Diário da Região

08/12/2015 - 00h00min

Caso escorpião

Cunhada contesta versão de suicídio forçado

Caso escorpião

Reprodução Lucas Sanches da Silva com o filho José Lucas
Lucas Sanches da Silva com o filho José Lucas

A Polícia Civil de Ibirá quer ouvir Dora Sanches, tia do menino de 4 anos que morreu picado por um escorpião no dia 3 de novembro. Ela é irmã de Lucas Sanches da Silva, 40 anos, que se suicidou ao saber da morte do filho. Dora acompanhou de perto a recuperação da cunhada Natália Balieiro, que tentou suicídio e ficou oito dias na UTI. Na semana passada, Natália prestou depoimento à polícia e disse que foi forçada pelo marido a tomar veneno. Segundo seu advogado, Elcio Padovez, ela teria dito que Lucas usou uma espingarda para forçá-la a ingerir a substância.

Dora ficou revoltada com a versão apresentada pela cunhada. “No dia que Natália acordou do coma, ela me disse que logo que ficaram sabendo da morte do filho, os dois saíram do HB determinados a se matar juntos. Ela mesmo me disse que meu irmão teria dito que queria se matar dando um tiro na cabeça. Disse ainda que ela não precisava fazer o mesmo, porque não era obrigada a nada. A Natália também falou que propôs se matar com veneno, porque queria sentir a mesma dor que o filho sentiu. Ela me disse: ‘eu queria ser envenenada’”, disse Dora.

Ainda de acordo com a cunhada, a intenção do casal de se matar teria sido manifestada pelos dois, ainda no HB, aos parentes, antes da confirmação da morte do filho. “O filho era tudo na vida deles. Quando ela acordou do coma, a única coisa que me pediu era para não deixar ninguém falar mal do Lucas, porque ele teria morrido como herói, que morreu por amor”, disse a cunhada. Segundo Dora, a prova maior de que Lucas não teria obrigado Natália a se matar é que o casal foi encontrado abraçado, na caminhonete, logo depois de tomar veneno.

Os primeiros a encontrar Natália e Lucas foram um funcionário da fazenda e dois amigos. A irmã de Lucas confirma que o irmão realmente tem uma espingarda calibre 12, mas que não foi encontrada na caminhonete, fato que descartaria a versão de que houve coação para tentativa de suicídio mútuo. “Somente meu irmão queria se matar. Mas foi dela a vontade de pegar o pesticida e tomar também”, diz a cunhada.

Dora acompanhou Natália em quase todos os oito dias na UTI do HB. Também estavam no hospital mãe e a irmã de Natália. “Depois de contar tudo isso, a Natália me disse que poderia ter feito tudo diferente. Que poderia ter convencido o Lucas a desistir do suicídio e que os dois teriam outro filho”, diz a cunhada. A irmã de Lucas diz que há dez dias perdeu contato com Natália e que tentou falar com ela nos últimos dias, mas as ligações caíram na caixa postal.

O advogado Elcio Padovez diz que Natália mantém sua versão. “Então o que explica as duas balas encontradas na caminhonete onde o casal foi encontrado?” O inquérito policial está centralizado em Ibirá, mas, a pedido de Natália, o depoimento dela foi colhido em Macaubal, cidade próxima de Monte Aprazível, onde ela passou a morar junto com os pais, em uma fazenda. O delegado Luciano Birolli Sanches Peres diz que ainda aguarda o laudo pericial que irá confirmar se de fato o menino José Lucas morreu envenenado por picada de escorpião.

 

 

 

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