Diário da Região

28/08/2015 - 00h00min

Dói, sim, e muito

Quer fazer uma tatuagem? Veja no ‘dorzômetro’ partes do corpo que mais doem

Dói, sim, e muito

Mara Sousa A tatuadora Evelym Sales, com 14 desenhos na pele (Foto: Mara Sousa)
A tatuadora Evelym Sales, com 14 desenhos na pele (Foto: Mara Sousa)

Há muito as tatuagens deixaram de ser um arroubo da juventude, quebraram tabus e hoje decoram corpos de todas as gerações. Mas muita gente ainda adia a vontade de inaugurar uma marca na pele ou partir para a segunda ou terceira por medo da dor. Com razão. Dói mesmo, principalmente nas chamadas partes descarnadas da anatomia.

Para orientar os neófitos e ajudá-los a fazer a escolha, os dermopigmentadores André Carbone e Gabriel Ferreira, do Kauai Studio, em São Paulo, elaboraram uma escala de dor das tatuagens.

O “dorzômetro” classifica as partes do corpo onde há muito pouca dor; pouca dor; moderada; muita dor e dor extrema. De acordo com o dermatologista Carlos Roberto Antonio, as partes mais doloridas do corpo são as que concentram mais terminações nervosas e a pele mais fina. E o pior, não há muito o que fazer.

 

arte_dor tatuagem

“Existem potentes pomadas anestésicas, porém, algumas podem inchar a área e deformar a pele ao ser tatuada, comprometendo o resultado. Este é o mesmo motivo pelo qual não se anestesia a pele antes”, explicou o médico, responsável pela cirurgia dermatológica e laser da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp).

A jovem Rachel Miranda, de 23 anos, tem 11 tatuagens espalhadas pelo seu corpo de 1,56 metro de altura e jamais utilizou anestésico. E não teve medo de enfrentar todas as graduações de dor. Fez a primeira quando tinha 13 anos. Hoje, Rachel exibe borboleta no pé, um “menininho” na panturillha, nove patas de gato na virilha, autógrafo da cantora canadense Avril Lavigne, frases no braço. E as que mais incomodaram: as asas de anjo na costela, a caveira na coxa esquerda e a ave fênix na coxa direita. Rachel evita qualquer pomada anestésica. “Prefiro tatuar quando estou nervosa”, contou a moça. “Não gosto de utilizar o gelzinho anestésico, pode inchar o corpo e comprometer o desenho.”

A tatuadora Evelym Sales Marques, do estúdio Dragons Tattoo, e que reúne 14 desenhos pelo corpo, recomenda o uso de anestésico. “No estúdio, utilizamos o spray de lidocaína, a única desvantagem é que fica um pouco grudento. A pomadinha, pouco mais cara, funciona muito bem. Quando faço em alguma parte mais dolorida, como na costela, utilizei a pomada”, disse Evelym.

O desenho no peito dos pés, preferido pela mulheres, é classificado como dor extrema, assim como nas costelas e diafragma. Aliás, segundo os tatuadores, o público masculino é o mais “chorão” diante das agulhas, enquanto que as mulheres são mais resistentes.

Depois de tatuar o nome do filho Carlos em letras japonesas, Célia Beretta sentiu-se incomodada com as perguntas. “Queriam saber o que estava escrito", disse.

Mesmo com toda a dor, ela resolveu encarar as agulhas e refez o nome do filho em português e acrescentou uma borboleta. “Dessa vez foi mais dolorido e, para minha sorte, o tatuador foi muito paciente. Mesmo assim dei um pouco de trabalho.”

Apesar de todo o incômodo, é preciso firmeza. “Antes de começar, o que mais peço é que a pessoa não se mova, compromete o trabalho”, disse Evelym.

O artista plástico e tatuador Guto Silva, do estúdio Atman, acredita que a questão psicológica ajuda, e muito. “Vai depender bastante da concentração e da vontade da pessoa em ter aquela tattoo. É preciso estar decidido, soltar a respiração e relaxar o corpo.”

 

arte_escolha Tatuagem Clique na imagem para ampliar

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