Diário da Região

24/05/2015 - 00h17min

Estética

Em busca da perfeição pelo bisturi

Estética

Sergio Isso A modelo Camila Roberta Margonari, 21, colocou silicone nos seios. “Fiquei muito satisfeita. Não penso em fazer nenhuma outra plástica, mas, se for preciso, vou fazer”
A modelo Camila Roberta Margonari, 21, colocou silicone nos seios. “Fiquei muito satisfeita. Não penso em fazer nenhuma outra plástica, mas, se for preciso, vou fazer”

Nas salas dos cirurgiões plásticos rio-pretenses, o implante de silicone é o procedimento mais procurado. Supera a lipoaspiração e qualquer outro tipo de operação estética. Quase um terço das cirurgias feitas pelas mulheres são de aumento de mama. A retirada de gordura localizada vem logo atrás. É o que mostra um levantamento feito pelo Diário com alguns dos principais cirurgiões da cidade.

Alguns fatores colaboraram com o crescimento das cirurgias de mama. A diminuição do preço e as facilidades de pagamento são alguns deles. Mas o principal é a busca por aumento de autoestima. "Era algo que queria há muito tempo. Alguns colegas de escola faziam brincadeiras pelo tamanho do meu peito. Não me atingia, mas deu mais vontade de fazer", diz Bruna de Queiroz Pedroso, 20 anos. 

Ela passou pelo procedimento no fim do ano passado, junto com uma prima. A modelo Camila Roberta Margonari, 21, só fez a cirurgia quando conseguiu convencer o pai. O procedimento foi há oito meses, mas o desejo de ficar "mais bela" era antigo. "Fiquei muito satisfeita. Sempre quis passar pela cirurgia. Não penso em fazer nenhuma outra plástica, mas, se for preciso, vou fazer. Medo eu não tenho."

 

Franciele Mayara Inamura Alcântara Empresária Franciele Mayara Inamura Alcântara, 27 anos, disse que a plástica (silicone nos seios) foi a realização de um sonho

Outro fator que contribuiu com o aumento dos implantes tem a ver com o grande número de famosas com peitos turbinados, o que acabou criando um padrão de beleza. "Há 15 anos, era raro o implante de próteses. Perdia até para a redução das mamas. Mas criou-se um padrão de beleza que tende a ficar enraizado", diz o cirurgião Arnaldo Almendros Mello. O tamanho das próteses também vem crescendo. 

Quando começou a ficar popular, era comum o implante de até 200 mililitros (ml) de silicone. Hoje em dia, a média fica entre 300 ml e 350 ml. "Elas querem volumes cada vez maiores", diz o médico. Bruna e Camila colocaram 300 ml e 350 ml, respectivamente. Estão satisfeitas com o tamanho escolhido. Já a empresária Franciele Mayara Inamura Alcântara, 27 anos, diz que teria colocado um pouco mais de 325 ml, se pudesse voltar no tempo. 

"No primeiro momento parece enorme, mas depois assenta no corpo." Ela classifica a cirurgia como a realização de um sonho. Sentia-se incomodada com o antigo tamanho dos seios. "Fiz para me sentir melhor e amei o resultado." Além do padrão de beleza, o cirurgião Rubem Bottas atribui à mudança de comportamento das mulheres o crescimento no número de implantes de silicone. "A identificação da mulher com o próprio corpo sofreu mudanças nos últimos 10 anos, e os seios maiores passaram a ser mais cobiçados por elas."

A lipoaspiração é o segundo procedimento mais procurado pelas mulheres. Ela pode tanto ser feita sozinha quanto acompanhada de outras cirurgias. Na sequência entre as mais realizadas estão a mamoplastia de correção - feita, principalmente, por mulheres que já tiveram filhos e amamentaram -, plástica no abdômen (abdominoplastia) - bastante realizada após cirurgia bariátrica - e lifting facial - opção das mulheres após os 50 anos.

No mundo

O implante de próteses de mama não lidera entre os procedimentos apenas em Rio Preto. Em todo o mundo, essa é a cirurgia plástica mais realizada atualmente, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Em 2013, último ano que teve os dados divulgados, foram 1,7 milhão de implantes. A lipoaspiração, segunda cirurgia da lista, foi feita 1,6 milhão de vezes. 
Completam as cinco primeiras posições a blefaroplastia (pálpebras), a rinoplastia (nariz) e a abdominoplastia. O Brasil foi o país em que mais foram feitas plásticas naquele ano, com 1,49 milhão, o que representou 12,9% de um total de 11,6 milhões de cirurgias. Em segundo ficou Estados Unidos (1,45 milhão), seguido por México, Alemanha e Colômbia. 

Ao contrário de Rio Preto e do ranking mundial, a cirurgia mais realizada no Brasil foi a lipoaspiração, com 228 mil procedimentos. A segunda da lista foi a prótese de mama, com 226 mil. O levantamento e correção dos seios foi a terceira cirurgia mais realizada, com 140 mil. Entre os 19 tipos de cirurgias que aparecem no levantamento, o Brasil lidera em dez.

