Diário da Região

10/09/2015 - 00h00min

MEDO A CADA CORRIDA

Para evitar assaltos, taxistas ‘filtram’ clientes

MEDO A CADA CORRIDA

NULL Antônio Quadrado foi assaltado no início deste ano; para evitar ser vítima novamente, ele adotou medidas de segurança, incluindo umrosário pendurado no retrovisor
Antônio Quadrado foi assaltado no início deste ano; para evitar ser vítima novamente, ele adotou medidas de segurança, incluindo umrosário pendurado no retrovisor

"E aí, mano? Tem como fazer uma viagem pra fora de Rio Preto? Pago bem e à vista". Quando os taxistas de Rio Preto escutam esse tipo de proposta, imediatamente já recusam a viagem. Essa é uma das medidas de prevenção para evitar assaltos e sequestros. O alerta foi fortalecido depois do sumiço do taxista Bento Cruz Gonçalves, de 63 anos, de Tanabi, que já completa seis dias. Além das restrições para viagens, os taxistas estão equipando os veículos com sistema de rastreamento via satélite, implantando botão do pânico e até criaram códigos secretos com a Polícia Militar para avisá-los em casos de apuros.

"Quando chega um passageiro falando gíria, eu recuso a viagem. Pode parecer preconceituoso, mas é uma medida de proteção. Como ninguém tem estrela na testa, o negócio é ser precavido", diz o taxista Fernando Moreira, 51 anos. O taxista Irineu Garcia, 62 anos, já foi sequestrado, amarrado e jogado no porta-mala e tirou as viagens da sua jornada. "Só faço viagem se for um cliente conhecido ou se foi indicado por alguém. Caso contrário, não saio de Rio Preto", disse o taxista.

O medo dos taxistas da cidade tem justificativa. De janeiro a setembro, 13 profissionais foram assaltados na cidade, segundo o Sindicato dos Taxistas de Rio Preto. Mas a quantidade deve ser bem maior, porque nem todos registram boletim de ocorrência. Há poucos meses, o taxista Antônio Quadrado, 67 anos, foi assaltado por um menor durante viagem de Rio Preto à Mirassol. "O adolescente parecia bastante inseguro. Com jeitinho, consegui convencê-lo a levar apenas dinheiro, celular, mas foi um sufoco", relembra Quadrado.

O ex-secretário nacional de Segurança Pública, o coronel José Vicente Silva Filho, aprova as táticas preventivas dos taxistas, principalmente o uso do rastreador de veículo, mas recomenda mais ações. "A PM poderia fazer blitz periódicas em táxis. Isso funcionou em outras cidades. Acaba fazendo com que os bandidos evitem atacar esse tipo de veículo", disse. Apesar do uso do rastreador via satélite ser um dos equipamentos de segurança mais indicados aos taxistas, apenas 12 dos 225 profissionais de Rio Preto fizeram o investimento. "Tem de pagar R$ 59 por mês, mas poucos deram importância. Deveriam, porque é mais seguro", lamenta o presidente do Sindicato dos Taxistas de Rio Preto, André Luiz Cabello.

O taxista Jefferson de Souza José, 49 anos, diz que se sente mais seguro ao trabalhar com um veículo equipado de rastreador. "O sistema localiza exatamente onde está o taxi. Caso eu esteja em perigo tem o botão do pânico, instalado em local que nenhum cliente sabe. Se aperto, a empresa que faz o monitoramento é avisada e comunica a polícia", diz José. O capitão da Polícia Militar, Rafael Henrique Helena, recomenda aos taxistas desconfiarem de ofertas de valores anormais de viagem e evitar pegar passageiros em locais escuros. "Em caso de assalto, não reaja.Sua vida não tem preço" recomenda.

Angústia já dura seis dias

Passados seis dias do desaparecimento do taxista Bento Cruz Gonçalves, a polícia ainda não tem pistas de seu paradeiro. O carro foi encontrado abandonado na noite de anteontem. O veículo passa por perícia, porém nenhum vestígio de sangue foi detectado no veículo.

A filha do taxista, Aline Gonçalves, diz que a família ainda tem esperança de notícias de Bento. “Estamos todos depositando confiança no trabalho da polícia para localizá-lo.” Para ajudar nas buscas, parentes e amigos estão mobilizados com carros e motos, para percorrer toda cidade e a zona rural para tentar encontrar Bento.

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