Diário da Região

06/11/2015 - 00h00min

Guerreira

A história de Isabelle

Guerreira

Hamilton Pavam Isabelle se locomove por meio de cadeira de rodas
Isabelle se locomove por meio de cadeira de rodas

Aos cinco anos, Isabelle não sonha ser modelo. Diz que não gosta de flashes e dificilmente sorri para fotos. Mas na última semana, brilhou enquanto desfilava na passarela em evento da AACD. Os passos da garota, lentos e com ajuda de um aparelho colocado nas pernas e um andador, significam conquista imensa para a pequena e para a família. Foi um dos prêmios da longa caminhada que teve início quando ela nasceu.

A imagem dela, ao lado da fisioterapeuta Priscila Barbosa, estampada na última quinta-feira na capa do Diário despertou o interesse dos leitores, que enviaram dezenas de mensagens querendo conhecer a história da menina. Na plateia, os pais, Juliana e Aristides, tiveram que se esforçar para segurar as lágrimas. É que chegaram a receber dos médicos a notícia de que perderiam a filha.

“Ficou em coma, inerte por 15 dias, teve convulsões. Os médicos me disseram que ela não sobreviveria, que não acreditavam pela complexidade dos procedimentos. Por três vezes, prepararam o atestado de óbito. Nós nos apegamos a Deus para passar por tudo isso”, conta Juliana Alves Carneiro Mello, 31 anos.

 

garota desfile AACD_Isabelle 6 Imagem de Isabelle desfilando com andador emocionou leitores e internautas

“A participação dela no evento foi uma grande vitória. Coroou um ano repleto de conquistas e evoluções”, diz a mãe. Nos últimos tempos, viu a filha aprender a comer sozinha, a falar, a ir para a escola e a andar. Grandes feitos, considerando tudo o que a menina já enfrentou. Ao todo, foram 22 cirurgias, incluindo oito para implantes de válvulas na cabeça.

“Não deixa que corte o cabelo dela. Creio que seja pelas várias cirurgias na cabeça, em que teve que raspar. Depois da última operação, não deixou mais cortar.” Entre os vários procedimentos, passou cirurgias para colocar o fêmur no lugar.

É que Isabelle nasceu com mielomeningocele, uma má formação da coluna vertebral. Fez cirurgia para a correção, mas acabou perdendo parte dos movimentos e da sensibilidade do quadril para baixo. Acabou adquirindo hidrocefalia, que é o aumento anormal de líquido no crânio, por isso a necessidade da válvula.

Nada disso impede a menina de viver bem. Vai à escola, tem amigos, gosta de maquiagem, brinca de boneca e tem personagens preferidos, como a Minnie e princesas. Também é fã de novelas cujos protagonistas são crianças. “Chiquititas, Chiquititas”, gritou ao ouvir o nome da novela.

E como toda criança, não deixa de fazer arte. Enquanto a mãe dava entrevista, caminhou pelo setor de fisioterapia e fez desenhos em um espelho que fica em frente às barras de apoio para andar. Essa princesa pode fazer muita arte, tem crédito de sobra.

 

 

garota desfile AACD_Isabelle 2 Isabelle com a fisioterapeuta Priscila Barbosa e a irmã, Larissa, 8 anos

Evento

O evento AACDesfile, em que Isabelle participou junto com Priscila, foi realizado na última quinta-feira, dia 29 de outubro, para arrecadar recursos para a instituição, que cuida de crianças com alguma deficiência.

 

Mãe abriu mão da profissão

A vida da família Mello mudou completamente há cinco anos. Juliana tinha uma microempresa e abriu mão da profissão para cuidar em tempo integral da filha mais nova.

Dessa forma, consegue levar a menina em todos os tratamentos. A fisioterapia ocupa três dias da semana. Além da AACD, Isabelle também faz exercícios motores na rede Lucy Montoro. Sempre acompanhada pela irmã, Larissa, 8 anos. Ambas frequentam escola municipal no período da tarde.

 

garota desfile AACD_Isabelle 3 Isabelle durante tratamento

“Brincam, brigam, como todo irmão. Isabelle é uma criança de gênio forte. Quando emburra e diz que não vai fazer alguma coisa, é difícil ser convencida do contrário.” O pai, Aristides, é técnico em enfermagem e nesse ano vai se formar em direito.

 

Para andar, ela precisa de muito esforço

“Gosto muito de andar, mas prefiro ficar na cadeira”, diz Isabelle. A preferência pela cadeira tem motivo. Para dar alguns passos, ela precisa de grande esforço.

Um tutor, aparelho de ferro preso às pernas e um andador ajudam a menina a ter firmeza e confiança. O problema é o peso da peça. “Serve para sustentar o peso do corpo pelos membros inferiores. Mas provoca cansaço”, diz a fisioterapeuta Priscila Barbosa.

 

garota desfile AACD_Isabelle 4 Isabelle faz exercício na barra

Segundo ela, é importante que Isabelle continue insistindo e utilizando a peça. Andar ajuda a evitar enfermidades ocasionadas por ficar muito tempo sentada e melhora a resistência.

“Ela faz a marcha domiciliar, porque precisa de ambientes estáveis, sem obstáculos. O treino vai fazer com que melhore e ganhe mais segurança. Mas só de dar alguns passos já é uma conquista grande.” 

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