Diário da Região

15/12/2015 - 11h08min

CÂNCER

HB busca em empresas privadas verba para instalar UTI's oncológicas

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Arquivo José Luis Esteves Francisco, vice-diretor executivo da Funfarme, e Robson de Paula Ribeiro, superintendente financeiro da fundação
José Luis Esteves Francisco, vice-diretor executivo da Funfarme, e Robson de Paula Ribeiro, superintendente financeiro da fundação

Arrecadar R$ 2 milhões em 15 dias. É a meta de uma corrida contra o tempo iniciada nesta terça-feira, dia 15, pelo Hospital de Base (HB) de Rio Preto, para viabilizar a instalação de uma ala exclusiva para internação de pacientes com câncer. O Ministério da Saúde (MS) aprovou dois projetos do HB e deu prazo até dia 30 para a instituição arrecadar a verba. A captação de recursos acontece por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), feito pelo MS para incentivar ações e serviços desenvolvidos por entidades, associações e fundações privadas sem fins lucrativos no campo da oncologia e da pessoa com deficiência. 

Pessoas físicas e jurídicas que contribuírem com doações para o HB poderão se beneficiar de deduções fiscais no Imposto de Renda. É possível doar até 1% do imposto. "Estamos correndo atrás de empresários que queiram colaborar. São valores que terão de pagar ao governo, com a diferença de que vão saber onde o dinheiro será aplicado.

Quem quiser doar é só nos procurar porque nosso tempo é curto", afirmou Robson de Paula Ribeiro, superintendente financeiro da Fundação Faculdade Regional de Rio Preto (Funfarme), administradora do HB. A liberação dos projetos foi publicada no último dia 10, no Diário Oficial da União. O Ministério alega que a captação de recursos termina sempre no final do exercício fiscal (31 de dezembro), uma vez que são programas envolvendo recursos de dedução fiscal.

 

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Pelo menos 60%

Os dois projetos do HB tramitam pela burocracia do Ministério da Saúde há cerca de dois anos. Agora, caso a instituição não consiga os recursos, corre o risco de ter todo o trabalho perdido. De acordo com as regras do Ministério da Saúde, o hospital só pode pedir uma adequação no prazo se captar pelo menos 60% do valor até o próximo dia 30. Caso contrário, terá de refazer todo o trabalho e fazer uma nova solicitação ao governo federal.

"A cada hora, o Ministério da Saúde pede uma adequação diferente no projeto. Agora que conseguimos ser aprovados, nos dão pouco tempo. Por isso contamos com empresários que queiram colaborar", afirmou Ribeiro. Quem quiser destinar 1% do Imposto de Renda à instalação da ala exclusiva de oncologia do HB deve procurar a instituição por telefone ou e-mail para receber as orientações.

"É uma corrida contra o tempo. Estamos conversando e procurando empresários, mas eles também podem nos procurar pelos nossos canais de comunicação", disse Ribeiro. As doações vão direto para uma conta criada pelo governo federal, com direcionamento do hospital. 

75 leitos e 6 vagas na UTI

A nova ala do Hospital de Base (HB) vai ser instalada no 4º andar do prédio onde funcionava a pediatria, que foi transferida para o Hospital da Criança Maternidade (HCM). Com a verba, a ala vai receber 75 leitos para internação e seis leitos de UTI. Esses espaços já existem no hospital, mas estão distribuídos por diversos andares. Além de ficar concentrados em um único local, os leitos ganharão mobiliário. 

A principal vantagem da ala exclusiva, segundo a administração do hospital, é a de ter pacientes atendidos por uma equipe médica treinada somente para lidar com pacientes da oncologia. A nova ala também abre espaço para que a instituição peça o credenciamento de novas vagas de internação. "Isso proporciona melhor qualidade no atendimento. Teremos equipe especializada para pacientes com câncer. Sem contar que os pacientes ficarão mais próximos e poderão trocar experiências, dando força um para o outro", afirmou o vice-diretor executivo José Luis Esteves Francisco.

Ainda segundo ele, os novos quartos vão oferecer aos pacientes qualidade de serviço europeu. Cada quarto terá duas camas modernas, duas poltronas confortáveis, televisão e frigobar. "Nessa nova ala, nossos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) vão ficar em quartos iguais aos do convênio, o que é difícil de se encontrar na maioria dos hospitais", explica o vice-diretor. 

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