Diário da Região

12/07/2016 - 00h00min

MORADIA PRECÁRIA

Juiz manda Prefeitura tirar crianças de favela

MORADIA PRECÁRIA

Johnny Torres A partir da esquerda: Monik, Henrique, Victor e Ana Clara brincam em barracos de favela da Vila Itália. (Foto: Johnny Torres)
A partir da esquerda: Monik, Henrique, Victor e Ana Clara brincam em barracos de favela da Vila Itália. (Foto: Johnny Torres)

O juiz da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, determinou que a Prefeitura de Rio Preto pague aluguel ou alojamento adequado às famílias que estão com crianças e adolescentes morando na favela do Vila Itália, zona oeste.

Na decisão, publicada no final da tarde desta segunda-feira, dia 11, o juiz dá prazo de dez dias para o município começar a cumprir o que foi determinado, sob pena de multa. O valor da penalidade será definido após o vencimento do prazo.

Pelo menos, 40 famílias com crianças e adolescentes estão morando em barracos de área no loteamento Santa Catarina, ao lado da Vila Itália, em Rio Preto. O local ganhou pelo menos cem barracos no período de um ano.

O decisão atende a pedido do promotor da Infância e Juventude de Rio Preto, André Luís de Souza, e visa a segurança das crianças. Para ele, o local é insalubre, sem higiene, e também perigoso por conta da ferrovia que fica ao lado.

A reportagem esteve no local nesta segunda-feira, dia 11, e verificou situações de risco. A mais grave está relacionada ao trem. Durante a tarde, pelo menos três crianças brincavam com os vagões (carregados com combustível) em movimento.

favela12072016 Criança brinca em vagões de combustível. (Foto: Johnny Torres)

As crianças corriam ao lado dos vagões e subiam e desciam nas composições. Um deles chegou a tropeçar e quase cair ao lado dos trilhos. Em outro caso, meninos soltavam pipa e jogavam futebol descalços. Ao lado deles, vários fios de energia elétrica passam pelo chão.

Em outro barraco, na entrada da favela, cinco crianças brincavam no chão de terra batida com os poucos brinquedos que possuem. São quatro irmãos: Vitor, 7 anos, Henrique, 10 anos, Ana Clara, 9 anos, Monique, 5 anos. Eles moram com os pais, uma outra irmã de 14 anos e uma de 4 meses. “Aqui não tem muita opção”, disse a mãe, Marysteli Sonaque, 30 anos.

Crescimento

A família é uma das que se mudaram para o lugar nos últimos dias. Desde a última sexta-feira, está havendo uma debandada para o local.

Em maio do ano passado apenas nove famílias moravam na área pertencente ao espólio de Sílvio Purita Ferreira. Em junho deste ano eram 41. Agora são pelo menos cem e a favela avançou até em uma área da Prefeitura.

Existem ainda muitos barracos em fase de construção. Homens, mulheres e crianças se misturam a bambus, madeiras, telhas de amianto, entre outros materiais para construção dos barracos. Homens trabalham o dia todo na construção de novas moradias.

A Prefeitura de Rio Preto, que tentou barrar, sem sucesso, o crescimento da favela na última sexta-feira, informou que ainda não foi comunicada da decisão, por isso não vai se manifestar sobre o assunto.

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