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19/09/2015 - 00h00min

SAÚDE

Hospital do Câncer cancela 1,5 mil cirurgias

SAÚDE

Divulgação Os dois dos quatro centros cirúrgicos de Jales que estão parados
Os dois dos quatro centros cirúrgicos de Jales que estão parados

Há seis meses sem receber verba do governo do Estado de São Paulo, a unidade de Jales do Hospital do Câncer de Barretos já deixou de realizar 1,5 mil cirurgias. Entre janeiro e junho, o Estado deixou de repassar R$ 24 milhões à instituição. Para manter o funcionamento das unidades de Jales e Barretos, a administração recorreu a um empréstimo bancário de R$ 30 milhões.

O empréstimo não é suficiente. No hospital de Jales, dois dos quatro centros cirúrgicos estão parados, o que representa 250 cirurgias a menos por mês. Prejuízo para pacientes que sofrem de câncer e necessitam da operação, na maioria dos casos com urgência.

“O povo está morrendo na fila. Temos dois centros cirúrgicos sem funcionar por falta de verba e por conta da burocracia. Ninguém vê isso”, afirmou Henrique Prata, diretor-geral do hospital.

Referência em tratamento de câncer com 5 mil atendimentos por dia, o hospital custa por mês R$ 27 milhões, somando todas as unidades. O Estado repassa R$ 4 milhões, o restante vem do SUS e doações.

O problema é que esses R$ 4 milhões não chegam desde janeiro. “É uma guerra fiscal do Estado com a União. O Governo Federal fala que está com o Estado e o Estado diz que está com o Governo Federal. Enquanto isso, estamos pagando R$ 600 mil mensais de juros desnecessários para o banco.”

Dos R$ 4 milhões, R$ 1 milhão são repassados à unidade de Jales. O valor corresponde a 33% dos custos da manutenção do hospital, que é de R$ 3 milhões, mensais. Por isso, a instituição - que atende mil pacientes por dia- é a mais prejudicada.

O diretor-geral do hospital afirmou que além das 250 cirurgias por mês que não estão sendo realizadas, a fila para esse tipo de procedimento está maior. “Está demorando de 30 a 40 dias a mais”, disse.

Começou a pagar

A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que está regularizando a situação com o hospital. Segundo a pasta, em julho voltou a fazer os repasses e vai pagar duas parcelas por mês até quitar o que não foi pago desde o início do ano. Os primeiros créditos foram debitados no dia 25 de julho via depósito bancário. A Saúde afirmou que o problema está relacionado à demora na elaboração do contrato com o hospital.

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