Diário da Região

08/10/2015 - 16h42min

Criptococose

Agente de saúde está internado com doença do pombo

Criptococose

Sergio Isso Orelhões em frente ao Fórum de Rio Preto tomados por fezes de pombos
Orelhões em frente ao Fórum de Rio Preto tomados por fezes de pombos

Atualizado às 22h40

 

Um agente de saúde da Prefeitura de Rio Preto está internado no Hospital de Base (HB) com criptococose - conhecida como doença do pombo. I.A.C., 31 anos, está no quarto e seu estado de saúde é estável. O paciente deu entrada no HB no último dia 2 com os sintomas da doença, entre os quais, perda parcial da visão. Transmitida pelo fungo Criptococus neofarmans, encontrado nas fezes destas aves, a doença é contraída por vias aéreas.

Em geral, a criptococose ataca pessoas que estão com a imunidade baixa. Os principais sintomas são: dor no peito, rigidez na nuca, suores noturnos, confusão mental, alterações de visão, corrimento nasal, espirros, dor de cabeça, vômitos, febre, fraqueza, perda da fala e da coordenação motora. Concursado da Prefeitura desde maio deste ano, I.A.C. trabalha como agente de saúde e, entre suas atribuições, está a limpeza de imóveis. A reportagem apurou que dias antes de ser internado, ele participou da limpeza de uma casa no bairro Eldorado.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Rogério Vinicius dos Santos, critica a falta de uniformes especiais e equipamentos de segurança para os agentes de saúde. Os uniformes são de algodão, o que, segundo ele, não impede que o veneno (usado no combate a dengue) tenha contato com o corpo do agente. Ele ainda afirma que as botas não são adequadas e que os uniformes deveriam ser lavados pela própria Secretaria para evitar que outras roupas dos familiares dos profissionais sejam contaminadas. "Faltam EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e isso já foi discuto pelo Conselho. Tem agente que também não está recebendo o adicional de insalubridade", afirmou.

Os familiares de I.A.C. não foram localizados para falar sobre o assunto. A assessoria de imprensa do HB afirmou que o paciente não autorizou a divulgação de informações e quadro clínico. Por isso, não informou quando ele contraiu a doença. A Secretaria de Saúde de Rio Preto se limitou a informar que o agente não contraiu a doença no trabalho. A assessoria da pasta se negou a responder sobre quais EPIs os agentes de saúde recebem para trabalho de campo. 

Criptococose já matou 26 pessoas na cidade

Não é de hoje que Rio Preto tem problemas com pombos e as doenças transmitidas por essa ave. Nos últimos 13 anos a criptococose provocou a morte de 26 pessoas no município, segundo Dados do Datasus, banco de dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Pelas ruas cidade, principalmente na região Central, as fezes dos pombos são facilmente encontradas. Nas imediações do Fórum, por exemplos, o chão e os orelhões estão repleto delas.

O mesmo acontece na praça Rui Barbosa, assim como outros espaços públicos em diversas parte da cidade. O Centro Regional de Eventos é outro exemplo. A estrutura da cobertura do ginásio está repleto de pombos. Essa aves também invadiram a praça de alimentação do Palácio dos Camelôs, no piso superior da rodoviária de Rio Preto. Comerciantes e frequentadores estão incomodados. Reclamações também são feitas por quem tem comércio no Shopping HB, localizado próximo ao Hospital de Base. Dezenas de pombos permanecem no local dia e noite em busca de alimentos.

Para piorar, especialistas afirmam que o risco de transmissão da doença é potencializado em períodos de tempo seco, como ocorre atualmente em Rio Preto. No mês passado, a umidade relativa do ar chegou a 17%. Nesta quinta-feira, 8, ficou em 37% e a temperatura chegou aos 37ºC. Para diminuir a população dessas aves, até a Câmara de Vereadores agiu. A lei municipal 7.428, de 19 de abril de 1.999, proíbe a alimentação de pombos em vias públicas. 


Colaborou Victor Souza

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