Diário da Região

28/05/2015 - 00h00min

VIDA LONGA

Dona Catarina tem 105 anos de histórias para contar

VIDA LONGA

Guilherme Baffi Aposentada, que durante anos trabalhou na roça, mostra certidão de nascimento; alimentação saudável é o segredo, segundo ela
Aposentada, que durante anos trabalhou na roça, mostra certidão de nascimento; alimentação saudável é o segredo, segundo ela

Catarina Teodoro nasceu em Barra Dourada, distrito de Neves Paulista, e viu o mundo mudar completamente. Entre tantos outros acontecimentos, dona Catarina vivenciou duas Guerras Mundiais, o nazismo, a chegada da televisão no Brasil, a conquista do voto feminino, a ditadura militar, a fundação de Brasília, e o surgimento da internet e do Facebook.

Tantas mudanças aconteceram nos últimos 105 anos, mas para dona Catarina, o significado da vida sempre foi o mesmo. Nascida em 20 de maio de 1910, ela trabalhou na roça a vida inteira e criou cinco filhos - dois deles já morreram.

Ativa, dona Catarina é quem atende a porta da casa simples, no bairro Cohab 1, em Mirassol, onde mora com o filho Leonildo Evangelista, 70 anos. Quem vê essa senhora loira, magra e baixa, não imagina que ela tem 105 anos. Tímida, ela conta que, às vezes, ainda cozinha, mas já não limpa a casa. “Agora tem que pagar, né. Não consigo mais”, afirma a idosa.

Enquanto o filho trabalha como carpinteiro em um clube de Mirassol, dona Catarina passa o tempo sentada na varanda da casa, vendo televisão ou ouvindo rádio. Muito organizada, ao ser questionada sobre sua certidão de nascimento, sai em busca do “registro”, como diz. Volta, andando a passos firmes, com uma bolsa onde estão todos os seus documentos. Certidão de nascimento e Carteira de Trabalho, onde consta que a idosa nunca aprendeu a ler.

As mãos calejadas e a falta de sorriso no rosto refletem a vida sofrida, mas o brilho nos olhos mostram a alegria das conquistas. “Nossa vida foi muito difícil. Ela sempre trabalhou na roça e cuidou da casa. Muitas vezes chegamos a passar fome”, conta Leonildo.

A família morou em um sítio em Tanabi até 1979, quando se mudaram para Mirassol. Segundo Leonildo, foi depois da mudança que a vida começou a melhorar. O pai abandonou a roça e foi trabalhar como padeiro e a mãe virou dona de casa. Cerca de uma década depois de chegarem em Mirassol, dona Catarina ficou viúva. “Meu pai morreu em um acidente. Ele foi atropelado”, conta Leonildo.

Dona Catarina sempre gostou de contar histórias de sua vida. “Agora ela anda mais quieta. Acho que é porque está mais difícil conversar com ela, porque ela não ouve direito e precisamos falar bem alto”, explica o filho. Orgulhosa da idade que alcançou, dona Catarina conta que nunca bebeu nem fumou. “Acho que essa vida longa se deve à alimentação e ao sono. Apesar das dificuldades que passamos, hoje ela come bem e dorme muito bem”, afirma Leonildo.

 

arte história de vida de catarina teodoro Clique na imagem para ampliar

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