Diário da Região

01/06/2015 - 09h27min

Mais vítimas

Mulher de 34 anos morre com suspeita de dengue

Mais vítimas

Reprodução/Facebook Se confirmada a morte por dengue, Aline será a quinta vítima da doença em Rio Preto.
Se confirmada a morte por dengue, Aline será a quinta vítima da doença em Rio Preto.

Atualizada às 23h12

 

Aline Marques Alves Resenes, de 34 anos, internada com suspeita de dengue no hospital Ielar, morreu na manhã deste sábado, 30. Ela estava internada desde a última sexta-feira, 29, e havia passado por uma tomografia, na qual foi diagnosticada pancreatite.

O marido de Aline, Dionathas Vicente da Silva Resenes, de 29 anos, não acredita que a causa da morte da esposa tenha sido dengue, mas confirma que ela estava com suspeita da doença. "Na segunda-feira (25), ela teve muita dor na barriga e nós levamos no postinho. Lá disseram que era dengue", relata Dionathas.

Ela havia sido diagnosticada com a doença na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Caic. Desde então, as dores evoluíram e Aline precisou ser internada no Ielar na sexta-feira, 29.

No hospital, a dona de casa passou por uma tomografia e constatou-se pancreatite. No atestado de óbito, o Ielar aponta pancreatite aguda como causa da morte, segundo a família de Aline.

Se confirmada a morte por dengue, Aline será a quinta vítima em Rio Preto. As vítimas que tiveram a causa de morte já confirmada são Elias Sabbag, 56 anos, em março; Samuel Lucas Daniel de Sousa, sete meses, em abril; Sílvia Helena Maura de Oliveira, 48 anos (cuja confirmação consta no atestado de óbito). Do início de janeiro até o dia 15 de maio, Rio Preto registrou 4053 casos da doença.

 

Yuri com pai, Dionathas - morte Aline Marques Alves Resenes Yuri com pai, Dionathas, que segura atestado de óbito; no alto, Aline Marques Alves Resenes, que recebeu tratamento de dengue, mas era pancreatite

O Departamento de Vigilância Epidemiológica informou, por meio de nota, que a morte de Aline está em investigação e ainda não pode ser confirmada como provocada por dengue. Como a suspeita foi notificada no final de semana, o departamento disse que não há como confirmar a causa do óbito sem análise de exames já realizados e exames complementares feitos pelo Serviço de Verificação de Óbito do Hospital de Base.

Mais mortes confirmadas 

A Secretaria de Saúde de Rio Preto confirmou mais duas mortes por dengue neste ano: um homem de 73 anos e uma mulher de 88 anos. Com estes dois casos, a cidade chega a seis óbitos em meio a uma epidemia que ainda se mostra sem controle. Ele morreu no dia 30 de abril. Ela morreu no dia 5 de maio. 

O novo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde confirmou também mais 859 casos positivos da doença, fazendo o total de vítimas subir de 4.053 para 4.912 em 15 dias.  

As mortos já confirmados neste ano em Rio Preto são Elias Sabbag, 56 anos, o bebê Samuel Lucas Daniel de Sousa, sete meses, a dona de casa Silvia Helena Maura de Oliveira, 48 anos, e a operadora de caixa de supermercado, Brigitt Trelhas, de 34 anos. 

Além da dona de casa Aline, outro caso em investigação é o de uma idosa de 86 anos. Cecília Gomes Vieira da Silva morreu no HB e o atestado de óbito emitido pelo hospital atesta dengue, mas a Secretaria de Saúde aguarda confirmação do Instituto Adolfo Lutz. 

De acordo com o relatório da Secretaria de Saúde, Rio Preto ainda aguarda resultado de  2.509 exames de casos suspeitos da doença. 

Falaram que não era nada, era dengue

O diagnóstico tardio da dengue quase complicou a vida da vendedora Andreia Magalhães, 44 anos. Ela reclama que passou três vezes por atendimento no Hospital Austa, mas não foi lá que descobriu a doença, que foi revelada em consultório médico. "Fui três vezes ao Hospital Austa queixando de muita dor pelo corpo. Nenhum dos médicos ou enfermeiros colheram meu sangue para verificar qual era a minha doença. Tive de mudar de médico, por conta própria, para descobrir a dengue e conseguir me tratar no tempo correto", reclama a vendedora.

O medo de Andreia era ser medicada para doença errada, o que poderia afetar seu tratamento de lupus, outra doença que tem há muitos anos. "Se não fosse outra médica descobrir, só Deus sabe as consequências que poderiam acontecer comigo", comenta Andreia.

Tratada corretamente, a vendedora conseguiu se curar da dengue e retornar ao trabalho, mas ficou preocupada com a falta de atenção que recebeu de médico no hospital. A reportagem tentou contato com a direção do Hospital Austa, para falar sobre o caso, mas não recebeu retorno da direção.

 

arte_dengue rio preto ate mes maio Clique na imagem para ampliar

 

 

 

 

 

 

Colaboraram Gabriel Vital e Marco Antonio dos Santos 

 

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