Diário da Região

22/09/2015 - 00h00min

'Eu no Mundo'

Onde a vida real parece fantasia

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Arquivo Pessoal Julice fazendo o que mais gosta: explorar a terra que escolheu para viver
Julice fazendo o que mais gosta: explorar a terra que escolheu para viver

Assim que chegou a Nova Zelândia, a rio-pretense Julice Rodrigues, 25 anos, ouviu falar de um tipo de comércio chamado “trust box”, caixa da confiança, em português. Não acreditou. Segundo a história, alguns comerciantes deixam produtos em algum ponto na rua, com a indicação do preço e uma caixa ao lado. Os fregueses pegam o que precisam e deixam o dinheiro correspondente na caixa. Tudo sem nenhum tipo de fiscalização nem ninguém para intermediar.

“Eu não acreditava até ver uma. E isso acontece com uma frequência bem grande. Seja água em pista de caminhada, flores, frutas. Eles confiam de verdade nas pessoas. Ninguém rouba.” Detalhes como esses fizeram com que ela, criada no Jardim Ouro Verde, em Rio Preto, se apaixonasse pelo país da Oceania. Há dois anos no local, não pensa em voltar tão cedo.

 

NOVAZELANDIA4_Julice2 Julice Rodrigues, 25 anos, é barista trainer em Auckland, na Nova Zelândia

Julice saiu do Brasil em 2011. Com 21 anos, foi para a Austrália estudar inglês. O irmão já morava lá. Permaneceu por pouco mais de um ano em Adelaide. “Apaixonei-me por esse canto do mundo e quando tive a oportunidade de vir de novo, escolhi a Nova Zelândia. Sempre ouvi maravilhas sobre o país. E é melhor do que eu imaginava, me conquistou.”

Mora em Auckland, cidade que concentra quase um terço de toda a população do país. Mas a capital neozelandesa é Wellington. Mora com o parceiro, o catarinense Pedro Mroninski, 21 anos, em uma casa perto do centro da cidade. São dois dos 5,6 mil brasileiros no país. Ela trabalha como barista trainer em uma das unidades da Starbucks.

A forma com que eles encaram o trabalho também encantou Julice, pois permite flexibilidade e qualidade de vida. “O salário mínimo (aproximadamente R$ 3 mil) aqui permite viver em um padrão de vida semelhante à classe média brasileira. Como o pagamento é por hora, as pessoas não sentem necessidade de trabalhar mais do que 30 horas por semana, o que dá mais tempo para estudar ou relaxar.”

Quase toda a família mora em Rio Preto. Desde que chegou ao país, não voltou para o Brasil. “Pretendo fazer visitas a cada um ano e meio, mas esse ano não tive como ir.” Por enquanto, o contato é feito por meio das tecnologias e redes sociais. O grande empecilho é o fuso horário, que apresenta nove horas de diferença. “A tecnologia é uma bênção, pois posso mandar mensagem, ligar, chamar por vídeo. Dá pra ver e ouvir a voz dos meus pais.”

Essa forma de contato deve ser utilizada por um bom tempo. É que Julice não pretende voltar tão breve. Acabou de entrar na universidade. Faz curso de comércio e logística com ênfase em contabilidade e se forma em 2018. “O que costumo dizer quando me perguntam é que irei aonde as oportunidades me levarem.”

 

nova zelândia - Pedro e Julice Ela com o companheiro, o também brasileiro Pedro e em um dos pontos turísticos de Auckland

Seguindo esse lema, Julice tem ido a lugares com belas paisagens. Depois da Austrália, onde conheceu Pedro, voltou com ele para o Brasil e foram morar em Florianópolis. Depois, fizeram uma breve parada em Rio Preto e foram para Nova Zelândia. “Qualquer lugar daqui é deslumbrante.”

Ela gosta dos parques, onde os moradores se reúnem para churrascos aos fins de semana (as churrasqueiras são de uso gratuito) e para momentos de relaxamento durante a semana. No meio do dia ou em horário de almoço, é comum ver trabalhadores dando uma pausa para um cochilo ou para ler livros no parque.

Auckland também se destaca pela grande quantidade de eventos grátis. Feirinhas, cinema, shows, galerias de arte e museus são alguns exemplos. A diversidade cultural também chama a atenção.

“Tem gente de vários países do mundo. Isso interfere muito no jeito que a cidade funciona. Os neozelandeses não medem esforço para ajudar, principalmente quando percebem que você é de fora. São bem amigáveis.”

A alimentação do país é bastante variada, possibilitando experimentar comidas de vários cantos do mundo. Como a tradicional mistura da cozinha britânica com a indígena (dos maoris, nativos do lugar). “Usam bastante fogo de chão. Valorizam o queijo. São vários e vários tipos por aqui. Mas sinto falta de feijão e do milho de espiga, pois o daqui é mais doce.”

 

 

 

 

Auckland, Nova Zelândia

  • Continente: Oceania
  • Habitantes: 1,3 milhão
  • Brasileiros no país: 5,6 mil
  • Distância de Rio Preto: 12 mil quilômetros
  • Fuso horário: 15 horas na frente
  • Duração do voo: 22 horas
  • Passagem: R$ 4,7 mil
  • Moeda: dólar neozelandês
  • Religião: protestante

 

Curiosidades:

  • como é formado por duas ilhas principais, o país fica isolado. O vizinho mais próximo, a Austrália, fica a 2 mil quilômetros de distância.
  • também pelo isolamento, o país não tinha mamíferos até a colonização. As aves predominam na ilha. Uma delas, o kiwi (que não voa), é o símbolo neozelandês.
  • com a introdução de predadores não naturais, o kiwi corre risco de extinção. Para evitar, o governo do país investiu R$ 25 milhões.
  • a refeição principal do dia na Nova Zelândia é o café da manhã. No cardápio, bacon, salsichas, ovos fritos, omelete, batatas fritas ou assadas são opções comuns. No almoço, costuma-se apenas lanchar.

 

Não deixe de... conhecer:

  • o parque Nacional de Tongariro, onde foram gravadas algumas cenas do filme “O Senhor dos Anéis”.
  • vulcões adormecidos. No topo de alguns, é possível ver boa parte da cidade de Auckland.

Não deixe de... provar:

  • kumara, espécie de batata doce neozelandesa, servida assada ou como purê.
  • hangi, refeição em que os alimentos são cozidos enterrados na terra. O método vem dos índios neozelandeses (maoris). O mais tradicional leva carne de porco, cordeiro e frango com vegetais.

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