Diário da Região

08/10/2015 - 16h50min

Julgamento

Semeghini pede desculpas por ter matado a mulher

Julgamento

Allan de Abreu Hélio Maldonado, pai de Simone, acompanha o julgamento do assassino da filha. (Foto: Allan de Abreu)
Hélio Maldonado, pai de Simone, acompanha o julgamento do assassino da filha. (Foto: Allan de Abreu)

Durante depoimento pelo assassinato da mulher, Simone Maldonato,  Luiz Henrique Semeghini pediu desculpas aos pais e familiares dela, que acompanham o julgamento do médico nesta quinta-feira, dia 8, em Fernandópolis. O crime aconteceu há 15 anos e só agora o médico, que é réu confesso, está sendo submetido a  juri popular. 

Durante seu depoimento, Semeghini também caiu em contradição. No depoimento dele à polícia na época do crime, ele disse que, durante o baile onde eles estavam antes de o homicídio acontecer, Simone teria conversado com vários homens. 

Mas hoje, durante o seu depoimento ao juiz e aos jurados, ele afirmou que ela conversou apenas com amigos da filha, que na época tinha 13 anos. 

Ele contou que bebeu pouco durante o baile e que, assim que chegaram em casa, começaram a discutir. Segundo ele, Simone teria, então dito: "Estou cansada dessa vidinha. Eu fui no baile para ver o amor da minha vida. Não me produzi para você", disse ele em seu depoimento.

Depois disso os dois teriam entrado em luta corporal e ele atirou contra ela. 

Após o depoimento de Semeghini os advogados de defesa travou um bate boca com o assistente da acusação, Fernando Jacob. "Não ria. Falta-lhe algo básico, que é respeito e caráter", disse Toron ao assistente da acusação. 

Jacob respondeu e afirmou que Toron é  "um fujão". Falando sobre o não comparecimento do advogado no último juri, que foi adiado.

Na sequência o promotor Fernando César de Paula começou seu discurso dizendo "fico imaginando o seu Hélio (pai de Simone), vendo a filha morta. Foi ele o primeiro a dar um banho nela quando nasceu, pra ver o genro dar um banho de sangue nela", disse.

"A Simone foi desgraçada, condenada a morte sem chance de defesa. É leviano testemunhas virem aqui trazerem fofocas. Agora se cogita da vítima ser até prostituta", disse sobre os depoimentos das testemunhas de acusação que disseram que "teriam ouvido falar que Simone teria um amante", porém, nenhum deles apresentou provas sobre tal fato.

Início

Por volta das 8h30, cerca de 150 pessoas já faziam fila em frente ao Fórum para acompanhar o julgamento. O Salão do Júri tem capacidade para cem pessoas.

Após polêmicas e diversas manobras protelatórias, a expectativa da família é de que Semeghini seja condenado pelo assassinato de Simone. "Esperamos que o júri aconteça e que haja a condenação. É a única hipótese plausível. Assim poderemos ter paz nas nossas vidas", disse Ralph Maldonado, irmão da vítima.

Alberto Zacharias Toron, advogado de Semeghini, chegou ao Fórum por volta das 8h30 e não quis falar com a imprensa. Quinze jurados foram convocados, dos quais sete foram sorteados pelo juiz Vinicius Castrequini Bufulin para participar do júri. Os jurados são seis mulheres e um homem.

Entenda o caso

Semeghini será julgado por homicídio qualificado (uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima). Em 2008, ele foi condenado a 16 anos de reclusão pelo crime, mas o júri foi anulado pelo Tribunal de Justiça (TJ).

Desde então, outras duas tentativas de realizar o júri foram fracassadas: em janeiro de 2014, devido a uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), e em agosto último, quando o advogado do médico não compareceu ao julgamento.

Na última segunda-feira, o TJ negou três pedidos de Toron para que o juiz do caso fosse substituído, recursos chamados “exceção de suspeição”. O mesmo Tribunal havia negado liminar para retirar o julgamento de Fernandópolis. O mérito do pedido não foi julgado. Há ainda um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo que seja retirada a qualificação do homicídio. Nenhum dos dois recursos deve ser julgado até o júri.

Colaborou Gabriel Vital

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