Diário da Região

15/12/2015 - 18h27min

Chuva e caos de novo

Chuva forte volta a alagar Rio Preto e provoca transtornos

Chuva e caos de novo

Johnny Torres Comerciante Nevair José de Souza, 54 anos, teve de sair às pressas do carro ontem à tarde, em mais uma enchente na avenida Bady Bassitt, em Rio Preto
Comerciante Nevair José de Souza, 54 anos, teve de sair às pressas do carro ontem à tarde, em mais uma enchente na avenida Bady Bassitt, em Rio Preto

Atualizada às 23h45
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O comerciante Nevair José de Souza, 54 anos, voltava do trabalho nesta terça-feira, dia 15, quando ficou ilhado em mais um alagamento na avenida Bady Bassitt. Como um ato de sobrevivência, deixou o carro para atrás e encarou a força da água para ir a lugar seguro. É um retrato de mais um dia de forte chuva, que voltou a mergulhar Rio Preto no caos. "Eu pedi a Deus que me desse força e saí do carro. Não foi fácil, pois a porta não queria abrir. Sabia que se eu continuasse no carro seria levado pela enxurrada. Estava muito forte e o carro estava começando a boiar", disse Souza. O veículo parou de funcionar no cruzamento da avenida com a rua Orsini Dias Aguiar.

Souza estava sozinho no veículo no momento do alagamento. "Meu carro só não foi levado porque as ferramentas são pesadas e estavam dentro. Alguém precisa tomar uma providência. A cidade está abandonada e essas obras antienchentes só pioraram a nossa situação", afirmou. O comerciante foi apenas uma das vítimas da forte chuva, que começou por volta das 18h e se estendeu até as 21h30, causando transtornos em diversos pontos da cidade. 

No São Francisco e no Jardim Urano, casas ficaram alagadas. O muro do cemitério São João Batista caiu. Três carros foram engolidos por buracos. Um supermercado sofreu com a água dentro da loja. As principais avenidas da cidade ficaram alagadas e, no miniterminal da Bady Bassitt, a água ultrapassou um metro de altura. Também na avenida, o buraco aberto no fim de novembro cresceu dois metros, segundo a Defesa Civil.

A família do motorista Hélio Luis de Freitas, que mora na rua José Del Campo, no São Francisco, também pede providências da Prefeitura. A casa deles ficou inundada e os moradores estavam com água até a cintura. Foi preciso quebrar o muro do quintal para que a água escoasse.

"Eu perdi tudo, geladeira, fogão, micro-ondas, roupas, móveis, computador. E, principalmente, a minha paz. Como eu vou morar aqui sabendo que a qualquer momento pode chover forte e alagar a casa novamente?", indaga o morador, que mora com a mulher e duas filhas adolescentes. "Nós moramos aqui há 19 anos e nunca passamos por essa situação. A rua enche sempre, mas nunca desse jeito. Os bueiros estão todos entupidos e ninguém faz nada."

Na mesma rua, a família do aposentado José Lírio Froes, 61 anos, também teve grandes prejuízos com a enxurrada de lama que invadiu o imóvel. "A geladeira boiou e caiu no chão. O micro-ondas também não funciona mais. Perdemos todos os mantimentos. A água subiu quase um metro de altura. Foi desesperador", diz o morador.

Alagamentos e buracos

No miniterminal da Bady, o Corpo de Bombeiros teve de resgatar cerca de 30 passageiros que ficaram presos em um ônibus. A água chegou a ultrapassar um metro de altura. Também inundou o terminal rodoviário. Os Bombeiros também resgataram três motoristas ilhados em avenidas.

Pelo menos três carros foram engolidos por buracos. Um deles na rua Joana Anderi Chalela, no Jardim Conceição, mesmo ponto em que um veículo ficou preso na semana passada. Outro carro caiu em buraco na avenida da Saudade, em frente à antiga boate Pink Elephant, e o terceiro, no Vetorasso, onde Rosemari Issas, 69 anos, ficou presa com uma amiga. "Foi um susto danado. O buraco apareceu de repente, não tinha sinalização", disse.

Na Brasilusa, o alagamento fez o asfalto ceder em um ponto. Na rodovia Washington Luís, carros ficaram parados no acostamento com o pisca- alerta ligado. O aeroporto ficou fechado para pouso e decolagem por 20 minutos, mas não tinha nenhum voo programado para o horário. Recém-inaugurado, o Muffato Max, da avenida Potirendaba, teve alagamento dentro da loja. Segundo a Defesa Civil, choveu 68 milímetros cúbicos em uma hora. "Nesta quarta-feira faremos um levantamento para verificar todos os estragos na cidade", disse o coordenador Ivano Pedro Rodrigues Filho.

Cemitério

Caiu uma parte do muro do cemitério São João Batista, na avenida Feliciano Sales Cunha, em frente ao teatro Nelson Castro. Uma apresentação escolar, marcada para às 20 horas, teve de ser transferida para o sábado, pois o prédio foi parcialmente inundado. A mesma parte do muro havia caído em chuva de outubro de 2014.

"Tinha gente chegando para o espetáculo, mas tivemos de cancelar, porque a água chegou até aqui dentro", disse o assessor da Secretaria da Cultura Edivan dos Santos. Um Palio que estava estacionado em frente ao muro ficou travado com pedras por baixo do carro. "Tentei ir para frente e para trás, mas não saiu do lugar," disse a dona do veículo, que é funcionária do teatro e não quis se identificar.

 

Avenidas novamente ficaram alagadas

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