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Um segundo. Provavelmente levará mais tempo que isso para que você leia essa frase inteira. Aparentemente insignificante, esse pode ser o tempo que separa um atleta da vitória, um espetáculo do fracasso, ou até a vida da morte. Hoje, o dia terá um segundo a mais. Isso porque todos os relógios do mundo precisarão ser atrasados em, exatamente, um segundo. O motivo: ajustar o Tempo Atômico Internacional (TAI) à rotação do planeta Terra.

O chefe do Serviço de Geração e Disseminação da Hora do Observatório Nacional, Mário Fittipaldi, responsável pela hora exata no Brasil, explica que isso acontece porque a velocidade de rotação do planeta Terra registra variações. O relógios, no entanto, mantêm a hora exata. “O movimento de rotação da Terra não é regular devido aos efeitos da gravidade do Sol, da Lua e dos outros planetas. Isso provoca uma variação no comportamento da rotação da Terra. Esse comportamento, quando acumula um segundo, nós precisamos tirá-lo de todos os relógios atômicos”, diz Fittipaldi.

Para que seja feito o ajuste, quando o relógio oficial do meridiano de Greenwich marcar 23h59m59s, o último segundo será “dobrado” e só então o relógio passará para às 0h00m00s do dia 1º de julho. Devido ao fuso horário, no Brasil o ajuste será feito três horas antes.

Fittipaldi ressalta que, se não for ajustado, esse segundo pode causar um grande problema, principalmente nos sistemas informatizados. “Isso pode gerar alguma confusão. Se o sistema não tiver a previsão de fazer esse ajuste automaticamente, ele pode travar, se for necessária certa precisão. Por exemplo, na Bolsa de Valores, um segundo faz muita diferença nas transações financeiras”, explica.

O professor Adriano Cansian, do Departamento de Ciência e Computação do Ibilce/Unesp, explica que uma pane geral em sistemas como os bancários será pouco provável. “Estes sistemas importantes se preparam com muita antecedência e passam por testes rigorosos. Entretanto, sistemas que não foram devidamente testados podem, sim, passar por algum problema específico”, afirma.

A preocupação é real no mercado financeiro. Operadores e Bolsas de Valores se preparam para essa mudança no tempo que se assemelha ao bug do milênio. Como as operações financeiras são feitas em frações de segundos por computadores superpotentes, as Bolsas de Valores do mundo todo estão adotando medidas para “driblar” a mudança no tempo: mercados americanos, por exemplo, deverão reduzir as negociações perto do horário da introdução do segundo intercalado.

A última correção do chamado “Segundo Intercalado” ou “Leap Second” aconteceu em 31 de dezembro de 2012, mas o intervalo não é regular. Esse tipo de ajuste acontece desde 1972 e a de hoje será a 36ª correção do Tempo Universal Coordenado (UTC).

 

montaria em touro

Pode ser muito

Não é apenas no mercado financeiro que um segundo pode fazer diferença. O caubói rio-pretense Edmilson Gonçalves ficou em primeiro lugar em um torneio em Americana (SP) com uma vantagem de pouco mais de um segundo em relação ao seu oponente. Ele permaneceu cinco segundos sobre o touro Bipolar, enquanto o rival ficou apenas 3.2 segundos sobre o touro Black Star.

Em uma orquestra, um segundo pode ser a diferença entre uma execução espetacular e um desastre. “Um segundo na execução de uma orquestra pode ser algo negativo, podendo destruir uma obra inteira, como também pode representar um ponto máximo da força de execução da orquestra”, explica o maestro Paulo de Tarso, da Orquestra Filarmônica de Rio Preto.

Esse tempo aparentemente insignificante pode ser a linha tênue entre a vida e a morte. Para o técnico de enfermagem e guarda-vidas Eliezer Sousa, um segundo é precioso. “Um segundo faz diferença na ressuscitação cardiopulmonar, principalmente por causa do tempo de reação e resposta”.

São três metros no nado

As nadadoras Anna Carolina da Silva Rosati, de 14 anos, e Andressa Carla Simião Sango, de 20 anos, que competem pela unidade de Rio Preto do Sesi São Paulo, sabem bem a diferença que um segundo pode fazer. Anna ficou em quarto lugar no Campeonato Brasileiro Infantil, 100 metros livres. Ela só ficou de fora do pódio por uma diferença de nove centésimos em relação à terceira colocada. "Um segundo é muita coisa pra gente", disse a nadadora.

Andressa também ficou em quarto lugar em uma competição. A diferença dela para a primeira colocada foi de apenas um segundo. “Dá pra perder ou ganhar até um índice olímpico por um segundo”, afirma Andressa. “Em natação, um segundo representa, em média, três metros”, explica o técnico João Eduardo Alampe, responsável pelo treinamento das meninas.

(Colaborou Gabriel Vital)

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