Diário da Região

10/06/2015 - 00h00min

Mães maduras

Depois dos 35, o primeiro filho

Mães maduras

Johnny Torres Melissa, 37 anos, é mãe de Leonardo e está grávida de novo
Melissa, 37 anos, é mãe de Leonardo e está grávida de novo

Nos últimos dez anos, o percentual de mães maduras ultrapassou o de mães jovens - com idade inferior a 19 anos - e se tornou segunda faixa etária que mais tem filhos no município. Os dados da Secretaria de Saúde de Rio Preto mostram que houve uma inversão. Em 2006, foram 711 nascimentos de filhos de mães com até 19 anos de idade, o que representou 15% do total de partos. Já as mães com mais de 35 anos tiveram 510 bebês, o que representou 10% dos partos.

No ano passado, a quantidade de mães jovens caiu para 646 (11% do total), enquanto a de maduras saltou para 880 (15%). Neste ano, até junho, a diferença foi ainda maior: 230 (10%) mães de até 19 anos para 364 (17%) acima dos 35 anos. A liderança do ranking continua na faixa etária de 20 a 34 anos.

Dedicação à carreira, estabilidade financeira e amorosa estão entre os principais fatores que têm feito as mulheres optar por uma gestação mais tardia. “Nos dias atuais, as mulheres estão procurando mercado de trabalho. Querem se profissionalizar primeiro e depois pensam em ter filhos. Vejo isso pelas minhas pacientes. A média de idade delas hoje é acima dos 36 anos”, explica o especialista em reprodução humana assistida, Edilberto de Araújo Filho, do Centro de Reprodução Humana de Rio Preto.

Foi o que aconteceu com a rio-pretense Melissa Marques Alves, 37 anos. Há dois anos, depois de seis anos de casamento, ela resolveu ter um filho. Isso tudo depois de ter se dedicado à carreira profissional e ter trabalhado fora de Rio Preto. “Primeiro viajei, trabalhei fora, estudei. Sempre quis ser mãe, mas esperei o momento certo, quando estava com a vida estabilizada. Foi a melhor coisa que eu fiz”, explica.

Depois de todo o planejamento, Leonardo nasceu no dia 12 de dezembro de 2012. Hoje ele tem 2 anos de idade e no final do ano terá uma irmã ou irmão. Isso porque Melissa quis ter outro filho e engrossar ainda mais a estatística de nascimento de filhos de mães com mais de 35 anos. “Hoje é preciso ter planejamento. É bom para o conforto dos pais e do próprio filho.”

Quem também pensou no bem-estar é a propagandista Valéria Justino Marcon Gonçalves, 36 anos. Ela e o marido, que tem 33 anos, primeiro conquistaram bens materiais, como casa e carro, fizeram viagens para só depois se dedicar ao aumento da família.

“Demorei um pouco para ter filho por conta do trabalho. É preciso ter uma boa condição financeira para dar também uma vida boa para minha filha. Depois também aproveitamos um pouco nosso casamento, viajamos, para agora podermos nos dedicar à Maria Luiza”, disse.

Dificuldade

Após os 35 anos de idade, as chances de engravidar diminuem, por isso algumas mulheres precisam recorrer ao método de reprodução assistida, como o caso de Valéria. “Fui deixando para depois e quando tentei ficou mais difícil, por isso tive de procurar auxílio médico”, disse. “As mulheres não produzem novos óvulos, eles envelhecem com elas ao longo da vida, por isso vai ficando mais difícil engravidar”, afirma o doutor Edilberto Filho.

 

Surpresas quanto ao bebê na gravidez tardia

Se por um lado a gravidez após os 35 anos proporciona melhor qualidade de vida aos pais e ao filho, a dificuldade de engravidar e os riscos de um problema genético no bebê também aumentam. A geneticista Eny Maria Goloni Bertollo, professora da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), explica que após os 35 anos de idade aumentam as chances de erro na divisão dos cromossomos, processo chamado de meiose. Essas falhas podem dar origem a defeitos genéticos, como a síndrome de down - quando o indivíduo tem um cromossomo 21 a mais - ou a síndrome de Turner, quando a mulher tem perda parcial ou total de um cromossomo X.

“Com qualquer casal existe a chance de acontecer esse erro genético. O risco é de 2% a 5% normalmente. Conforme vai aumentando a idade, essas chances aumentam. Quando a mulher tem 35 anos, os riscos são de 7% e aumentam cerca de 2% a cada ano que passa. No caso dos homens, esses erros no material genético começam a aparecer após os 55 anos”, explica a especialista.

 

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