Diário da Região

30/06/2015 - 00h00min

DESCARRILAMENTO

Vítima quer reparação maior da ALL

DESCARRILAMENTO

PIERRE DUARTE Cena da tragédia de 2013
Cena da tragédia de 2013

Quase dois anos depois da tragédia no Jardim Conceição em Rio Preto, quando oito pessoas morreram vítimas do descarrilamento de vagões da América Latina Logística, o autônomo Ronaldo Wagner Batista, 44 anos, questiona na Justiça o valor pago para ele a título de indenização pela perda da mulher e da enteada, além dos ferimentos sofridos no dia do acidente.

Batista quer que a Justiça aumente o valor da indenização paga pela ALL logo após o acidente. De acordo com a ação, ele quer receber no mínimo R$ 600 mil pelos danos causados pelo acidente. Até o momento, a vítima recebeu R$ 230 mil da empresa.

Os advogados de Batista alegam que o acordo foi realizado às pressas pela empresa e que, na época, o autônomo não teve tempo nem “cabeça” para avaliar o que estava sendo acordado. “Após analisar com cautela o acordo firmado, meu cliente percebeu que o valor é baixo diante de toda a dor a que ele foi submetido”, diz o advogado.

 

Batista acidente ALL Batista alega que o acordo com a ALL foi feito às pressas e pede aumento da indenização pela perda de familiares e pelo sofrimento físico

Batista ficou 25 dias internado na Santa Casa de Rio Preto após o acidente. Ele fraturou três costelas, o dedão do pé direito e a face. No acidente, perdeu a mulher, Paula Ramos Cardoso da Silva, 36, e a enteada, Amanda Cardoso da Silva, 16.

A filha do casal, Marcela Barbosa Cardoso, 10, também estava na casa na hora da colisão e ficou internada por um dia devido a escoriações. Outro filho da mulher dele, de 19 anos, não estava no imóvel atingido no momento do acidente. Assim que saiu do hospital, Ronaldo teve que morar na casa da mãe com os filhos.

Na época, ele também acusou a empresa de não cumprir o que havia sido acordado. De acordo com ele, a empresa ofereceu uma ajuda de custo mensal no valor de R$ 5 mil enquanto ele estivesse afastado do serviço, mas estariam pagando apenas R$ 3 mil.

“Eles haviam feito um acordo com o meu advogado e se comprometeram com ajuda de custo no valor de R$ 5.670, mas depois voltaram atrás e quiseram pagar R$ 3 mil até eu conseguir voltar a trabalhar. Não aceitei, porque eles não estão cumprindo o que havia sido acordado”, disse Ronaldo em entrevista ao Diário em dezembro de 2013, um mês após a tragédia.

O acidente

No dia 24 de novembro de 2013, oito pessoas morreram, entre elas duas crianças e uma adolescente. Outras 8 pessoas ficaram feridas. De acordo com o laudo policial, o acidente foi causado pelo excesso de velocidade do trem ao passar pelo trecho urbano de Rio Preto e pela má conservação da linha férrea. Os vagões atingiram três casas no bairro.

Outro lado

Em nota enviada pela assessoria de imprensa da ALL, a empresa afirma que não foi oficialmente notificada sobre o novo processo. Diz ainda que os acordos firmados já foram integralmente pagos e contaram com a mediação e acompanhamento da Defensoria Pública de Rio Preto, por meio de uma Câmara de Conciliação, concluída em setembro de 2014.

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