 

Sandra Buissa Mussi A psicopedagoga Sandra Buissa Mussi já fez plástica no nariz, abdominoplastia, lipoaspiração e mamoplastia; agora quer fazer um lifting facial

Preferência muda conforme a idade

A liderança do implante de silicone ocorre pelo alto número de mulheres jovens que resolvem passar por uma cirurgia plástica. Entre as mais novas, o aumento da mama é a favorita da maioria. Já entre mulheres a partir dos 40 anos, as preferências são outras. Procedimentos como mamoplastia de correção, abdominoplastia e lifting facial são os mais procurados. 

Os dois primeiros são procurados, principalmente, por mulheres que tiveram filhos e não pretendem ter mais. “Depois dos 30 até os 40 anos, é frequente a procura para corrigir as sequelas das gestações. Após os 45, quando o envelhecimento facial já é evidente, a cirurgia das pálpebras é frequente. O lifting facial é mais procurado em torno dos 50 anos ou mais”, diz o médico João Augusto Martins Guimarães. 

Aos 63 anos, a psicopedagoga Sandra Buissa Mussi está cogitando fazer um lifting facial. Já procurou por médicos e está avaliando as opções. A cirurgia deve ser feita ainda este ano. “Meu receio é que me faça perder o aspecto natural, a identidade. Quero apenas algo corretivo, para diminuir os efeitos do tempo.” Ela já fez cirurgia plástica no nariz (rinoplastia), abdominoplastia junto com lipoaspiração e mamoplastia de correção. 

Gostou do resultado. “No nariz, fiz há 40 anos e mudou minha vida. Tinha complexo pelo tamanho. A da mama foi depois de amamentar.” A mesma mudança de números também ocorre entre os homens. Saem ginecomastia e lipoaspiração e entram cirurgias que diminuem as marcas da idade. “Depois dos 40 anos, as cirurgias de rosto, como blefaroplastia e lifting facial, são as mais comuns”, diz o cirurgião Rubem Bottas.

Bancos oferecem consórcio e parcelam em até 48 vezes

Em geral, está mais barato fazer uma cirurgia plástica hoje do que há dez anos. Mas outros fatores contribuíram para o aumento da procura por cirurgias. A forma de pagamento é um deles. Além do parcelamento pelo próprio cirurgião, outras facilidades foram criadas para atender a públicos de várias camadas sociais. É possível, por exemplo, financiar a lipoaspiração. Ou ainda entrar em consórcio para colocar silicone. 

Basta escolher o procedimento e buscar a opção de pagamento mais vantajosa. No Banco do Brasil e na Rodobens, uma das opções para consórcio é o de “serviços”. Nessa modalidade, entre outras possíveis utilidades, está incluída o uso para estética e saúde. No site do Banco do Brasil, as opções vão de R$ 1,5 mil a R$15 mil.Compossibilidade de parcelarem30 prestações que vão de R$64,76 a R$647,60. 

No site da Rodobens, são seis possibilidades com valores de R$5 mil a R$10 mil em planos de até 48 vezes, com 96 participantes no consórcio. Para obter o dinheiro e realizar a cirurgia, é preciso ser contemplado ou pagar o lance necessário. Outra forma de pagamento é o financiamento. Linhas de crédito especiais para plásticas são oferecidas por alguns bancos, como Bradesco. 

É possível financiar até 70% do valor da cirurgia, parcelando em até 4 anos. O valor máximo é de R$ 20 mil. Para uma cirurgia que custa R$ 15 mil, por exemplo, seria necessária entrada deR$5 mil. Parcelando em 48 vezes, o valor da parcela seria de R$ 610.

 

Freddy Giovani Carlotti Rocha Empresário Freddy Giovani Carlotti Rocha passou por duas cirurgias de lipoaspiração

Lipo está entre as mais procuradas por eles

Apesar do aumento significativo da presença de homens nos consultórios de cirurgiões plásticos, as mulheres ainda representam a grande maioria. Em todo o mundo, 87,2% das plásticas são feitas nelas. Em Rio Preto, os números seguem essa mesma tendência. "Cerca de 90% das pessoas que vão ao meu consultório são mulheres e 10% homens", diz o cirurgião plástico Rodrigo Antoniassi.

Os homens que estão dispostos a passarem por procedimentos cirúrgicos têm o mesmo das mulheres, sentir-se bem. "A principal motivação masculina é o desejo de parecer mais jovem e seguir competitivo no mercado de trabalho", diz o médico João Augusto Martins Guimarães. Boa parte da procura deles se deve à insistência ou ao pedido das mulheres. 

"Na maior parte, buscam a intervenção cirúrgica por incentivo da mulher ou namorada. Além da preocupação com a autoestima," diz o cirurgião Rubem Bottas. Mas se as mulheres querem aumentar o peito, a maior parte dos homens busca na plástica uma forma de diminuir a mama. A ginecomastia é a cirurgia mais procurada por eles. 

"Além da questão estética, ela tem a ver com a vergonha e o isolamento social que isso pode causar para o homem. Além disso, muitos casos proporcionam dor, o que torna a cirurgia funcional", diz o médico Arnaldo Almendros Mello. A segunda colocada da lista é a lipoaspiração. Procedimento pelo qual o empresário Freddy Giovani Carlotti Rocha, 35 anos, já passou duas vezes, uma em 2007 e outra em 2015. "Foi pela vaidade e pela praticidade. Com a correria do dia a dia, não sobra tempo para malhar, então a cirurgia é mais prática pelo resultado imediato." 

 

 


 

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