Diário da Região

12/02/2016 - 00h00min

OS CÃES DA MODA

Filmes influenciam na escolha de animais

OS CÃES DA MODA

Mara Sousa Anilton Cézar dos Santos com seus dois cães da raça spitz alemão, conhecida também como Lulu da Pomerânia (Foto: Mara Sousa)
Anilton Cézar dos Santos com seus dois cães da raça spitz alemão, conhecida também como Lulu da Pomerânia (Foto: Mara Sousa)

O cãozinho Armani e a mãe dele, Dolce, transitam tranquilamente pelo salão do cabeleireiro Anilton Cézar dos Santos, 41 anos. Os animaizinhos não se incomodam com os clientes, que já os conhecem pelos nomes. “São muito carinhosos. Todo mundo que chega aqui quer pegar. Tem gente que tem vontade de comprar, mas eu não vendo. Já peguei amor nos bichinhos”, diz Anilton.

Dolce está com o cabeleireiro há seis anos, desde que Anilton ganhou a cachorrinha de um amigo, quando ela ainda era um filhote. Dolce cresceu e deu cria. Teve dois filhotes. Um deles, Anilton doou, o outro (Armani) pegou para si.

Os dois cãezinhos do cabeleireiro são da raça spitz alemão, conhecida também como Lulu da Pomerânia, uma das mais populares atualmente. Pequenos e tranquilos, cães desta raça podem custar de R$ 2 mil a R$ 12 mil. O preço varia de acordo com o sexo e a pelagem do animal.

O veterinário Fábio Maciel da Silva (Fã do Bicho) diz que a preferência dos compradores é pelas fêmeas da raça. “Já tive cliente que pagou R$ 8 mil em um spitz alemão, e ainda foi buscar em São Paulo”, afirmou. Segundo Fábio, além do spitz, outras três raças de cães figuram no topo das mais procuradas atualmente: shihtzu, buldogue francês e maltês.

O que as quatro raças têm em comum é que todos são cães de pequeno porte, ideais para ser criados em apartamentos e casas pequenas. “O cachorro pequeno não requer tanto espaço e não precisa sair muito para passear. Então, as pessoas optam por cães pequenos que podem ficar em casa e fazem menos sujeira, porque comem menos”, explicou o veterinário.

Mas nem sempre essas raças menores estiveram na moda. Nos anos de 1990, as pessoas escolhiam cães maiores, como o dálmata, fila brasileiro, husky siberiano e são bernardo.

Outra raça que foi popular e hoje quase não é vista é o doberman, que esteve em alta nos anos de 1970 e 1980. A popularidade da raça caiu depois que começaram a circular mitos, como o que dizia que a cabeça do animal era muito pequena para o cérebro, e isso o deixava agressivo.

Para o veterinário, os hábitos de quem adota um cachorro influencia na escolha do animal. Por estar mais apegados aos bichos, quem compra um cão, geralmente opta por raças mais delicadas. “Antigamente, as pessoas tinham aquela cultura que cachorro deveria ficar no quintal, comendo restos de comida. Hoje, por exemplo, e u vendo ração que um quilo e meio custa R$ 80”, diz.

Mas ter um cão da moda não significa gastar muito. Anilton, com seus dois cães da raça spitz alemão, diz que gasta cerca de R$ 200 por mês com os bichinhos, incluindo ração e banhos no pet shop. “É porque eles comem pouco. Eu compro um quilo de ração e dura muito tempo”, afirma.

 

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Cuidados

No entanto, além dos gastos corriqueiros, quem pretende adotar ou comprar um cachorro, seja ele da moda ou não, precisa prever os gastos sazonais que pode ter com o animalzinho.

“A pessoa tem que analisar se vai poder disponibilizar uma parte do orçamento para gastar com esse animal, que precisa de vacina anualmente e de vermifugação. Saber que, se vai viajar, terá que deixar o cãozinho em um hotel para cães, ou procurar um hotel que aceite animais para poder levar o cachorro na viagem”,  explica o veterinário.

 

Filmes influenciam na escolha de animais

Ao longo dos anos, várias raças de cachorros estiveram entre as mais populares. Algumas praticamente não existem mais no Brasil, como o pequinês. Originário da China, o cãozinho foi moda nos anos de 1970, no entanto, devido ao cruzamento de raças, o pequinês entrou em extinção e hoje é raro no Brasil. O mais próximo dessa raça é o shihtzu, resultado do cruzamento de cães da raça lhasa com pequinês.

Outros animais foram famosos em determinados períodos devido aos filmes, que influenciaram as pessoas, fazendo com que determinadas raças entrassem na moda. Um exemplo foram os dálmatas, raça que se popularizou nos anos de 1990 depois que a Disney lançou, em 1991, o filme 101 Dálmatas.

Outra raça que se popularizou nos anos de 1990 foi o são bernardo, devido ao filme Beethoven, lançado em 1992 pela Universal Pictures. O longa era uma comédia que trazia como personagem central um são bernardo, chamado Beethoven.

O motivo da popularização da raça collie também foi o cinema. Considerada a “cadela mais famosa do mundo”, Lessie, uma cachorrinha collie, protagonizou seu primeiro filme em 1943. O segundo filme foi em 1951 e, em 1954, estreou uma série de TV, que permaneceu no ar até 1973.

Uma segunda série protagonizada por Lessie voltou ao ar em 1980, década em que os cães da raça collie se tornaram famosos. Atualmente, por não haver tantas referências no cinema, as pessoas buscam no cão um espelho do dono, além de um companheiro, que faça parte do cotidiano da família.

“A gente vive uma época de busca pelo bem-estar, que as pessoas frequentam academia, buscam uma vida saudável. Então, os donos querem ver o bichinho saudável, bonito, bem tratado. Por isso, acabam escolhendo as raças pequenas, para ter mais contato ainda com o animal”, explica o veterinário Fábio Maciel da Silva. 

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