Diário da Região

30/06/2015 - 00h00min

IGREJA

Bispo diz ter R$ 2 milhões para nova diocese na região

IGREJA

GUILHERME BAFFI Padres deixam a reunião com o bispo, na Casa do Clero (foto: Guilherme Baffi)
Padres deixam a reunião com o bispo, na Casa do Clero (foto: Guilherme Baffi)

A Diocese de Rio Preto tem R$ 2 milhões em caixa, dinheiro que deve ser injetado na futura Diocese de Votuporanga. A informação foi repassada pelo bispo dom Tomé Ferreira da Silva durante encontro com cerca de 120 padres na última semana. O Diário teve acesso, com exclusividade, a uma gravação do discurso do bispo.

O encontro foi convocado para que dom Tomé se explicasse sobre a sindicância em andamento no Vaticano, que o investiga por supostamente manter um relacionamento amoroso com seu ex-motorista particular e de entregar a ele dinheiro da conta bancária da Diocese. O bispo informou aos padres a movimentação financeira da Diocese para negar as acusações de que seja um “financista”.

“Nessa questão do dinheiro, eu também acho que há uma maldade muito grande, porque aqui e acolá ouço comentário que sou muito ganancioso, que eu só penso em dinheiro. Outro dia, começaram a dizer que vou aumentar as taxas das paróquias, difundindo a ideia de que o bispo é fissurado em dinheiro. Eu gosto das coisas muito transparentes na administração. O que é meu, é meu, o que é do outro, é do outro. Dinheiro da Cúria cai ali, precisa ser bem administrado. Não pode ser desperdiçado.”

Dom Tomé disse que a poupança atual da Diocese é maior do que no período em que ele assumiu o cargo, em novembro de 2012. “Por que estamos guardando esse dinheiro? Porque, se vier a ser criada a Diocese de Votuporanga, é o dinheiro que vamos passar à Diocese. (...) Eu não saberia dizer hoje qual é essa reserva. Mas está em torno de R$ 2 milhões. Para isso, não pedi nenhum dinheiro às paróquias. Pedi? Esse dinheiro foi economizado com corte de gastos.”

Segundo o bispo, caso não seja criada a nova Diocese, o dinheiro será investido em um centro pastoral em Rio Preto ou na ampliação do prédio da Cúria que, segundo dom Tomé, é acanhado e não comporta todos os funcionários.

Caridade

No discurso, o bispo também divulgou os valores amealhados na Campanha da Fraternidade dos últimos dois anos: R$ 397 mil. “Eu já disse a vocês que a Diocese tem que fazer caridade. Em 2012, quando cheguei aqui, estavam retidos no caixa da Cúria os valores da Campanha da Fraternidade R$ 72 mil. Imediatamente, pedi ao padre Jarbas (Brandini Dutra) e ao Mauro (Trevisan, então tesoureiro da Cúria) que não guardasse mais esse dinheiro, que fosse enviado a quem é de direito. (...) Um bispo que faz isso é financista?”, disse.

Conforme o Diário divulgou no domingo, dom Tomé também negou as acusações de ter mantido um relacionamento amoroso com seu ex-motorista e de ter entregue a ele quantias em dinheiro. “Esses dois pecados eu não cometi. (...) Se eu morresse hoje, morro tranquilo, sabendo que não fiz, não realizei nenhuma dessas acusações.”

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