públicas, só que em lugares distantes de Rio Preto, como Acre e Tocantins. 

Assim, decidiram investir um ano inteiro na preparação exclusiva para o processo seletivo. "Não tem como construir um edifício se a estrutura não for boa. Não vai ficar em pé. A nossa base foi muito boa na escola. Os resultados chegaram para coroar isso", lembra Caíque. "O que queremos agora é ter o máximo de experiências na faculdade para conquistar uma boa formação", acrescenta Carlos. 

 

 

>> Leia aqui o Diário da Região Digital

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso