Diário da Região

22/11/2015 - 00h00min

Voluntários

Igreja cria grupo para ouvir pessoas em momentos de angústia

Voluntários

Mara Sousa Maria Inês da Silva Cardoso, voluntária, durante atendimento
Maria Inês da Silva Cardoso, voluntária, durante atendimento

Em tempos em que minutos valem ouro e pessoas estão mais impacientes com os problemas alheios, um grupo se dispõe a escutar e ajudar quem enfrenta momentos de angústia e não consegue encontrar saídas. Criada há cerca de um mês, a Pastoral da Escuta quer ser os ouvidos para quem precisa falar. O serviço de escuta é dentro da paróquia Menino Jesus de Praga, em Rio Preto, mas não tem qualquer denominação religiosa. 

“É para qualquer pessoa que precisa falar, que quer ser ouvido, que quer ajuda. Muitas vezes, tudo o que uma pessoa precisa é de alguém que a escute”, diz o coordenador da Pastoral da Escuta, Nilson Bueno. O grupo é formado por 20 agentes voluntários, que desde fevereiro se preparam sobre como se portar para ouvir com respeito e atenção os desabafos que incomodam pessoas que não têm com quem compartilhar. O serviço é gratuito, garantindo-se o sigilo e anonimato de quem o procura.

A preparação dos voluntários foi iniciada com o estudo do livro “Pastoral da escuta: por uma paróquia em permanente estado de missão”, de José Carlos Pereira. Depois, outras bibliografias foram estudadas; palestrantes de variadas formações colaboraram na formação da equipe como psicólogos, assistentes sociais, profissionais de saúde, religiosos, programação neurolinguística, advogados, Pastoral Amor Exigente, Pastoral Vicentinos entre outros.

O agente fala o menos possível, ele está lá para ouvir. Uma possível intervenção, se ocorrer, será no sentido de proporcionar reflexão e não como conselho ou solução. Existe um entendimento que quanto mais a pessoa fala, mais escuta seu próprio problema e, a partir daí, consegue elaborar melhor o que se passa com ela e a ter entendimento de como lidar com o problema. “Não somos padres e nem psicólogos, assim o atendimento não é uma confissão e nem uma terapia.

 

Arte - Voluntário Pastoral da Escuta - 22112015

Estamos focados em oferecer tempo, atenção, paciência para que pessoas tenham com quem desabafar e se sintam acolhidas”, diz Bueno. A Pastoral da Escuta é a primeira da Diocese de Rio Preto. Segundo o coordenador, o trabalho já é feito em São Paulo e em Montes Claros (MG). Bueno diz ainda que a intenção é que a pessoa que busque pelo serviço crie empatia com o agente e com isso consiga expor com profundidade o que a aflige. 

“Vamos interagir e intervir conforme a disposição e desejo da pessoa em buscar outros mecanismos que possam contribuir na solução do problema. Temos uma rede de atendimento que passa por psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, além de podermos acionar os serviços municipais, como CRAS (Centro de Referência e Assistência Social), ONGs e outros mecanismos”, diz.

Doação

A designer de interiores Maria Inês da Silva Cardoso, 50 anos, é uma das voluntárias no serviço de escuta. Diz que sempre gostou de estar ao lado de pessoas, que já fazia outros trabalhos na paróquia, e se interessou por ser parte do grupo quando ouviu o convite do padre Sílvio Roberto dos Santos, da Menino Jesus de Praga. “Estamos lá para atender desde uma adolescente que brigou com o namorado até uma pessoa que sofre com a dor de um luto e não tem com quem falar”, diz.

Define o serviço como doação de tempo e amor ao próximo. “Percebi que poderia ser útil ouvindo o problema de outras pessoas, que precisam falar. Dou valor ao olho no olho, ainda mais hoje em dia, quando não se há mais tempo para os outros. Acredito que nada substitui um olhar empático”, diz. Segundo Maria Inês, os pilares do serviço de escuta são o amor ao próximo, a empatia, a ética e o sigilo. “Nosso grupo é muito unido e tem disposição e vontade de se doar ao outro.”

Na reunião realizada na última semana, o grupo discutiu a criação de um plantão permanente para atendimento durante em dezembro e janeiro. Hoje, o serviço de escuta funciona às terças, quintas e sábados. Para o período de Natal a Ano-Novo, a proposta é que sempre tenha um agente pronto a atender quem procure a pastoral. Segundo Nilson Bueno, nessa época há um aumento no sentimento de tristeza em parte da população. “Percebemos que mais pessoas ficam deprimidas e queremos que elas tenham amparo e com quem falar. Vamos manter um plantão para atender quem precisa”, diz.

Segundo estudiosos em comportamento humano, pessoas reagem de diferentes maneiras a determinadas épocas do ano como Natal, férias, virada do ano. Tem quem fique eufórico e esperançoso, mas outros se recolhem e ficam mais pensativos. Ainda segundo os estudiosos, memórias remotas negativas, perdas de pessoas queridas, feridas psicológicas ainda latentes e dolorosas podem contribuir para a depressão natalina. “Sabemos do aumento de pessoas que ficam mais tristes, e queremos estar próximas a essas pessoas”, finaliza Bueno.

Serviço será ampliado

Na reunião realizada na última semana, o grupo discutiu a criação de um plantão permanente para atendimento durante em dezembro e janeiro. Hoje, o serviço de escuta funciona às terças, quintas e sábados. Para o período de Natal a Ano-Novo, a proposta é que sempre tenha um agente pronto a atender quem procure a pastoral. Segundo Nilson Bueno, nessa época há um aumento no sentimento de tristeza em parte da população. “Percebemos que mais pessoas ficam deprimidas e queremos que elas tenham amparo e com quem falar. Vamos manter um plantão para atender quem precisa”, diz.

Segundo estudiosos em comportamento humano, pessoas reagem de diferentes maneiras a determinadas épocas do ano como Natal, férias, virada do ano. Tem quem fique eufórico e esperançoso, mas outros se recolhem e ficam mais pensativos. Ainda segundo os estudiosos, memórias remotas negativas, perdas de pessoas queridas, feridas psicológicas ainda latentes e dolorosas podem contribuir para a depressão natalina. “Sabemos do aumento de pessoas que ficam mais tristes, e queremos estar próximas a essas pessoas”, finaliza Bueno.

 

 

 

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