Diário da Região

09/07/2016 - 00h00min

DANOS E REPARAÇÃO

Idosa expulsa de ônibus na rodovia é indenizada em R$ 12 mil

DANOS E REPARAÇÃO

Arquivo Pessoal Adairde Aparecida Del Rio mostra a carteirinha que lhe dá direito ao transporte público gratuito, mas que não teria sido aceita sem apresentação conjunta do RG.
Adairde Aparecida Del Rio mostra a carteirinha que lhe dá direito ao transporte público gratuito, mas que não teria sido aceita sem apresentação conjunta do RG.

A empresa de transporte coletivo Célico, de Rio Preto, foi condenada a pagar R$ 12 mil de indenização para uma idosa de 75 anos expulsa de um ônibus da empresa por não portar a carteira de identidade (RG), na rodovia Florindo Rodrigues Martinez, em Jaci.

Adairde Aparecia Del Rio havia passado por uma cirurgia no joelho e utilizava o coletivo para viajar até Rio Preto, onde tinha uma consulta médica, em junho de 2014. Idosa, ela tem direito à passagem gratuita desde que apresente documento de identidade com foto.

Na ocasião, ela havia esquecido os documentos em casa, mas afirma que o motorista permitiu que entrasse no ônibus apresentando apenas a carteirinha de idoso que havia feito em outra empresa de transporte coletivo. Porém, no meio da viagem, por volta de 13h, um fiscal do ônibus pediu para ela descer.

“Ele levantou e pediu meu RG. Eu disse que tinha esquecido em casa, mas que o motorista me deixou viajar com a carteirinha da Itamarati. Ele disse que não podia e que eu teria de pagar ou descer. Não tinha dinheiro, então desci", afirmou.

A idosa estava sem o telefone celular e passou a caminhar sozinha pela rodovia quando uma amiga a resgatou. “Estava chorando muito. Uma amiga me encontrou naquele sol quente e perguntou porque eu estava andando ali se tinha feito recentemente uma cirurgia no joelho. Ela me deu carona para minha casa”, disse.

Adairde afirma que ficou traumatizada com o acontecido e até hoje faz tratamento. “Pelo vexame que passei, fiquei doente. Estou tomando calmante até hoje para superar isso. Tinha vontade de morrer. Esse valor (da indenização) é pouco comparado ao que fizeram comigo”, afirmou.

O advogado da Célico, Sergio Henrique Oliveira Vicente, afirmou que a empresa vai recorrer da decisão. “Respeito essa decisão de primeira instância, mas entendemos que não é o caso (de condenação). Vamos recorrer ao Tribunal de Justiça para uma melhor apreciação dos fatos. Esperamos a reforma da sentença. Ela não ficou na rodovia”, disse.

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